Nektar: Público que esperou 34 anos saiu satisfeito
Resenha - Nektar e Kiko Loureiro (Canecão, Rio de Janeiro, 09/11/2005)
Por Sylvia Helena D'Antonio
Postado em 17 de novembro de 2005
O Rio Art Rock Festival comemorou seus 10 anos em grande estilo. Depois de trazer bandas como Focus, Caravan e Wishbone Ash, este ano trouxe uma lenda do rock progressivo, Nektar, e para atrair um público que não viveu esses tempos da lenda, quem abriu foi Kiko Loureiro, muito bem acompanhado por Felipe Andreoli (B) e Fernando Schaefer (D).
No início parecia que não iria encher, havia apenas algumas pessoas já sentadas e atentas. Próximo do início do show, o Canecão estava com outra cara, bem mais cheio, embora o local estivesse disposto com mesas e cadeiras, o que faz parecer ter uma quantidade menor de pessoas do que realmente havia.
Cerca de 21:45 começa bem Kiko Loureiro com "Pau-de-arara", seguida de "Scaping" e da belíssima "No Gravity". Sua presença de palco não é das mais animadoras, mas o público estava ansioso de ver suas músicas sendo executadas. Depois de cumprimentar a audiência, iniciou-se "Endangered Species", passando para "La Force de L’Âme" e a incrível "Moment of truth". Fernandão mostra sua competência em um solo de bateria, curto mas eficaz, e inicia com Felipe a percussão para "Tapping Into My Dark Tranquility". Kiko fecha assim o show, com "In a Gentle Way" e "Enfermo".
Às 23:30 entram no palco pela primeira vez no Brasil, Roye Albrighton (G), Randy Dembo (B) Ron Howden (D) e Tom Hughes (K), formando a lenda do rock progressivo, Nektar. Eles vieram com todo ânimo, e começam com um clássico, "Tab In the Ocean", onde um público animado vagueava junto com suas várias mudanças rítmicas. Na seqüência "Crying in the Dark", emendando na famosíssima (graças ao cover feito pelo Iron Maiden) "King of Twilight". "Remember The Future (part 1)" começa para a alegria do público que em sua maioria esperou cerca de 30 anos por este show, e eles realmente não economizaram nos improvisos. "Cast You Fate" animou mais aquele publico sedento por um bom prog. As próximas "The Debate", do último álbum de estúdio, Evolution, "Man In The Moon" e "Dream Nebula" cativaram atenção, sem grandes comoções, até o inicio da marca registrada da banda, "Desolation Valley", onde a galera foi ao delírio. Em seguida, do álbum Down to Earth tocaram "Thats Life" e "Show me The Way". Quem não viajou em "A Day In Life of a Preacher" seguida de "Squeeze"? Terminaram o set com a segunda parte de "Remember the Future", bastante ovacionada, e "Recycled (part 1)", que comprovou o quanto o Nektar veio com disposição e mostrou ao público carioca como se faz um bom rock progressivo. Não economizaram nem um pouco em seus improvisos e viagens, esbanjando bom gosto e criatividade.
Para o Bis, deixaram três grandes clássicos que fizeram todos na platéia delirar e se sentir novamente em 1970: "Good Day", "Fidgety Queen" e "Woman Trouble". Quase 2:30 da manhã, um público contente, que esperou 34 anos por este show, definitivamente saiu satisfeito!
Set-list:
Tab in the Ocean
Cryin' in the dark
King of twilight
Remember the future (part 1)
Cast you fate
The debate
Man in the moon
Dream nebula
Desolation valley
Thats life
Show me the way
A day in the life of a preacher
Squeeze
Remember the future (part 3)
Recycled (part 1)
Good day
Fidgety queen
Woman trouble
Contei com a colaboração de Renato Cruz, da loja Scherehazade, do Rio de Janeiro. Renato é fã convicto de Nektar e foi fundamental para a finalização desta matéria.
Fotos Kiko: Mauricio Von Abel
Fotos Nektar: Sylvia Helena D’Antonio
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
A banda dos anos 90 que Geddy Lee acredita que terá músicas lembradas para sempre
O cantor com o trabalho mais difícil do rock, segundo Ian Anderson
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
Richie Faulkner (Judas Priest) lembra período em que tocou com Lauren Harris
O conselho de Bruce Dickinson que ajudou Dave Mustaine na luta contra o câncer
Ghost anuncia álbum ao vivo "2 Big to Rig Original Motion Picture Soundtrack"
O disco "esquecido" do Black Sabbath que Bruno Sutter considera maravilhoso
"Crucificados Pelo Sistema", disco icônico do punk nacional, é relançado com bônus
O conselho de fundador da Nuclear Blast que fez o Sepultura voltar às raízes
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
Vinil, CD ou arquivos: Quem vence esse embate histórico?
Diretor explica por que Os Mutantes foram deixados de fora do documentário de Rita Lee
O vocalista preferido de James Hetfield; "todos temos os nossos mentores"


Masters of Voices (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, 13/07/2026)
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Covil Brutal recebe Sentence, Pathologic Noise e Critical Fear em Belo Horizonte
Prime Rock Brasil 2026 reúne gerações do rock nacional em noite histórica no Mineirão
Masters of Voices agita o público em Belo Horizonte
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



