Asshole - Gene Simmons

WHIPLASH.NET - Rock e Heavy Metal!

Asshole - Gene Simmons


  | Comentários:

Eliton Tomasi, Vinicius Mariano, Marcos Franke e Alessandro Fogaça, juntamente com os convidados especiais Andria Busic e Ivan Busic discutem o CD "Asshole", solo de Gene Simmons, baixista do Kiss.

Mesa Redonda é uma seção da revista RockHard-Valhalla. Confira essa matéria na edição 26.
Participantes:

Eliton Tomasi, Vinicius Mariano, Marcos Franke e Alessandro Fogaça.

Convidados Especiais:

Andria Busic e Ivan Busic (Dr. Sin)

Faixa 1 - Sweet & Dirty Love

IB: Essa poderia entrar fácil em qualquer disco do Kiss.

AB: Ela parece com músicas do Lick It Up.

ET: Essa música foi colocada logo de primeira para evitar um choque logo de cara com o que vem a seguir.

IB: Esse é o disco que quanto mais você ouve, mais você compreende o tipo de experiência que ele quis fazer.

ET: Ele mostra bem que o Gene o fez por um hobby mesmo. Se fosse fazer algo caça-níquel, ele lançaria um álbum solo na linha do Kiss. Venderia bem mais.

IB: Essa música é forte demais! Olha esse solo Johnny Winter! Nós gravamos com o Edgar Winter uma vez nos Estados Unidos e logo depois, fomos ao show do Johnny. O cara tomava água pela testa (risos).

AB: Mas ele continuava tocando muita guitarra.

IB: Uma coisa muito linda que o Gene tem é um timbre muito louco no grave e outro muito louco no agudo.

AB: E ninguém fala dele tocando baixo. Mas eu nunca vi ele tocando uma nota errada. O cara toca muito bem, mas nunca comentam isso.

Imagem
Eliton Tomasi
Vinicius Mariano
Marcos Franke
Alessandro Fogaça
Andria e Ivan Busic
Faixa 2 - Firestarter

AB: Olha que louco isso! Parece tema de filmes de ação tipo Velozes e Furiosos.

AF: Ou pra jogo de Playstation tipo “Need For Speed”.

AB: Jogando “Need For Speed” ouvindo essa música você fecha o jogo em duas horas (risos gerais).

MF: Esse é o famoso cover do Prodigy que gerou polêmica.

IB: Essa música é realmente muito louca e realça a identidade do álbum. Se fosse um disco igual ao que ele faz no Kiss, seria um disco normal. É importante esse tipo de coisa pro cara mostrar o outro lado dele.

Faixa 3 - Weapons Of Mass Destruction

IB: Essa música no Revenge ou no Carnival Of Souls seria muito bem vinda. Maior refrão Anthrax (risos). Nunca vi o Bruce ter uma guitarra tão nervosa quanto essa. Essa música é bem neurótica!

AB: Não posso deixar de comentar também que aquela mulher da parede (referindo-se a um pôster do Lacuna Coil na redação) é a coisa mais gostosa do mundo (risos gerais). Você tem um desses sobrando aí (mais risos)?

IB: O Gene adoraria esse seu comentário (risos gerais). Mas voltando ao disco, acho uma puta atitude dele em lançar um disco assim. Se ele não fosse quem é, talvez correria riscos com esse disco. Mas o cara não corre mais esse risco, não tem mais medo de lançar um álbum bem diferente. Isso é muito legal.

AB: No Dr. Sin, às vezes fazemos esse tipo de coisa. Você pode ver que o nosso disco inteiro não tem a mesma cara. Muita gente reclama de sermos assim, mas eu quero que as pessoas entendam que também queremos fazer algo da nossa vontade. Quero que as pessoas entendam que não vamos esperar a oportunidade de ter um álbum solo para poder experimentar o que a gente quer mesmo fazer.

Faixa 4 - Waiting For The Morning Light

IB: Essa música vai assustar muita gente.

ET: Parece música de motel.

AB: Tem que pensar que ele fez isso querendo ouvir a música dele para trepar em vez de ouvir a de outros (risos gerais).

ET: Essa é uma música histórica. Composta pelo Bob Dylan e o Gene Simmons.

IB: Talvez fosse uma música que o próprio Peter Criss gostaria de cantar. Ele sempre foi da turma mais John Lennon. Algo engraçado é que essa música parece com aquelas que tocam em cassino. De repente, o cara tinha essa intenção de um dia fazer um som assim.

AB: O Faith No More mesmo gravou um monte de coisas estranhas, só que eles tiveram coragem de colocar tudo num disco só (risos gerais).

ET: As bandas que eu mais gosto são as que sempre mudam porque eu sei que essas bandas estão fazendo exatamente o que elas querem tocar. São as mais honestas.

AB: Só que não pode mudar por causa de modinha também. Daí é demais.

IB: O Gene é um macro empresário, é ator... dá para ver que o cara tem um cérebro que funciona dia e noite. Deve ser difícil segurar o que ele tem em mente.

Faixa 5 - Beautiful

IB: Essa talvez seja a música mais estranha do disco. Se tocar na rádio e falar que é o Gene, as pessoas vão achar que você está louco (risos). O cara está até com uma voz de quem “mamou” legal (risos gerais).

AB: Acho que ele falou: vamos tomar todas e depois começamos a gravar (risos gerais).

ET: O cara tem que ter muito culhão para lançar um disco assim.

IB: Mas as letras são muito rock ‘n’ roll.

AB: Dá impressão que num show essas músicas ficariam do cacete!

MF: Mas você acha que os fãs curtiriam?

IB: Acho que seria impossível crucificarem o Gene. O cara é muito amado.

ET: A contribuição dele para o rock é muito maior do que qualquer coisa.

IB: O próprio Bruce Dickinson também. Os discos solos dele são muito superiores aos últimos do Maiden.

AB: E nós demos uma declaração dessas e os caras acabaram metendo o pau na gente. Pensaram que não gostávamos da banda. São pessoas que não gostam da gente e não querem entender nossa ideologia. Apenas querem entender que falamos mal. Amamos o Piece Of Mind, o Powerslave, mas depois disso, a banda decaiu.

ET: Nós fizemos uma Mesa Redonda do último cd do Maiden e praticamente tivemos a mesma opinião de vocês. E também recebemos vários e-mails e cartas de pessoas reclamando.

IB: Por isso que vem o trabalho solo. Para você colocar em prática algumas possibilidades que você não tem dentro da banda por estar preso a uma mesmice.

Faixa 6 - ***hole

AB: Essa faixa é muito louca porque me lembra algo meio Avril Lavigne.

IB: Avril Lavigne, Foo Fighters e todos os produtores dessas bandas ouviam muito o Kiss. Logo, essa música que parece Avril Lavigne na verdade foi plagiada do Kiss.

AB: Se colocar essa música na FM ela estoura de imediato.

IB: E o cara foi esperto: fez uma música com a harmonia certa para FM. A única diferença é que está mandando todo mundo se f**** (risos gerais).

MF: O mais interessante é que o cara não perdeu a fórmula de fazer música comercial.

IB: Ele já nasceu com esse dom. Quando ele montou o Kiss, já mostrou que era o maior cara de marketing da história do rock com o lance das máscaras. Nada é mais vendável.

AB: Graças a Deus, o EUA dá chance para as pessoas que vêm com novas idéias. Se fosse o Brasil, não ia adiantar nada o cara pintar a cara. Não duraria nem dois discos (risos).

ET: Vocês viram na entrevista porque ele colocou esse nome no disco? Foi por ser apenas uma palavra engraçada e a única parte do seu corpo, além da boca, que faz um som (risos gerais).

Faixa 7 - Now That You’re Gone

IB: Isso é Beatles! E o legal é que a faixa está como saiu da gravação original, nada foi consertado em estúdio. Essa também poderia entrar em qualquer disco do Kiss. É tipo uma “Beth”, “Hard Luck Woman”.

ET: Acho que em termos musicais, deve ter sido bem legal pra ele ter gravado com muitas pessoas.

AB: Com certeza. Ter um monte de gente diferente, pessoas que ele respeita e pessoas que respeitam ele também.

IB: E mostra o que é a verdade. Hoje em dia, perdeu muito disso. O cara toca dois bumbos a 180 por hora, mas foi um truque. O cara cantou afinado, mas foi um truque. Truque enche o saco! Prefiro ouvir um erro bem feito (risos gerais), tipo quando o Alex Van Halen ou mesmo o Eddie erram.

Faixa 8 - Whatever Turns You On

ET: Outra faixa totalmente diferente.

AB: Acho que essa lembra mais ainda Avril Lavigne. Mas ainda sim é bem legal. Olha esse pianinho.

ET: O engraçado é que o pessoal da revista Rolling Stone não gostava do Gene, mas rasgou elogios pra esse disco.

IB: O Kiss deve ser a banda que tem mais discos de Ouro e Platina no mundo. Foda-se o que a Rolling Stone vai achar (risos gerais). Nem eles falando mal conseguiram impedir que eles conquistassem tudo isso. Quem são eles (risos)?

Faixa 9 - Dog

MF: Esse tipo de música vocês explorariam, por exemplo, no Dr. Sin?

IB: Sempre comento isso com o Andria. Nós tocamos jazz tradicional com o meu pai. Eu não me incomodo de jogar algo de jazz no meio da metaleira. A ousadia é parte do rock, senão você nunca estaria tocando rock.

AB: É que tem pessoas que ainda são radicais e não conseguem entender como o rock começou. Tudo começou porque o cara disse: eu não quero nada disso que estão impondo, eu quero fazer o que eu quiser. Alguns dizem que não curtem algumas bandas porque não tem dois bumbos: Foda-se os dois bumbos (risos gerais)!

AB: Saca só ele imitando o cachorro (imitando o Gene). Muito engraçado (risos).

VM: A princípio é uma idéia meio infantil, mas encaixou perfeitamente na música.

IB: Meu sonho era que ele produzisse um disco do Dr. Sin.

AB: Imagina se depois não iríamos num puteiro! Ou melhor, acho que o puteiro viria até a gente (risos gerais).

IB: (referindo-se a letra da música): “essa é uma língua grande” (risos).

AB: Olha que voz de cafajeste (risos). Isso é demais (Gene imitando o cachorro)!

Faixa 10 - Black Tongue

ET: A primeira vez que eu ouvi o disco eu não gostei. Mas agora estou começando a entender melhor a proposta e estou até gostando dele. Eu acho legal isso. Disco que você ouve e já saca logo na primeira audição, não te encoraja a ouvir novamente.

MF: Mas se você ouvisse isso na rádio você procuraria saber a banda mesmo não conhecendo?

IB: Depende do momento que você ouvir. Se você ouvir num momento ruim, acho que não rola de correr atrás.

AB: Tem muita coisa que você conhece, mas acaba não dando muita atenção porque às vezes, você não está num momento bom da sua vida. A primeira vez que eu ouvi o Black Sabbath, demorei para curtir porque eu não gostava do cara que me apresentou a banda. Mas depois de algum tempo, eu comecei a amar o Black Sabbath.

AB: Esse solo é de guitarra é ao contrário.

IB: O legal de se gravar algo assim é que você tem que pensar exatamente ao contrário para que ela soe exatamente como você quer (risos).

AB: Sai um som bem legal. O Steve Vai usa muito isso. Até batera ao contrário o cara já gravou.

Faixa 11 - Carnival Of Souls

IB: O Ritchie Kotzen ganhou na loteria! Gravar com o Gene Simmons é missão cumprida na terra. Se eu gravasse uma bateria com ele, a minha missão por aqui estaria cumprida (risos).

AB: Existem 15 milhões de bandas, mas bandas importantes mesmo e revolucionárias só tem meia dúzia. O resto não faz muita diferença. Quem faz diferença é o Led Zeppelin, Deep Purple, Kiss, Black Sabbath... o resto vai no vácuo. Depois que inventaram a gravação digital, todo mundo virou músico.

VM: Não precisa nem ter um estúdio em casa. Basta comprar um PC e já se tem tudo.

IB: Esse som é meio tipo aquela “God Gave Rock ‘N’ Roll To You”, meio “The Elder”. Aliás, o The Elder é o meu disco favorito do Kiss! Mas ele nem chegou a vender muito. Nem chegou a ganhar disco de ouro!

VM: Eu também acho esse disco maravilhoso, mas tem muita gente que acha que é o pior disco do Kiss por causa de todo aquele lance conceitual.

AB: A impressão que ele passa é de algum tipo de trilha de filme que acabou não rolando.

Faixa 12 - If I Had A Gun

AB: A letra dessa música é demais!

IB: A pessoa que não entende muito inglês vai ter mais dificuldade para curtir o disco.

MF: As letras são típicas do humor negro americano.

AB: "Se eu tivesse uma arma..." (cantando o refrão) e os backings no fundo: “Oh yeah, oh yeah...” (risos). Que contraste! “Não me irrite que eu te dou um tiro.” Lindo, né? (risos)!

IB: É tudo menos um disco de heavy metal (risos gerais).

ET: Esse disco não soa mais honesto do que um disco novo do Kiss?

AB: É difícil dizer por que a gente não vive o dia-a-dia da banda. Vai ser muito sincero se for o Stanley com o Gene Simmons, pois são eles que mandam na banda. O resto que entrar vai ter que seguir o que eles mandarem.

Faixa 13 - 1,000 Dreams

ET: Esse som é viagem!

AB: Isso aí é um tipo bolerão mesmo (risos).

IB: Guitarra havaiana, orquestra... tem tudo no som.

VM: Essa é pra matar o fã do Kiss. O cara já não tava muito animado com o disco em si, daí vem uma viagem dessa e aí o cara quer jogar o disco longe. É a gota d’água (risos).

AB: Ele fez esse disco já esperando comentários ruins. É aquele ditado: Falem mal, mas falem de mim. Mas eu não vou falar mal porque eu realmente gostei do álbum.

IB: Se o disco fosse ruim, por mais que eu gostasse do Gene, eu falaria. Mas esse disco tá acima de muita gente, inclusive da gente (risos).

MF: Vocês não acham que o disco traz um pouco de frustração por ele não ter feito algo assim antes?

IB: Não. O Kiss é exatamente o que ele sempre quis fazer. Ele realizou um sonho dentro de uma coisa que quase deu errado. Os três primeiros discos não vendiam e, de repente, veio o Alive! e o cara estourou! Só que a vida vai passando, o cara vai mudando e surge aquela vontade natural de você gravar coisas diferentes.

Criado em 1996, Whiplash.Net é o mais completo site sobre Rock e Heavy Metal em português. Em março de 2013 o site teve 1.258.407 visitantes, 2.988.224 visitas e 8.590.108 pageviews. Redatores, bandas e promotores podem colaborar pelo link ENVIAR MATERIAL no topo do site.


  | Comentários:

Todas as matérias da seção Arquivo Valhalla
Todas as matérias sobre "Gene Simmons"
Todas as matérias sobre "Kiss"

Bach: "Entendo porque Gene não trabalha mais com Frehley"
Kiss: veja vídeo de divulgação do mega-box Kissteria
Kiss: Ace e Peter sabotaram a banda por antissemitismo, diz Paul
Slash: A lição aprendida após espalhar que Paul Stanley era gay
Kiss: Paul Stanley acredita que Ace e Peter são anti-semitas?
Kiss: Paul Stanley continua questionando o Rock Hall Of Fame
Kiss: vídeo de Take Me em versão acústica
Kiss: Stanley e Criss trocando farpas sobre a criação de "Beth"
Kiss: Gene Simmons não tem dó de Philip Seymour Hoffman
Kiss: veja rara apresentação acústica na Califórnia
Kiss: lançando o App "Kiss Photo Bomb"
Kiss: "Animalize está mais pra um disco solo meu", diz Paul
Kiss: Afinal, quem acionou a banda em nome de Eric Carr?
Kiss: Tom Morello irá apresentar banda ao Hall da Fama
Kisscândalo: leia um trecho da autobiografia de Paul Stanley

Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Pense antes de escrever; os outros usuários e colaboradores merecem respeito;
Não seja agressivo, não provoque e não responda provocações com outras provocações;
Seja gentil ao apontar erros e seja útil usando o link de ENVIO DE CORREÇÕES;
Lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo. :-)

Trolls, chatos de qualquer tipo e usuários que quebram estas regras podem ser banidos sem aviso. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Link que não funciona para email (ignore)

QUEM SOMOS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em março: 1.258.407 visitantes, 2.988.224 visitas, 8.590.108 pageviews.


Principal

Resenhas

Seções e Colunas

Temas

Bandas mais acessadas

NOME
1Iron Maiden
2Guns N' Roses
3Metallica
4Black Sabbath
5Megadeth
6Ozzy Osbourne
7Kiss
8Led Zeppelin
9Slayer
10AC/DC
11Angra
12Sepultura
13Dream Theater
14Judas Priest
15Van Halen

Lista completa de bandas e artistas mais acessados na história do site

Matérias mais lidas