Dead Fish: A chama continua acesa no imaginário dos fãs

Resenha - Dead Fish (Captain Jack, Piracicaba, 10/05/2014)

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Por Transborde Mídia
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Em passagem por Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo, os capixabas do Dead Fish trouxeram, no último sábado, 10, sua mais recente turnê, em homenagem ao aniversário de dez anos do álbum: “Zero e Um”, lançado em 2004 pela DeckDisc, que revolucionou o cenário da música alternativa no Brasil e agitou o movimento hardcore da época, com arranjos, melodias e letras mais trabalhadas em relação às outras bandas contemporâneas e precursoras do hardcore cantado em português. A última passagem do coletivo por Piracicaba havia sido em 2013.

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As bandas de abertura do show no Captain Jack, bar localizado em uma das vias de maior fluxo de veículos e reduto boêmio da cidade, já anunciavam que a apresentação do Dead Fish não seria morna. A piracicabana Brave As Titan deu início aos trabalhos logo no final da tarde, com uma apresentação bastante técnica, mostrando características que a colocam como uma das bandas promissoras do cenário independente regional. O metalcore do grupo pode ser conferido no site: http://bit.ly/1hHivzG. Vale a pena ressaltar o trabalho instrumental do quarteto, com linhas melódicas e trabalho na linha de bateria excelentes.

Já era noite quando os piracicabanos da Stribeira se apresentaram. E o show não deixou a desejar. Conhecida por interpretar músicas dos Raimundos, a banda executou autorais, que animaram o público e que deram uma deixa do trabalho que deve ser lançado por eles em breve. As letras em português chamaram a atenção pelas suas rimas e fortes influências da música nacional, como o próprio Raimundos e o Garotos Podres, seminal banda punk brasileira. O webclipe da música: “Fim do túnel” já pode ser conferido: http://bit.ly/1nzGEiL

Na sequência, foi a vez dos campineiros da Cardiac. A apresentação da banda, menos longa, acabou sendo prejudicada pelo horário, pois foram poucos minutos em que puderam mostrar peso e melodia que trabalham em seus discos e músicas cheias de referências a nomes de peso do cenário mundial, como August Burns Red e All That Remains. O grupo já é bem conhecido no cenário regional e fez abertura para importantes bandas, como Zander, Project 46, John Wayne e Aurora Rules. As músicas podem ser conferidas pelo site: http://bit.ly/LuqAyd

Por último, por volta das 20h – aliás, vale destacar o trabalho da organização do evento no que se refere aos horários previstos e cumpridos -, foi a vez do Dead Fish subir ao palco. Logo em suas primeiras palavras, o frontman, Rodrigo Lima, avisava que as canções ali presentes fariam referência ao disco: “Zero e Um”, clássico da banda. E a primeira música, que também abre o álbum, foi: “A Urgência”, cantada em uníssono pelo público presente. Após ela, seguiram-se: “Tão Iguais”, “Zero e Um”, “Queda Livre” e “Bem-vindo ao Clube”. Nessas cinco primeiras músicas foi onde se avistou o maior número de mosh pits e de rodas de pogo sendo formadas – como qualquer bom show de hardcore e música punk têm em sua cartilha. A ordem do disco foi seguida até o fim, quando a banda executou ainda outras músicas que fazem parte de seus shows, e que estão em outro álbuns. Destaque para “Sonho Médio” e “Contra Todos”.

Há algum tempo o Dead Fish não coloca no mercado um álbum de inéditas – o último é “Contra Todos”, de 2009 -, e ver que o seu público continua fiel, demonstrando interesse e participação em seus shows é um ótimo sinal, o que revela que a chama da banda continua acesa no imaginários dos seus fãs. Entretanto, a turnê de 10 anos em razão do lançamento de “Zero e Um” mostra que há um vácuo no período entre os seus últimos discos de estúdio. Já são quase cinco anos sem nenhuma nova música. A promessa é que, até o final do ano, saía algo novo dos rapazes do Espírito Santo. Resta aguardar.

Imagens: Divulgação

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