Black Sabbath: Show de clássicos em São Paulo

Resenha - Black Sabbath, Megadeth (Campo de Marte, São Paulo, 11/10/2013)

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Por Paulo Orsi, Fonte: Blog Colecionarock
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Finalmente o dia tão esperado chegou! Depois de meses de espera desde de que comprei o ingresso logo no 1º dia de vendas no Credicard Hall eis que chega o dia do show do Black Sabbath em São Paulo! A 4ª apresentação do Sabbath no Brasil (se contarmos o show do Heaven&Hell em 2009) é a primeira, e talvez única, com OzzY Osbourne nos vocais. O show, que faz parte da turnê do novo disco 13, trouxe quase toda a formação original da banda que não contou com Bill Ward, que desistiu da reunião antes da gravação do disco alegando divergências contratuais.

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Antes do horário previsto, como já tinha acontecido em Porto Alegre, as sirenes começaram a soar acompanhadas pelos gritos de OzzY "I Can’t F*cking Hear You!" anunciando War Pigs, o primeiro dos muitos clássicos da noite! Apesar dos problemas técnicos de som (que infelizmente ocorreram várias vezes, a música soou como hino cantada pelas quase 70 mil pessoas presentes no Campo de Marte. Into The Void veio seguir e continuou agitanto a galera acompanhada por duas músicas do Vol.4, Under The Sun e o hit Snowblind.

A primeira faixa do disco presente no set foi Age OF Reason, que apesar de soar perfeita não empolgou tanto como se esperava. O mesmo não se pode dizer das três músicas que vieram a seguir; Black Sabbath teve tudo o que tinha direito, o barulho da chuva e os trovões, os sinos, e o riff que marcou o início do Heavy Metal levando a plateia ao êxtase seguida por Behind The Wall Of Sleep. N.I.B foi uma das que mais agitou o público desde o solo introdutório do baixo de Geezer até a última nota fechando uma sequência que era quase todo o lado A do primeiro disco da banda (faltando apenas The Wizard).

End Of The Beginning teve uma recepção melhor que Age Of Reason das músicas do novo disco abrindo caminho para outra sequência clássica, dessa vez do Paranoid com Fairies Wear Boots e a instrumental Rat Salad seguida do solo longo solo de bateria, que foi a deixa para o pessoal poder ir ao banheiro e pegar mais uma cerveja. O solo terminou já emendando nas batidas de Iron Man o que fez a galera voltar correndo para o pista pois mais alguns clássicos estavam por vir!

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A última faixa de 13 foi o single de lançamento do disco, God Is Dead e agitou mais do que as outras duas juntas com uma performance de arrepiar. Veio então Dirty Women, uma música que ainda não entendo o que faz no set list dessa turnê, já que dessa fase final do OzzY no Sabbath nos anos 70 tem músicas mais interessantes, de qualquer forma, Mr. Osburne arrancou risos da plateia quando disse: " I Love dirty women!" Logo depois, o lendário vocalista anunciou que tocariam mais uma música, e se a galera ficasse "extra f*cking crazy" tocariam mais uma! Nada diferente do que já havia feito no RS dias antes.

Children Of The Grave levou a galera ao êxtase com seu riff clássico e um excelente vocal de OzzY que agradeceu a todos e deixou o palco juntamente com o resto da banda. Alguns momentos de suspense e todos retornam com OzzY puxando o core de "One more song, one more song", obviamente acompanhado por 70 mil vozes. Eis então que Iommi entra com Sabbath Bloody Sabbath deixando a galera ensandecida com a "surpresa" que não durou muito já que tocou apenas a introdução e emendou na hit final que todos esperavam: PARANOID! É inegável dizer que, mesmo já tendo escutado essa música nos 3 shows que eu vi do OzzY, nada se compara a emoção de ouvi-la pela guitarra do próprio Iommi, o mestre criador do Heavy Metal!

Um misto de alegria e tristeza tomou conta da plateia ao final do show, alegria por ter testemunhado um evento histórico e tristeza por saber que o espetáculo tinha terminado. De qualquer forma foi uma noite memorável! Para mim, que já tinha visto o Sabbath duas vezes com outros vocalista (94 com T. Martin e 2009 com DIO) e três vezes o OzzY solo, esse foi um dos shows mais impressionantes que já vi, comparado apenas talvez ao show de Paul McCartney em 2010 no Morumbi!

Sobre a ausência da Bill Ward: acho que ela é sentida muito mais historicamente e pelo fato de poder dizer que vi um show com a formação 100% original do que tecnicamente falando, uma vez que Tommy Cufletos dá contado recado e bem. Duvido que Bill, por melhor que seja aguentasse um show desse nível, consequentemente uma turnê inteira. Sobre o local: acho que o Campo de Marte não é o lugar ideal para um show desse porte, que na minha opinião caberia muito bem em um estádio. O terreno irregular aliado ao espaço que foi delimitado para o show (que eu acho que podia ser bem maior) não ajudam muito, mas nada que estragasse uma noite que entrou para a história dos grandes shows de São Paulo. Inesquecível!

Setlist
1- "War Pigs"
2- "Into the Void"
3- "Under the Sun/Every Day Comes and Goes"
4- "Snowblind"
5- "Age of Reason"
6- "Black Sabbath"
7- "Behind the Wall of Sleep"
8- "N.I.B."
9- "End of the Beginning"
10- "Fairies Wear Boots"
11- "Rat Salad'
12- "Iron Man"
13- "God Is Dead?"
14- "Dirty Women"
15- "Children of the Grave"
Bis
16- "Paranoid"

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