Raul Seixas: cadáver do cantor não havia se decomposto até 2012, segundo biógrafo
Por Igor Miranda
Fonte: Farofafá
Postado em 04 de fevereiro de 2021
O corpo do cantor Raul Seixas, falecido em 1989, não havia se decomposto pelo menos até o ano de 2012. A revelação foi feita por Jotabê Medeiros, escritor responsável pelo livro "Não Diga Que a Canção Está Perdida", biografia do artista.
Em entrevista a Pedro Alexandre Sanches para o blog Farofafá, associado ao site da revista Carta Capital, Medeiros detalhou a situação. Inicialmente, ele comentou que, em 2012, a família de Raul Seixas queria liberar espaço no jazigo onde o cantor estava enterrado para incluir novos membros da família.
"Até 2012, não (havia se decomposto). O sobrinho de Raul, Ivan Seixas, é diplomata do Itamaraty, e cuida das questões relativas à família. É filho do Plínio Seixas, que também é um cara muito centrado, embora não queira muito mais falar sobre Raul", afirmou, pontuando que Plínio Seixas não quis dar entrevista para o livro.
Jotabê continuou: "Ivan Seixas foi incumbido de ver essa história, porque a família precisava do jazigo. É normal, depois de um certo tempo você retira os ossos, coloca numa caixa, coloca num espaço mais exíguo e abre pra novos membros da família. No clã dos Seixas foram fazer isso com Raul".
Para a surpresa dos familiares, o corpo de Raul Seixas ainda não havia se decomposto. Na visão deles, isso aconteceu porque o cantor fazia uso de antibióticos.
"O Ivan é amigo do Sylvio Passos (criador do primeiro fã-clube de Raul Seixas) e disse: 'Sylvio, nós chegamos lá, não deu pra fazer, o cadáver estava intacto'. Ele tomava antibióticos. Não é que estava intacto, mas não virou osso. Tem um corpo lá. Quando os caras lerem isso vão ensandecer", disse Jotabê.
Raul Seixas morreu em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, em decorrência de uma parada cardíaca causada por uma pancreatite aguda fulminante. O quadro de saúde do cantor era delicado - alcoólatra e diabético, ele não tomou insulina na noite anterior à de seu falecimento. O corpo do artista foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, na Bahia.
A entrevista de Jotabê Medeiros pode ser lida, na íntegra, no site Farofafá.
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