Resenha - Angra (Bar Opinião, Porto Alegre, 13/10/2005)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Rust Costa Machado
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Antes de ir direto ao ponto, vale lembrar que o Angra é uma banda que merece um respeito fora do comum. E não digo isso apenas pela originalidade e criatividade dos músicos, mas também pelo carinho que eles têm para com os fãs. Na tarde de autógrafos, que ocorreu na Livraria Cultura, no Shopping Bourbon Country, na mesma tarde do show, os membros da banda receberam seus fãs com dedicação, assinaram tudo o que eles carregavam consigo.

4137 acessosAngra: Rafael Bittencourt reflete antes de se manifestar...5000 acessosMaridos traídos: Portnoy, Hagar, Osbourne, Waters e Di'Anno

Às 21 horas o público já podia adentrar o Bar Opinião. Não demorou muito para a banda Scelerata, oriunda de Porto Alegre e formada por ex-integrantes da antiga Holy Fire subir ao palco e mostrar a que vem o debut "Darkness and Light", que está para sair. A intro "Land of the Sins" precede "Spirits Looking For..." da extinta Holy Fire. "Holy Fire", a música, é executada e tem seu refrão cantada em uníssono pelos presentes. Tocam em seguida "Eminence", música disponível em mp3 no site da banda, e emendam "I'm Alive", clássico do Helloween. Nesta, Carl Casagrande, vocal da banda, mostra a sua similaridade ao vocal de Michael Kiske. Mais uma da demo, desta vez "Spell of Time", que mostra a criatividade e versatilidade dos músicos, é tocada antes da última, que seria outro cover, desta vez do Iron Maiden. O clássico da donzela escolhido foi "The loneliness of the long distance runner", do álbum "Somewhere in Time". Destaque para o baixista Gustavo Strapazon, que encarnou muito bem o mestre Steve Harris.

O espetáculo do Angra começou com a queda da belíssima cortina do anjo de Rebirth, pouco depois das 23 horas, com o término da intro "Deus le Volt", do álbum "Temple of Shadows". A excelente "Spread your Fire" já começa agradando aos ouvidos mais criteriosos e exigentes, e então Edu anuncia que a noite seria especial, pois o álbum "Temple of Shadows" seria executado, na íntegra. Ainda assim, quando ele anuncia a próxima música, dizendo "Angels...", alguns ainda responderam "cry". Mas tudo bem... "Angels and Demons" mostra a integrada e impressionante cozinha formada pelo batera Aquiles Priester e pelo baixista Felipe Andreoli. A progressiva "Waiting Silence" é tocada, e parecia que se ouvia o CD, pois é tudo muito preciso. Edu empunha um violão e tocam a balada "Wishing Well". A próxima era "Temple of Hate", que continua tão pesada como no disco. "The Shadow Hunter" tem uma introdução feita no violão por Rafael Bittencourt, que ganha aplausos vigorosos dos que o assistiam, mostrando que bangers amam boa música, seja ela em guitarra super-distorcida, seja ela em violão clássico. A balada "No Pain for the Dead" é tocada. Nesta, todos se perguntavam se Falaschi faria as partes de Sabine (Edenbridge), mas quando a voz dela deve ser apresentada, todos saem do palco, que se mantém no escuro, enquanto se ouve o playback. Ficou legal, afinal. "Wings of Destination", que no original tem a voz de Hansi Kürsh, é a música da vez; quem faz a voz do dito cujo é Andreoli, que, por sinal, não deixa a desejar. "Sprouts of Time" mostra os vocais mais graves de Edu e "Late Redemption" tem todas as partes correspondentes ao brasileiro Milton Nascimento cantadas pelo público, emocionado. "Morning Star" fecha esta parte do set, juntamente com a faixa conclusiva do CD, "Gates XIII".

A banda sai por alguns minutos, mas se enganaram aqueles que pensaram que o show era apenas o álbum "Temple of Shadows". "Angels Cry" tem espaço garantido nesta parte do set, junto com outras da fase antiga como a fantástica "Nothing to Say" e a óbvia "Carry On" (sem a intro "Unfinished Allegro"), que não deixou à desejar quando comparada com a versão na voz de André Matos. Da fase nova, são tocadas "Heroes of Sand", e a belíssima "Rebirth", cantada por quase todos os presentes. Saem do palco, enquanto toca a Intro do álbum "Rebirth", "In excelsis". Voltam com tudo para fechar o set com o clássico da nova fase do Angra, "Nova Era".

Foi um show muito bonito e bem produzido. A parte conceitual não foi cansativa, simplesmente porque aquele álbum não tem falhas! King Diamond e todos os outros que escrevem histórias em seus álbuns deveriam adotar a tática, que funciona muito bem ao vivo. Os clássicos caíram bem, apesar de terem sido poucos e faltarem alguns de "Freedom Call", "Hunters and Pray" e "Fireworks". Agora é esperar um novo álbum, torcendo que a banda não perca o entrosamento e a fórmula.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

AngraAngra
Rafael Bittencourt reflete antes de se manifestar...

721 acessosKiko Loureiro: vídeo completo de workshop online do guitarrista324 acessosRio Rock City: melhores introduções de baixo da atualidade0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Angra"

10QualquerCoisa10QualquerCoisa
Músicas acusadas de Plágio - Parte 2

AngraAngra
Kiko Loureiro relembrando o tempo de Dominó

Kiko LoureiroKiko Loureiro
Como se tornar um grande guitarrista, vendedor, etc

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Angra"

Maridos traídosMaridos traídos
Não adianta: todo mundo terá seu dia de dor-de-corno

Bizarro & AbsurdoBizarro & Absurdo
12 Tristes Realidades da Música

QueenQueen
Perguntas e respostas e curiosidades diversas

5000 acessosMick Jagger: em cerimônia na escola do filho em São Paulo5000 acessosCristina Scabbia: cantora fala sobre seus seios e Playboy5000 acessosGuns N' Roses: os 10 melhores não-clássicos da banda5000 acessosHeavy Metal: as melhores músicas para meditar5000 acessosIron Maiden: Adrian Smith carrega minhocas nas turnês5000 acessosSlash: o que ele pensou quando ouviu o "Chinese Democracy"

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Sobre Rust Costa Machado

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online