Red Fang: A verdadeira arte do caos retornou ao Brasil
Resenha - Red Fang (Fabrique Club, São Paulo, 06/05/2023)
Por Diego Camara
Postado em 13 de maio de 2023
O Red Fang finalmente voltou ao Brasil após cinco anos de seu último show por cá. Muita coisa mudou desde então, mas algumas coisas ainda são as mesmas: a vontade da banda e o amor do público. O Red Fang entregou tudo no show, fazendo uma apresentação que sem dúvidas estará na lista dos melhores shows deste ano para muitos críticos. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
A banda de abertura escolhida para a turnê foi o ALL IS ALLOWED, de Campinas/SP, que acompanhou os americanos por toda a turnê na América – uma tremenda oportunidade para mostrar seu som para o público brasileiro e além. A banda apresenta um som moderno, com uma pegada mais alternativa. O som da casa estava um pouco alto, o que acabou por prejudicar um pouco o som da banda, em especial pelo público pequeno que estava na casa.

O Red Fang veio pouco depois, entrando com 20 minutos de atraso para a sua apresentação. O público encheu a Fabrique, marcando uma grande evolução do público nos shows da banda. E sem dúvidas não foi por pouco, a banda angariou muitos fãs brasileiros pelas performances excelentes que apresentou quando veio ao país.

E dessa vez eles foram a loucura desde a primeira música, quando a banda subiu ao palco para a música "Blood Like Cream". Os fãs cantaram junto com e bateram muita cabeça na frente do palco. O som estava de excelência, levemente alto, mas o bastante para manter a integridade dos instrumentos, que soavam perfeitamente e traziam a agressividade necessária para o estilo da banda, com o excelente trabalho de guitarra em "Malverde".

Não demorou muito para a energia do público extravasar em um pit bravo no centro da pista, bem no início de "Crows in Swine". Novamente aqui as guitarras brilharam em sua base, puxadas por uma bateria rápida e extremamente mágica. A introdução de baixo seguiu na lindíssima "Arrows", uma das melhores da noite que levou a plateia a aplaudir com vontade a banda.

O show pegaria fogo de novo com "Wires", uma das favoritas e mais populares músicas da banda. A roda aqui é imensa e ocupa todo o centro da pista, se aproximando bastante do palco. O público cantou muito e gritou bastante, marcando um dos momentos mais memoráveis da apresentação.

A sequência final começou com "Sharks", que já levava o público rapidamente para a hora de se despedir. "Dirt Wizard" foi animalesca, mas o show chegaria no seu ápice logo depois com "Prehistoric Dog", o maior e primeiro sucesso da banda. O público ficou insano, com uma roda que quase bateu a Fabrique de um lado ao outro da pista, amassando os fãs que cantavam e puxavam junto o refrão, aos gritos pela banda.

Na volta do bis, Giles agradeceu ao público por estar presente neste show, que definitivamente fez o público brasileiro se render a visceralidade da banda. Faltando duas músicas, o Red Fang entregou tudo de si com "Hank is Dead" e "Throw Up", com a pancadaria dos fãs e um incrível solo de guitarra na primeira.

Para muitas bandas, pouco mais de uma hora de show deixaria os fãs descontentes, mas a performance curta do Red Fang valeu sem sombra de dúvidas por um show maior. A força de vontade da banda mostra porque a cada show eles trazem mais e mais público para onde tocam: virou um espetáculo imperdível para os fãs de um heavy metal pesado, consistente e moderno, cheio de vigor e potência.

Além disso, importante frisar o belíssimo trabalho da produção. A Fabrique Club está entregando shows cada vez melhores no pós pandemia, com qualidade de som altíssima em boa parte das apresentações. A Solid Music, mais uma vez, proporcionou um trabalho de primeira linha, digno da banda e de seu público.

Setlist:
Blood Like Cream
Malverde
Crows in Swine
Arrows
Into the Eye
Antidote
Wires
Freeride
Number Thirteen
Humans Remain Human Remains
Sharks
Dirt Wizard
Prehistoric Dog
Bis:
Hank Is Dead
Throw Up





















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