Setembro Negro: "Matinê Negra" com Sadus e Enthroned em São Paulo
Resenha - Sadus, Enthroned (Hangar 110, São Paulo, 19/09/2008)
Por Glauco Silva
Postado em 23 de setembro de 2008
Essa resenha deveria ser sobre a oitava edição do já tradicional festival Setembro Negro, mas fica basicamente sobre o Sadus… e por quê? Não sei se foi mais uma determinação/sandice da prefeitura paulistana quanto a casas noturnas, preocupação com transporte público após certa hora, ou horário que a produção ou a casa determinaram - mas começar um festival com cinco bandas às SETE DA NOITE?!? Se para o pessoal da capital fica difícil chegar no local a tempo, após sair de trabalho/faculdade, falar o quê de muitos que, como eu, saíram do interior? E pelo que vi, vai ter mais show gringo em Sampa nessa hora bisonha… lamentável.
Fotos: Sallua de Moura
Cheguei com minha fotógrafa no Hangar às 22h30, conseguindo assistir a apenas quatro músicas do Enthroned (Amazarak, Khrophus e Severe Torture já tinham se apresentado, infelizmente). Não tinha ouvido nada com a atual line-up, mas o pouco que presenciei foi de uma intensidade quase palpável... a passagem do Nornagest para o vocal - fora guitarra - deu muito mais punch à banda, fora sua presença de palco e grande interação com o público. Destaque ao arrasa-quarteirão "Boundless Demonication", que ficou muito mais forte com a formação corrente da banda, mas infelizmente não tenho como analisar mais a (ótima, do pouco que vi) performance dos belgas.
Após um breve intervalo pra ajuste de equipamento, abrem-se as cortinas e surgem os 'sadudes' no palco escuro. Fazia uns 17 anos que eu queria ver Darren Travis (V/G), Steve DiGiorgio (B/K) e Jon Travis (D) ao vivo, e tanta espera rendeu em partes: enquanto a performance do trio é absolutamente impecável ao vivo, o set list deixou a desejar (como na visita deles a Sampa no ano passado, pelo que todos comentaram)… mandaram uma infinidade de sons dos últimos 2 plays, mas o público só começou a se animar com a jurássica "Kill Team" - era o que todos queriam ver, o death/thrash violento que marcou a banda até o meio dos anos 90.
Mas só de ver essa figura chamada DiGiorgio ao vivo já teria valido a pena assistir ao festival. Além de mandar muitíssimo bem nos backing vocals e dominar o teclado, o que o cara faz naquele fretless de cinco cordas chega a ser obsceno… ele tem dois efeitos sobre baixistas: ou o camarada pensa "massa, vou treinar bastante e daqui a duas reencarnações toco assim", ou vende seu instrumento e se aposenta, humilhado e deprimido. Já vi muito cara daqui e gringo esmerilhar seu baixo, mas nada sequer chegou perto desse nível - e ele faz tudo parecer extremamente fácil. Meu queixo ainda não voltou do chão!
Uns problemas na guitarra do Darren logo no começo não atrapalharam, logo foram sanados e tudo voltou a correr normalmente, com direito a solos do Steve e do Jon no decorrer do show. Muita interação com o (pequeno para o evento, diga-se de passagem) público e absoluta tranqüilidade no palco enquanto desfilavam "Sick", "Out For Blood", "Down" com uma demonstração absolutamente impecável de técnica e creatividade nas composições de uns anos pra cá… mas foi na seqüência final de sons que os deathrashers lavaram a alma: começaram com "Sadus Attack" e "In Your Face", a porradaria de "Black", mais "Certain Death" do debut e a maravilhosa "Through The Eyes Of Greed".
Foi pouco para quem tanto esperava ver os clássicos destes veteranos mestres da Bay Area, mas o fã se satisfaz plenamente com as músicas que quer mesmo ver - embora não tenham sido muitas. Após saírem aclamados do palco, ainda ficaram circulando tranqüilamente entre o pessoal após o show, dando autógrafos, batendo papo e tirando fotos com os fãs… aliás, as 3 bandas estrangeiras fizeram isso, numa louvabilíssima atitude de respeito e interação com a platéia.
Ficou um amargo gosto de 'coitus interruptus' pra mim, mas valeu bastante a pena - ainda mais porque o pessoal adora meter a boca no som do Hangar e, nesta minha terceira visita à casa, ainda não tenho do que reclamar: rolaram alguns poucos problemas técnicos, mas nada que não aconteceria num, sei lá, Credicard Hall da vida. Mas esse horário de "Matinê Negra" foi realmente lamentável… e tome agüentar a madruga gelada da capital a partir da 1h30, sem nada pra fazer na rua até o metrô abrir.










Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
O pedido que Steve Harris negou a Nicko McBrain no primeiro show com o Maiden
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
Ed Motta diz que não é muito fã do Rush por conta da voz de Geddy Lee
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
Isa Nielsen anuncia nova banda de death metal e toca Sarcófago com Aquiles Priester
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
Esposa de Denis "Snake" Bélanger, vocalista do Voivod, morre de câncer
David Gilmour relembra "coincidência extraordinária" em último encontro com Syd Barrett
Os dois maiores bateristas de todos os tempos para Lars Ulrich, do Metallica
Regis Tadeu conta porque deu tantas risadas quando ouviu Legião Urbana pela primeira vez

Black Label Society faz show histórico em Belo Horizonte e emociona fãs
Between the Buried and Me - um show especialmente feito para os metal geeks brasileiros
The Gathering - uma das turnês mais esperadas pelos fãs de vocais femininos
Ginger and the Peppers - O novo Rock pulsa na Casa de Cultura
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



