Deep Purple: Mostrando como fazer um grande concerto de rock

Resenha - Deep Purple (Espaço das Américas, São Paulo, 12/11/2014)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por André Ferreira Gransoti
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Por volta das 20:30 a banda de abertura, a paulistana Cruz, entrou no palco e tocou músicas de sua autoria, com um estilo alternativo, de vocais rasgados e instrumental simples, porém, bem elaborado e muito bacana por sinal, infelizmente como não conhecia a banda, não me recordo quantas foram e nem o nome das músicas tocadas por eles, mas a receptividade do público foi bastante positiva, em nenhum momento pedindo pra entrada da atração principal da noite, vaias, nem nada do tipo, foram bem aplaudidos e acolhidos pelo público.

1891 acessosDeep Purple: novo vídeo, documentário e vinil triplo ao vivo5000 acessosLed Zeppelin: Perguntas e Respostas sobre a banda

Após esse aquecimento, quase que pontualmente, com dez minutos de atraso do horário marcado (22h00) começou a soar a intro “Mars, The Bringer of War” e aos poucos os veteranos do DEEP PURPLE começaram a tomar seus postos, para delírio do público.

Diferente do show de Brasília em que a banda abriu o show com “Apres Vous” do último álbum “Now What ?!”, no show de São Paulo logo após a intro começaram as primeiras notas de Highway Star, como já é tradição da banda abrir com esse clássico. A banda mostrava uma ótima forma, inclusive Ian Gillan com sua saúde frágil nas últimas aparições, não deixou o público na mão e mostrou entusiasmo e vigor, cantava toda suas partes, dançava e interagia com o público o tempo todo; mas a todo solo ou parte da música que não precisava de sua presença se encaminhava para trás do biombo montado aos fundos da bateria para recarregar suas energias.

Sem esperar o som cessar mandaram mais três músicas seguidas, sim, para os senhores do rock não tem tempo ruim. Foram elas: “Into the Fire”, “Hard Lovin’ Man” e “Strange Kind of Woman”, está última com direito a brincadeira entre Steve Morse e Ian Gillan em que um copiava o que o outro fazia cada um com seu instrumento, no caso de Gillan com sua voz.

Depois essa quadra de clássicos, o público já estava aquecido para ouvir a primeira do último álbum, a excelente “Vincent Price”, Com seu som pesado e toque sombrio dado pelos teclados de Don Airey. Em seguida vieram “Contact Lost”, quase que figurinha carimbada no set list dos últimos anos da banda e com o também famoso e belo solo de Steve Morse. Por seguinte veio “Uncommon Man”, mais uma do “Now What ?!”, música dedicada à Jon Lord, que tem um belo efeito de metais de uma banda marcial, ou fanfarra.

Após essa bela homenagem à Lord, “The Well-Dressed Guitar”, mostrando toda a sintonia da banda e a virtuose de Morse com o instrumento, dando um tempo para Gillan tomar um ar. Em seguida foi a vez de Ian Paice entoar as primeiras batidas de “The Mule” e fundir um ótimo solo de bateria que incluiu em certa parte baquetas com pontas de leds que mudavam de cor a cada batida.

Ainda restava muitos clássicos a serem tocados, então Don Airey começou um dos seus tantos momentos brilhantes da noite e após uma breve introdução com Paice começou o que seria um dos grandes momentos da noite, “Lazy”, música que dispensa apresentações e está entre as grandes obras da banda britânica, Gillan tocou suas partes de gaita com maestria e o público retribuiu com muita energia.

Na sequência vieram “Hell to Pay” do último álbum; e enfim foi a vez de Don Airey mostrar todos seus dotes, no seu solo que mistura música clássica e partes psicodélicas, o que mais chamou a atenção foi o curto trecho de “Mr. Crowley”, além de tocar clássicos da MPB com direito a trechos de “Aquarela do Brasil” e “Garota de Ipanema”, o que fez o público ir ao delírio. Seu solo terminou com o início de “Perfect Strangers” e assim mais um clássico da banda foi executado com total maestria e o público cantando junto toda a música em alto e bom som.

Nos momentos finais do show, vieram as infaltáveis “Space Truckin’” e “Smoke on the Water”, essa última com direito a refrão cantado somente pelo público, como não poderia deixar de ser, se tratando talvez do maior clássico da banda e um dos maiores de toda a história do rock mundial.

O bis veio com “Green Onions” um cover da banda “Booker T. & The MG’s” emendando com “Hush”. Roger Glover deu uma palinha do seu talendo em um breve solo com o acompanhamento de Paice para então surgir “Black Night”, última música da noite e enfim aquela noite mágica havia acabado próximo de 1h50 de show.

Mais uma vez o DEEP PURPLE mostra como se fazer um grande concerto de rock, Glover muito simpático e sempre interagindo com o público, Morse e Airey sempre sorridentes e mostrando que não devem nada à Blackmore e Lord (RIP), Paice sempre concentrado e impecável em sua apresentação, nem uma baqueta derrubou sequer e Gilan mostrando que mesmo com toda sua saúde frágil, como um frontman faz um show de verdade!

Espero ver esses senhores em breve em nossa terra para conferir novamente!

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 20 de novembro de 2014


Deep PurpleDeep Purple
Novo vídeo, documentário e vinil triplo ao vivo

1240 acessosPlayboy: Deep Purple, Grand Funk, Steppenwolf e outros ao vivo0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Deep Purple"

Rock e metalRock e metal
O outro lado das capas de discos

Deep PurpleDeep Purple
"Banda morreria se Blackmore não saísse", diz Gillan

Deep PurpleDeep Purple
Ao infinito... E além!

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Deep Purple"


Led ZeppelinLed Zeppelin
Perguntas e respostas e curiosidades

HumorHumor
Os dez maiores picaretas da música internacional

Teoria da ConspiraçãoTeoria da Conspiração
Slipknot troca membros em shows ao vivo?

5000 acessosCapas Gêmeas: as infelizes coincidências nas artes dos álbuns5000 acessosGuitarristas: E se os mestres esquecessem como se toca?5000 acessosLegião Urbana: Eduardo e Mônica, uma análise psico-neurótica5000 acessosEddie Van Halen: a participação em "De Volta Para o Futuro"5000 acessosAxl Rose: vocalista diz que Slash o forçava a fazer shows5000 acessosSeparados no nascimento: Robert Plant e INRI Cristo

Sobre André Ferreira Gransoti

Não tem músicos na família e por temer não conseguir decorar tantas notas começou a tocar bateria em 2004, também nunca conseguiu viver de música e se nega a tocar sertanejo universitário, por isso hoje toca em uma banda tributo ao Deep Purple, a Purfect Strangers.

Mais matérias de André Ferreira Gransoti no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online