Sirenia: show em SP mostra orgulho em ser Gothic Metal

Resenha - Sirenia (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 30/10/2011)

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Por Durr Campos
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Quando o álbum At Sixes and Sevens foi lançado há nove anos, boa parte da mídia especializada encarou apenas como a resposta de Morten Veland ao Tristania, grupo que ajudou a formar e do qual fora expulso em 2001. Quatro discos de estúdio após, eis que o SIRENIA mostra-se cada vez mais sólido e ativo. Provavelmente, boa parte disso deve-se à efetivação da vocalista espanhola Ailyn, haja vista as constantes mudanças deste posto no passado. Em sua segunda passagem pelo Brasil, o Whiplash! acompanhou a apresentação do quarteto norueguês pela capital paulista em um show com pouco público, porém repleto de belas canções e simpatia por parte dos integrantes.

Texto por Durr Campos, fotos por Pierre Cortes.

Inicialmente apenas uma data estava programada para São Paulo, porém, com a alta procura e tendo os ingressos da primeira apresentação esgotados bem antes da chegada da banda ao país, a produção local agendou uma segunda oportunidade para os fãs que não conseguiram o disputado ticket em tempo hábil. A imprensa foi credenciada apenas para este extra, momento que trouxe com exclusividade o RAVENLAND fazendo as honras de abrir a noite. O quinteto está na estrada promovendo o EP Memories, registro de estreia da nova vocalista Juliana Rossi. Quem esteve no show da banda de folk metal irlandesa Cruachan no último dia 12 (nota do redator: leia resenha clicando no link abaixo) já sabia que ela manda muito bem, fato comprovado durante os cerca de 45 minutos em que estiveram no palco executando músicas de sua autoria e um cover do Tristania, a saber: “Mercyside”, do Illumination (2007). Destaques para as belíssimas “Soul Moon” e “Zodiac”, ambas do ...And a Crow Brings Me Back, debut lançado em 2009.
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Por volta das 21h “Obire Mortem”, faixa instrumental presente no EP Sirenian Shores (2004) surge nos PAs do Blackmore, seguida de “The End of It All Play”, faixa de abertura do mais recente trabalho, The Enigma of Life. Imediatamente notei a ausência de baixo, teclado e backing vocais, os quais foram executados pré-gravados. Mas não se assuste, apesar do recurso – bastante comum, diga-se - a sonoridade mostrou-se redonda. “Downfall”, do Nine Destinies and a Downfall (2007), veio na sequência, emendada com mais duas do novo: “Fallen Angel” e a cativante “All My Dreams”. Morten Veland estava extremamente simpático e falou diversas frases em um português quase perfeito. A plateia já estava ganha, mas ainda resolveram anunciar a clássica “Meridian”, única tocada do supracitado At Sixes and Sevens. O peso das guitarras de Morten e do recém-adquirido Jan Erick Soltvedt agregou bastante ao show, assim como a bateria precisa de Jonathan Perez (ex-Trail of Tears), no comando das baquetas desde 2003.

De volta ao The Enigma of Life, tocaram as interessantes “A Seaside Serenade” e “Fading Star”, ambas explorando bastante os atributos da vocalista Ailyn. Aproveito para mencionar o carisma dela que, em meio a sorrisos tímidos, foi conquistando a audiência a cada canção. “The Seventh Summer”, do ótimo The 13th Floor (2009), estreia da moça na discografia do grupo e “El Enigma de La Vida”, versão em espanhol da música que batiza o mais recente álbum, trouxeram uma carga extra de emoção, especialmente esta última por conta da nacionalidade da cantora. Outro grande momento veio com “The Twilight In Your Eyes” e “Star-Crossed”, mais uma das novas e a estrela solitária representante do An Elixir For Existence (2004), respectivamente. O final do set regular se deu com “Winter Land”, “Obscura Realidad”, além das ótimas “Lost in Life” e “The Other Side”.

O encore iniciou sem demora quando, de volta ao palco, agradeceram novamente a presença dos fãs e afirmaram que retornarão em breve. Sei que é clichê, mas realmente o melhor ficou para o final com as excepcionais “The Path to Decay”, a mais bacana do The 13th Floor em minha opinião, e a mais pedida “My Mind’s Eye”, seguramente o grande destaque do Nine Destinies and a Downfall.

Set-list do Sirenia:

(Obire Mortem)
1. The End of It All Play
2. Downfall
3. Fallen Angel
4. All My Dreams
5. Meridian
6. A Seaside Serenade
7. Fading Star
8. The Seventh Summer
9. El Enigma de la Vida
10. The Twilight in Your Eyes
11. Star-Crossed
12. Winter Land
13. Oscura realidad
14. Lost In Life
15. The Other Side
Encore:
16. The Path To Decay
17. My Mind's Eye

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Sobre Durr Campos

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Europa, onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar Napalm Death, seguido de algo do New Order ou Depeche Mode, daí viajar com Deep Purple, bailar com Journey, dar um tapa na Bay Area e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo.

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