Deathstars: ótima apresentação sem cenários e efeitos
Resenha - Deathstars (Carioca Club, São Paulo, 30/05/2010)
Por Lidia Zuin
Postado em 03 de junho de 2010
Os trinta minutos de atraso foram mal disfarçados por uma tela a projetar o canal Cartoon Network ao som de uma playlist com direito a Rammstein e Zeromancer. Silenciosos, os fãs da banda sueca DEATHSTARS, sem contemplar show de abertura, só reclamaram a demora depois do som parar e dar a entender que os cinco músicos – Whiplasher Bernadotte (vocal), Skinny Disco (baixo e vocal de apoio), Nightmare Industries (guitarra), Cat Casino (guitarra) e Bone W. Machine (bateria) – finalmente subiriam ao palco na noite do dia 30 de maio.
Fotos: Alexandre Cardoso
Simples, a montagem do show contou apenas com a iluminação do Carioca Club, uma bandeira com o símbolo da banda, instrumentos de corda e percussão – o teclado, tocado por Nightmare, foi inserido como gravação. Às 20h30, os integrantes mostraram-se uniformizados pela maquiagem branca no rosto e pela roupa preta imitando farda militar. Cada um carregava no braço esquerdo uma faixa com seu nome artístico e Whiplasher, com cap, batom vermelho e glitter prata em volta dos olhos, envolveu a bota esquerda com uma tira de fita isolante prateada.
Na turnê "Night Electric Night", que passou pelo México, Argentina e agora Brasil, a música de abertura não deixaria de ser a faixa que dá título ao terceiro álbum e ao ciclo de shows. Logo na primeira execução, o vocalista Whiplasher provou do calor brasileiro e acabou se livrando do casaco. Com a agitação do cantor, o glitter rapidamente se espalhava pela roupa umedecida de suor. Sem temer a euforia dos fãs, o Whiplasher descia à ponta do palco e se permitia ser tocado nas pernas e, inclusive, no fecho da calça. Isso o animou a ponto de passar a rebolar em músicas como "Babylon".
Para uma boa apresentação, não são necessários grandes investimentos em cenário e efeitos especiais. A simpatia do grupo sueco era demonstrada ao remeter olhares à platéia, ao conversar com o público antes de iniciar uma música e ao pedir palmas – até mesmo o baterista convidado Oscar, escondido aos fundos, estendia as baquetas para cima. Os guitarristas e baixista, de cabelos compridos e pretos, "bangueavam" e, juntos, davam ritmo às constantes mãos que subiam aos gritos de "hey", às vezes confundido com "hail" enquanto Whiplasher batia continência aos fãs.
As pequenas histórias contadas pelo vocalista ao anunciar a música seguinte variavam. Todos os comentários mencionavam o título, porém mais intrigante foi quando o cantor disse que, no Brasil, a predominância de cor de cabelo era escura. "Na Suécia, a maioria das pessoas é loira. As meninas de lá são muito vaidosas, adoram se mostrar pelas ruas. Às vezes, eu tenho vontade de destruí-las", comentou sorrindo. E assim, o grupo iniciou "Blood Stains Blondes". Não fica atrás, no entanto, o momento em que a banda anunciou "Mark of the Gun", convidando a platéia a saber mais sobre "as trevas".
No fim do show, todos cediam ao calor: Skinny ficou sem camisa, enquanto os demais preferiram só desabotoar. O bis contou com "Death Dies Hard" – música que mais provocou frenesi entre os paulistanos –, "The Revolution Exodus", "The Last Ammunition" e, enfim, "Play God". Como agrado, foi customizada uma bandeira do Brasil com o círculo azul substituído pelo símbolo da banda. Como lembrança, o guitarrista Cat entregou sua palheta logo nas primeiras músicas, Oscar arremessou suas baquetas em direção aos camarotes e Whiplasher, para a surpresa de todos, entregou seu cap ao público próximo ao palco. Sem dúvida alguma, o show que durou aproximadamente 1h30 teve seu valor justamente pela energia, sincronia e pela amizade – entre os músicos e os fãs e dentro da própria banda.
Setlist:
Night Electric Night
Motherzone
Semi-Automatic
Mark of the Gun
Arclight
New Dead Nation
Babylon
Tongues
The Fuel Ignites
Damn Me
Chertograd
Blitzkrieg!
Blood Stains Blondes
Cyanide
Trinity Fields
Death Dies Hard
The Revolution Exodus
The Last Ammunition
Play God









Outras resenhas de Deathstars (Carioca Club, São Paulo, 30/05/2010)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
São Paulo sedia a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo
A música do Nirvana que deu trabalho e fez Kurt Cobain perder a voz
Banda de metal cristão Demon Hunter processa Netflix por "Guerreiras do K-pop"
Geddy Lee relembra o clássico do Rush que o levou ao "limite de minha extensão vocal"
Após 40 anos, apareceu quem colocou o Rush na abertura do MacGyver no Brasil
O álbum do Sepultura inspirado em numerologia, algoritmos e um livro medieval
Como Roger Taylor ajudou a impedir Taylor Hawkins de virar membro do Guns N' Roses
O álbum que David Gilmour recomenda a quem quer aprender a tocar guitarra
Kirk Hammett era um "ótimo aluno", segundo Joe Satriani
O guitarrista que James Hetfield considera "o cara"
O maior compositor de todos os tempos, de acordo com Bob Dylan
Os 11 melhores álbuns do glam rock setentista, segundo a Loudwire
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
Wolf Hoffmann explica o que o faz considerar os anos 1990 o fundo do poço do Accept
Velocidade: Top 10 de músicas de Metal para ser multado
Axl Rose conta por que Angus Young, guitarrista do AC/DC, vive correndo no palco
5 discos lançados em 1990 que todo fã de heavy metal deveria ouvir ao menos uma vez na vida



Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



