Black Sabbath: a frase "Os bons morrem jovens" tem suas exceções
Resenha - Black Sabbath, Megadeth (Campo de Marte, São Paulo, 11/10/2013)
Por Kalil Restivo
Postado em 14 de outubro de 2013
Meses de espera para um dos maiores shows que já ocorreram em território paulistano. Conforme o tempo ia passando, maior a expectativa. Após a abertura dos portões, um fato que parecia praticamente impossível aconteceu: após as mesmas músicas do AC/DC tocarem insistentemente no sistema de som do Campo de Marte, certa parte do público passou a criticar a banda devido à exaustiva repetição, mas em compensação, quanso as luzes se apagaram para a exibição dos vídeos de segurança, o público entoou a plenos pulmões o riff de Iron Man, sendo que tal animação passou quando a propaganda de uma operadora de TV por assinatura que contava com artistas como Cláudia Leitte e Jota Quest foi vaiada pelo público presente.
Black Sabbath - Mais Novidades
MEGADETH
Enfim, após tanta espera, às 19h35, as luzes se apagaram e as imagens projetadas nos telões laterais montados no palco mostravam que o Megadeth já estava por vir, e a espera, agora curta, acabou quando a banda entrou tocando "Hangar 18", do álbum "Rust in Peace". "Wake Up Dead" e "In my Darkest Hour" deram continuidade ao show, mas foi durante "She Wolf" que o público paulistano mostrou sua força e animação. Do álbum "Countdown To Extinction" veio a quinta música: "Sweating Bullets", que foi sucedida pela única música de "Super Collider presente no setlist: "Kingmaker". Dali para frente foram tocados apenas clássicos como "Tornado of Souls" e "Symphony of Destruction", que foi inteiramente acompanhada pelos presentes desde o seu riff inicial. A última música a ser tocada antes do bis foi "Peace Sells", durante cuja introdução, David Ellefson cumprimentou o público presente com um sonoro: " E aí São Paulo?". Após essa música a banda se retirou do palco e o telão de fundo mostrava o logo da banda em letra vermelhas, mostrando que o show ainda não havia acabado - Holy Wars fechou o curto porém extremamente competente show do grupo liderado por Mustaine.
BLACK SABBATH
Às 21h05, sem aviso nenhum um "ô -ô -ô -ô- ô" foi ouvido e repetido pela multidão presente no Campo de Marte. Era o início da realização de um sonho de muitas pessoas. "As sirenes de "War Pigs" levaram o público à loucura, que aumentou ainda mais coma entrada de Tony, Geezer e Ozzy, que agradeceu e cumprimentou a plateia, emendando "Into The Void" e "Under The Sun". Após esses três clássicos, a banda executou "Snowblind" e anunciou a primeira música do novo disco, "13" a ser tocada: "Age of Reason", que apesar de muito boa, deixou o público mais calmo, calma esta que passou quando os primeiros acordes de "Black Sabbath" foram tocados.
Na sequência foram mescladas músicas novas e clássicos, como "Behind the Wall of Sleeep", "NIB", precedida por um curto solo de baixo de Geezer, que com certeza mostrou que a idade parece não pesar para os pais do heavy metal, "End of the Beginning" e "Fairies Wear Boots". Ozzy conversou um pouco com os paulistanos, dizendo entre outra frases, "God bless you all", anunciando que faria uma pausa, enquanto Tony, Geezer e Tommy Clufetos passaram a executar perfeitamente "Rat Salad", depois da qual o baterista fez um solo que divididiu opiniões.
Uma pequena pausa no solo mostrou a deixa para que se iniciasse "Iron Man", que fez com quem estivesse no banheiro ou no bar se animasse com um dos grandes clássicos da banda, enquanto que "God is Dead", sem dúvida uma das mais conhecidas canções do novo álbum da banda deu continuidade ao show. Ozzy passou a conversar de novo com o público, querendo fazer um trato com a plateia - segundo ele, a banda tocaria mais uma ou duas músicas se os presentes ficassem "extra fucking crazy loucos", porém o vocalista introduziu a música seguinte com a frase: "I love dirty women", mostrando que o setlist seria o mesmo apresentado em Porto Alegre. A última música tocada antes de a banda se retirar do palco, "Children of The Grave", também levou o público ao êxtase.
A banda se retirou, porém Ozzy puxou o coro "One more song, onemore song", seguido por mais de 70 mil pessoas, fato que não impediu Osbourne de gritar "Louder, louder" ou "I can't fucking hear you!", e ao final de tais frases, a introdução de "Sabbath Bloody Sabbath" levou todos à loucura, maior ainda quando "Paranoid" fechou o show com chave de ouro. Essa apresentação perfeita em terras paulistanas com certeza deixou a vontade de outro show dos pais do heavy metal em terras brasileiras, mostrando que a frase "Os bons morrem jovens" tem suas exceções.
Outras resenhas de Black Sabbath, Megadeth (Campo de Marte, São Paulo, 11/10/2013)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Chuck Billy, do Testament, corta os cabelos compridos e mostra novo visual
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Chuck Billy (Testament) lembra de quando tentou ser vocalista do Sepultura
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Joey Belladonna, vocalista do Anthrax, é detonado por performance do hino americano
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"
Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach
Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"
O momento em que Tony Iommi percebeu que Ozzy Osbourne tinha que sair do Black Sabbath
O inesperado baterista mais influente dos últimos 30 anos, segundo Billy Corgan
Restart: Trecho de "Enter Sandman" do Metallica no VMB 2010
A nação que ficou chateada após Offspring homenagear Brasil: "Eles querem também!
O guitarrista que Stevie Ray Vaughan dizia ser "o mais pesado e original" que ele havia ouvido

O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
Quando Tony Iommi mentiu sobre o som do Black Sabbath e isso trouxe reclamações
O álbum que Ozzy Osbourne queria gravar antes de morrer, segundo Zakk Wylde
O clássico do Black Sabbath inspirado pela iminência de uma guerra nuclear
A curiosa reação de Ozzy Osbourne ao conhecer Axl Rose, segundo Zakk Wylde
Jorn Lande gosta de dois dos álbuns mais criticados do Black Sabbath
A mensagem que Ronnie James Dio quis passar em "Stand Up and Shout"
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
Seguidores do Whiplash.Net elogiam a "fase Tony Martin" do Black Sabbath
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



