The Rods: um show clássico em São Paulo pra quem é old school

Resenha - Rods (Inferno Club, São Paulo, 28/07/2013)

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Por Diego Camara
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Em um domingo frio em São Paulo – mas até bem ameno dada às temperaturas glaciais que andaram atingindo a capital paulista – entrou no palco do Inferno Club, no centro da cidade, os americanos oitentistas do THE RODS. A banda do primo do Dio, como alguns andaram chamando nas últimas semanas, mostrou ao público que merece um título próprio, com uma apresentação fantástica e a cara do rock das antigas que o Projeto Hard ‘n’ Heavy e a Scelza Produções trouxeram para os fãs mais old school da cena paulista.

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Fotos: Kennedy Silva - Kennedy Fotografia

Um público bem acanhado aguardava na porta do Inferno Club lá pelas 19 horas. O frio parecia ter espantado os fãs, que resolveram chegar bem depois para o espetáculo (a maioria optou pela entrada perto do horário do show). Com isto, parecia que o público tinha sido um fracasso para todos os que estavam presentes antes da hora. Lá pelas 20, porém, a plateia já estava bem cheia para aguardar o show, que começou com 20 minutos de atraso.

A banda entrou no palco e meio que acanhada eles mesmos ajeitavam seus instrumentos. Somente quando as luzes se acenderam no palco e a banda abriu com a música “Evil in Me”. A ótima performance, recheada com o som do bom e velho heavy metal dos anos 80, arrancou aplausos do público, especialmente pela técnica apurada do trio.

A plateia parecia animada com o show com cada música, e o calor do local espantou o frio de São Paulo. Em “Let Them Eat Metal”, do mesmo álbum lançado em 1984, o público cantou com emoção junto com a banda em uma canção bastante animada. Assim também foi igualmente com “Born To Rock”, onde a plateia atenta não tirou os olhos do palco e participou a cada instante dos vocais com David Feinstein.

As músicas curtas eram tocadas diretamente, uma a uma sem paradas. Os riffs do Rods sem dúvidas grudaram na cabeça dos fãs a cada canção. Os refrãos das músicas, também fáceis de lembrar, fizeram com que o público cantasse junto todas as músicas. Outro grande destaque eram os solos de David Feinstein, que iluminavam as músicas com uma qualidade bastante marcante.

Após o final de “Get Ready To Rock”, o guitarrista sorriu e conversou com a plateia. A banda perguntou como estava o público, que respondeu com bastante animação. A animação do público, porém, não era maior do que a da própria banda, que parecia extremamente contente ao apresentar suas músicas na primeira turnê da banda pelo Brasil.

Em “Violation”, um dos pontos mais altos do show, David Feinstein contou a história da música, que se baseou em uma moça bem interessante que ele conheceu. Só não sabia ele que ela só tinha 17 anos quando foi abordado por um policial enquanto se divertiam dentro do carro. A introdução, já na guitarra, foi bastante impressionante, acompanhada por uma linha de baixo que deixou a canção bastante completa. O maior destaque, porém, foi o movimento do primo de Dio, que não só tocou guitarra com perfeição como ainda mostrou a todos como se toca o instrumento usando apenas o pedestal do microfone, sem as mãos.

Porém, não era apenas David que tinha truques na manga. Após o fim da música, Carl Canedy ficou sozinho no palco e começou a tocar seu solo de bateria. Com uma rapidez fantástica e uma técnica apurada, ele arrancou aplausos da plateia... Porém, não era o bastante, e Carl ainda teve a capacidade de prosseguir o solo tocando de um modo completamente diferente: usando apenas as laterais dos tambores, o baterista fez uma apresentação diferente e sensacional, que prendeu o público.

A banda então voltou ao palco, pois ainda havia muito para tocar. Assim, prosseguiram com as músicas “Burned By Love”, “Wild Dogs” e “Waiting For Tomorrow”. A segunda, um clássico de um dos álbuns mais conhecidos do The Rods, foi um dos grandes destaques do meio do show e uma das mais esperadas do espetáculo.

“Vocês pegaram o novo álbum?”, perguntou Feinstein, recebendo gritos em resposta da plateia. Tocaram então “I Just Wanna Rock”, do novo álbum da banda “Vengeance”. Os fãs fizeram a lição de casa e cantaram junto o refrão. A música ainda contou com mais um solo magistral de Feinstein, que parecia incansável em mostrar a cada música mais um ótimo trabalho.

A banda prosseguiu até o final do show tocando mais alguns dos seus sucessos. Destaque especial para “Nothing Going On In The City” e “Crank It Up”. Se o show dificilmente poderia ficar melhor ele acabou por ficar: antes da saída do palco, o público recebeu mais um grande solo de Canedy acompanhado por Bordonaro e Feinstein.

Não demorou muito e a banda voltou para o bis. Recepcionada por uma plateia bastante alegre, que aplaudiu o retorno, Feinstein muito humorado questionou sobre uma festa logo após o show: “Eu estou convidado?”, disse sorrindo, recebendo aplausos do público. O The Rods então finalizou com “I Live For Rock ‘n’ Roll”, em mais uma performance em perfeição tanto da plateia quanto da banda.

Após o final do show, a banda ainda teve folego pra voltar e cumprimentar os fãs presentes, além de autografar algumas peças bem antigas que alguns dos fãs trouxeram. Mostraram que, além de uma técnica afinada e uma vontade tremenda, são também receptivos e atenciosos com os fãs. A pergunta que fica, após quase 01h30min de um verdadeiro espetáculo, é por que uma banda como o The Rods nunca teve o destaque que merecia na década de 80... Quem sabe agora, pois é um artista que sem dúvidas merece uma nova apresentação no Brasil.

The Rods é:
David "Rock" Feinstein – Vocal e guitarra
Garry Bordonaro – Vocal e baixo
Carl Canedy – Vocal e bateria

Setlist:
1. Evil In Me
2. Devils Child
3. Let Them Eat Metal
4. Born To Rock
5. Hurricane
6. Get Ready To Rock ‘n’ Roll
7. The Night Lives to Rock
8. Violation
Drum Solo (Carl Canedy)
9. Burned by Love
10. Wild Dogs
11. Waiting for Tomorrow
12. Too Hot to Stop
13. I Just Wanna Rock
14. Hot City
15. Cold Sweat And Blood
16. Nothing Going On In The City
17. Crank It Up
18. Power Lover
Bis:
19. I Live For Rock 'n' Roll

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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