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NFL Steve Harris

W.A.S.P.: Fãs de Hard Rock estão por toda a parte

Resenha - W.A.S.P. (House of Blues, Orlando, 28/07/2004)

Por Otávio Augusto Juliano
Em 28/07/04

Durante o dia um passeio familiar agradável pelo Sea World, assistindo a shows de baleias e golfinhos. Nada muito diferente do que os milhares de turistas da cidade estavam fazendo ao longo do mês do julho, exceto pelo show que me aguardava às 20:00hs. Em meio a Mickeys e outros personagens da Disney (a casa de show House of Blues fica em Downtown Disney, uma espécie de centro com lojas de brinquedos/bonecos e restaurantes), começava a se formar uma fila de pessoas vestidas com roupas pretas (eu também, com a minha camiseta da Whiplash), muitos bem ao estilo Hard Rocker, com maquiagem, calça de couro e tudo mais.

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Às 20:00hs em ponto entra uma das bandas responsáveis pela abertura da noite, chamada Noir. Tocou aproximadamente 30 minutos e passou a bola para a banda seguinte, a Canvas. Acredito que sejam bandas locais, pois nem a própria garçonete do casa soube me informar o nome das duas quando perguntei (fiquei sabendo depois pela Internet). Mais alguns ansiosos minutos de espera e as luzes se apagam. Começa a tocar a faixa-introdução do mais novo álbum do W.A.S.P., chamada "Overture" (instrumental), ainda com as cortinas fechadas. Na seqüência aparecem Blackie Lawless e sua turma, iniciando o show com a música "On Your Knees". O palco, não muito grande, estava decorado com duas bandeiras no fundo, idênticas à capa do novo cd, The Neon God: Part 1, e no lugar do pedestal comum para o microfone havia um misto de guidão de moto com esqueleto humano, que Lawless subia, balançava e descia diversas vezes no transcorrer do show. Realmente interessante. Ele vestia camisa de baseball preta e a sua guitarra tinha o símbolo do time Raiders, também de baseball americano. Nesse início de show, custei a acreditar que estava mesmo naquele lugar e que teria a oportunidade de vivenciar a apresentação de uma das minhas bandas favoritas, até mesmo porque o W.A.S.P. nunca tocou no Brasil e as chances disso acontecer são bem remotas, o que tornou ainda mais emocionante a sensação de assistir ao show fora do meu país.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

"Inside the Eletric Circus" e "Hellion" foram as duas músicas imediatamente seguintes, demonstrando que o show seria repleto de clássicos. Eu estava em pé, mais para o fundo da casa, apoiado em uma espécie de bancada. A admiração de todos que ali estavam era nítida. Muita devoção, muitas camisetas da banda com a mensagem "W.A.S.P. World Domination" grafada e todos com as letras das músicas na ponta da língua (inclusive eu).

Na seqüência foi a vez de "Chainsaw Charlie" ser tocada, em uma versão um pouco mais alongada que a de estúdio (muito comum em todos os cds ao vivo da banda), levando todos ao delírio (particularmente, acho uma das melhores músicas do W.A.S.P. e tenho certeza que muitos irão concordar com isso). Muitas palhetas e até uma toalha foram jogadas ao público. Após uma já tradicional introdução, seguiu-se com "Animal (Fuck Like a Beast)" e "Wild Child". Nessa altura eu já havia desistido de assistir ao show de longe e decidi ir até as primeiras fileiras, onde fiquei bem próximo do palco.

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Como era de se esperar, músicas do álbum da turnê também foram tocadas e Blackie Lawless anunciou que algumas delas seriam então executadas. Apenas duas: a balada "What I´ll Never Find" e a rápida e de refrão pegajoso "Sister Sadie". Esta última eu percebi que muitos já sabiam a letra e eu me incluía nesse meio, afinal todas as noites anteriores ouvi o cd novo no hotel, numa espécie de preparação para o tão esperado show.

Voltemos aos clássicos. Primeiro "The Real Me" do respeitadíssimo The Headless Children e depois o fechamento com "I Wanna Be Somebody", que fez o público delirar e cantar junto com Blackie a canção inteira. Menos de 1 hora e o show estava encerrado. Mais ou menos, afinal o tradicional "bis" não poderia deixar de rolar.

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E foi isso mesmo que aconteceu, mas apenas Lawless voltou, com um violão e nada mais. Foi um grande momento do show, sendo executadas as baladas "Shelter Me" (do álbum The Crimsol Idol) e "Sleeping In The Fire", uma música clássica da banda. Acredito eu que alguns acordes de outras canções mais lentas da banda também foram tocados, numa espécie de medley, mas não foi possível identificar exatamente quais foram elas. Um espetáculo de voz e violão. Como o show estava com cara de que iria terminar em breve, não podia deixar de faltar aquela que todos os conhecedores do som do W.A.S.P. devem estar pensando: "Blind In Texas". Isso mesmo, essa foi a música que fechou o show. Para esse grande final, Darrel Roberts (guitarra), Mike Duda (baixo) e Stet Howland (bateria) voltaram aos seus postos. Foi uma versão mais extensa e duradoura, ficando aquele ar de que os ali presentes não gostariam de ir embora de jeito nenhum, pois todos cantavam em uníssono e via-se claramente a vibração do público.

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Chegava então ao final o show, com muitos agradecimentos por parte do Blackie, que não se cansava de mandar beijos e bater com a mão no peito, simbolizando o carinho e gratidão pelos fãs que ali estavam. Na realidade não eram muitos, pois a casa de fato não lotou, mas para uma quarta-feira à noite não foi nada mal. Nesse momento final uma baqueta foi arremassada pelo Stet Howland e quase foi pega por mim, mas um felizardo exatamente ao meu lado estava com mais sorte naquela noite.

Em resumo, bandas como W.A.S.P. e apresentações como a aqui relatada só demonstram que os fãs de Hard Rock estão por toda a parte e esse estilo não deve desaparecer tão cedo, contrariando o que muitos diziam anos atrás. Longa vida ao Hard Rock e que o W.A.S.P. venha ao Brasil, pois outra oportunidade dessas não será fácil de aparecer para mim...

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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