Judas Priest & Whitesnake: esquentando a noite fria de SP
Resenha - Judas Priest e Whitesnake (Anhembi, São Paulo, 10/09/2011)
Por Durr Campos
Fonte: Blog Heavy Nation
Postado em 14 de setembro de 2011
As bandas britânicas Judas Priest e Whitesnake se apresentaram juntas no Anhembi na noite de sábado, 10 de setembro, para um público de aproximadamente 25 mil pessoas. O Whitesnake divulga seu mais recente trabalho, Forevermore; enquanto que o Judas Priest dá continuidade em sua "Epitaph Tour".
O Judas ainda concedeu uma mini coletiva para poucos jornalistas da área da música enquanto o Whitesnake começava sua apresentação. Entre os privilegiados estavam Ricardo Batalha (Roadie Crew), Vinicius Neves e Cintia Diniz (Stay Heavy), uma repórter da Mix TV (não sei o nome dela), mais alguns outros profissionais da área, e lógico, "euzíssimo" representando o Heavy Nation/UOL.
Por conta da coletiva, perdi inicio do show do Whitesnake, que começou sua apresentação às 20h em ponto com "Best Years", seguida de "Give me All Your Love" (justamente a que eu mais queria ver!). "Love Ain't no Stranger" foi a seguinte, e foi exatamente nesta música que cheguei para prestigiar. David Coverdale ora ou outra arriscava alguns agudos e demonstrou que apesar da idade (ele completa "sessentinha" este mês) o frontman continua com uma voz impecável. Escutei alguns jornalistas criticando o fato de ele ter cantado duas notas abaixo do tom, e que talvez tivesse rolado um playback em algumas canções; mas para mim estava tudo lindo. E, apesar de eu não ser um grande fã de Whitesnake não tenho como negar que essa é uma das melhores bandas que tive o privilégio de assistir ao vivo.
Clássicos como "It this Love", "Here I Go Again" e "Still of the Night" não foram esquecidos, assim como a dobradinha "Burn/Stormbringer", do Deep Puple, banda que Coverdale integrou antes de formar o Whitesnake.
Após a fenomenal apresentação de Coverdale & Cia, foi a vez dos verdadeiros reis do heavy metal subirem ao palco para mais um show memorável na cidade de São Paulo. E, apenas tenho uma coisa a dizer por mais que pareça babaquice: se eu não acreditava em Deus, passei acreditar quando vi a banda lá no palco, e agradeci a todo momento por estar ali no meio de tantos outros agraciados em poder assistir o Judas Priest ao vivo.
O set list foi seguido à risca. Abriram com "Rapid Fire", seguida de "Metal Gods", "Heading Out to the Highway" e "Judas Rising". O público, lógico, cantava todas as músicas em uníssomo.
"Diamonds & Rust" serviu para acalmar o ânimo por alguns minutos, mas em "Prophecy", música do último disco intitulado Nostradamus, Rob Halford entrou vestindo manto prateado e segurando um cajado de metal. Ao final desta, faíscas sairam do cajado, sendo que algumas delas acertaram o baterista Scott Travis, que coçou os olhos durante um bom tempo, até finalmente receber uma toalha molhada para limpar o rosto.
A pesadona "Night Crawler" veio em seguida, e "Turbo Lover", com seu refrão grudento, também agradou. Não faltaram também as clássicas "Breaking the Law" (cantada exclusivamente pelo público), "Painkiller" (na qual foi nitido o esforço de Halford em tentar cantar os agudos que a música exige), "The Hellion/Eletric Eye" e "Hell Bent for Leather", em que Halford entrou no palco dirigindo uma Harley-Davidson, para alegria de muitos que sempre quiseram ver esta cena (inclusive eu). Fecharam com "You've Got Another Thing Comin' e Living After Midnight.
Na banda, o grande destaque foi o carismático Richie Faulkner, guitarrista que ocupou a vaga deixada por K. K. Downing, e que, ao contrário dos outros integrantes, se movimentava no palco o tempo todo, e, vez ou outra, saudava a plateia batendo no peito direito.
Quem foi, saiu satisfeito. E quem não foi, talvez não terá uma outra oprtunidade, já que a banda andou divulgando que talvez essa seja sua último turnê mundial.
Ah, infelizmente não são todos que compartilham o mesmo sentimento de respeito pela banda como a maioria demonstrou ali. Atrás de mim, havia uma turma de quatro pessoas que gritavam o tempo todo "bichona", "viado", "velha que dá o cu" e outros adjetivos infelizes. Sinceramente não sei o que leva uma pessoa a pagar tão caro num ingresso para chegar lá e ficar berrando coisas assim igual uma anta retardada e ainda achar engraçado. Sexualidade não define caráter e nem o talento de ninguém, e Rob Halford já provou por A mais B de que sua orientação sexual é um mero detalhe, e isso não o torna um ser inferior aos ditos "normais". Tanto homossexuais quanto heterosexuais merecem respeito, afinal, todos vivem neste mesmo planeta de merda, peidam e cagam fedido, trabalham e pagam impostos, ou seja, NINGUÉM É MELHOR DO QUE NINGUÉM!
Set List Judas Priest:
Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out to the Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim of Changes
Never Satisfied
Diamonds & Rust
(Joan Baez cover)
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)
(Fleetwood Mac cover)
Breaking the Law
Painkiller
Encore:
The Hellion
Electric Eye
Hell Bent for Leather
You've Got Another Thing Comin'
Encore 2:
Living After Midnight
Set list Whitesnake:
Best Years
Give Me All Your Love
Love Ain't No Stranger
Is This Love
Steal Your Heart Away
Forevermore
Guitar Duel
Love Will Set You Free
Drum Solo
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier of Fortune (Deep Purple cover)
Burn / Stormbringer (Deep Purple cover)
Fonte do texto: Blog Heavy Nation
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