Resenha - Emmerson Nogueira (ATL Hall, Rio de Janeiro, 06/09/2003)

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Por Rafael Carnovale
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Colaborou: Rachel Ramos

Depois de um primeiro show lotado em que desfilou todos os sucessos de seu cd ao vivo, Emmerson Nogueira firmou-se como um grande músico e seus cd’s, que já vendiam horrores, tornaram-se obrigatórios entre muitos fãs de pop-rock. Alguns shows a mais aconteceram e a prova de que o sucesso tinha chegado de maneira fulminante foi comprovada neste segundo show na cidade maravilhosa, marcado para um sábado e que teve seus ingressos esgotados na 2a feira da mesma semana, forçando a produção inclusive a mudar os cartazes, incluindo nos mesmos “ESGOTADO” e um agradecimento.

Algo que não pode deixar de ser comentado sobre Emmerson Nogueira é a sua esperteza: reunir em um show clássicos do pop e do rock é praticamente entrar em campo com o jogo ganho, visto que se uma música não agrada a 10 pessoas, com certeza outra agradará, e com isso fica tudo mais fácil... será? Uma coisa é tocar covers de sucessos, outra é transformá-los em versões acústicas com maior simplicidade e evitando ao máximo o uso de artifícios que pudessem facilitar seu trabalho. Neste caso ele se saiu bem, mantendo o padrão acústico e acrescentando apenas teclados e backing-vocals. Restaria ver se após tanto sucesso, o show seria realmente tudo o que se esperava ou apenas um “fogo-de-palha”.

Um ATL abarrotado (em sua configuração de teatro, com mesas e sem pista) recebeu 4500 fãs ávidos para ouvir o som que Emmerson e banda tanto divulgaram. Às 23 horas, com um ligeiro atraso, as cortinas se abrem e uma introdução mostra que a banda é extremamente talentosa e que Emmerson é um bom músico, sem dúvida. Contando com Sarah Furtado e Vanessa Farias (backing vocals), Luciano Mendonça (baixo), Felipe Grillo (teclados), Zé Mário (bateria) e Marcos Falcão (violões e guitarras), Emmerson começou o show com “Blowin’ in the Wind” emendada com “Kayleigh” e seguindo com “Follow You, Follow Me”. O início se deu de maneira tímida, com um Emmerson muito preocupado em tocar bem e uma platéia contida, que vez por outra se fazia presente, como em “Every Breath You Take” e “Cry Me a River”. As coisas começaram a esquentar quando a banda mandou “Forever Young” (com um excelente solo de Marcos Falcão no “Lap-Stell” e emendando com “I Want to Break Free”, aonde a backing Vanessa mostrou todo o poderio de seu gogó, ofuscando o próprio Emmerson, que momentos antes diria que “tocar no ATL e no Rio é como tocar em casa”.

E o desfile de sucessos continuava “Give a Little Bit”, “Primeiros Erros” (aonde teve início uma longa “jam” que incluiu trechos de “Smoke on the Water”, “Show me the Way”, “Stairway to Heaven” e outras), que foi ovacionada pelo público, que já estava fora das mesas, pulando e dançando. A banda sentiu a empolgação e aí sim o show ficou mais agitado, com Emmerson emendando músicas sem dar tempo para o pessoal respirar (prova de que a banda é boa e competente, além de muito bem ensaiada). “Horse With no Name” e “Mrs. Robinson” continuaram com o desfile de clássicos, mostrando o ecletismo de Emmerson e a boa adaptação dos arranjos, que se não ficou um trabalho virtuoso, mostrou o cuidado em respeitar os originais sem exagerar muito, ficando bem interessante.

Alguns momentos merecem destaque, como quando a banda emendou “Have You Ever Seen the Rain” (com uma longa e bela participação do público) e “I’ll Survive” (outro show de Vanessa).

Emmerson nesse momento já se mostrava totalmente à vontade e detonava sucessos como “Wish You Were Here”, “Come Together” e “Crazy” (que não fora tocada ao vivo anteriormente). Depois de muitos sucessos o show virou festa, com o público chegando para perto do palco e a banda mandando bala em “medleys” que incluíam Legião Urbana, Tim Maia, Milton Nascimento e Renato Russo solo. O final do show foi a capela, com Emmerson cantando “É preciso Amar”, totalizando 2 horas e 40 de show.

No backstage, um Emmerson totalmente impressionado declarava seu amor a cidade maravilhosa enquanto autografava cd’s. Numa rápida conversa, ele elogiou a banda, por tudo ser bem ensaiado e nitidamente ainda mostrar muita espontaneidade, que se refletiu em vários momentos de seu show. A continuar assim, ele manterá o sucesso que já conquistou.

Tiro este parágrafo final para uma consideração: é óbvio que este show pode ser taxado de oportunista, pois o repertório enche os olhos de qualquer fã de rock. Mas o bom gosto nos arranjos, e a alegria da banda mostram que antes de tudo todos curtem muito estar lá tocando, e nessa o ATL virou um grande bar, aonde entre uma cerveja e outra, ouvimos o bom rock na voz de Emmerson Nogueira.

Agradecimentos.
ATL HALL e CIE-BRASIL (Bianca Senna)

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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