B. Rock Symphony: União de estrelas do rock/pop com extensão orquestra
Resenha - British Rock Symphony (Credicard Hall, São Paulo, 17/11/2000)
Por Paulo Haroldo
Postado em 17 de novembro de 2000
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se você acha que rock tem que ser uma coisa visceral, explosiva, cheia de energia e "atitude", então pare de ler por aqui. Agora, se gostou das experiências do Metallica e do Deep Purple com orquestra, então pode continuar, mas não se anime muito.
British Rock Symphony, a união de estrelas do rock/pop com extensão orquestrada, teve no Brasil mais uma de suas paradas, sendo um projeto que vem excursionando por vários lugares do planeta. Em São Paulo, constituiu-se mais em um programa familiar do que propriamente em um show de rock. No setor inferior do Credicard Hall, ocupado por um grande número de mesas, casais e pessoas de todas as idades bebiam e discutiam alegremente até o início do espetáculo, às 22:35 (estava previsto para 22:00), que se abriu com um trecho em playback de "Shine On You Crazy Diamond", do Pink Floyd, rapidamente interrompido por "We Will Rock You", do Queen. Durante essa música, foi possível constatar que, além da banda de 2 guitarristas, 2 tecladistas, 1 baixista e 1 baterista, havia sobre o palco um naipe de 10 metais, um coral de 8 elementos e um set de cordas (todos de SP), mais o percussionista e o maestro. Quer dizer, ACHO que havia um set de cordas, pois o pessoal de imprensa foi relegado à platéia lateral superior da casa, a léguas do palco, que só podia ser avistado em parte.
Tanto a primeira, como a segunda ("Come Together", Beatles) e a terceira música ("Kashmir", Led Zeppelin) foram cantadas por um dos guitarristas, o inexpressivo Tony Mitchell. Em seguida entrou o vocalista da banda londrina de new wave Spandau Ballet, Tony Hadley. Hadley iniciou sua parte com duas modorrentas baladas, "Gold" e "Through The Barricades", para levantar o ânimo da platéia com o único hit de sua banda nos anos 80, "True". Nesta, o coral se fez notar mais uma vez.
Tony Mitchell voltou à carga com "Jumping Jack Flash", dos Stones, música que deveria sacudir o Credicard Hall, se não fosse a falta de brilho da banda, formada por músicos de estúdio (que acompanharam a carreira de Alan Parsons, como o baterista Stuart Elliot e o guitarrista Ian Bairnson). Aí entrou o próprio Alan Parsons, para arrancar risos com sua presença absolutamente dispensável. Parsons é produtor e compositor, e limitou-se a tocar teclado com apenas uma mão e fazer um discreto acompanhamento ao violão, já que nem cantor é. Mesmo assim arrancou aplausos do esforçado público com um trio de músicas próprias ("Sirius", "Old & Wise" e "Games People Play"), precedidas pela introdução de "Eye In The Sky". No final do primeiro ato, "Hey Jude" (Beatles), cantada por Parsons e Mitchell.
O 2º ato começou bombasticamente com "Stairway To Heaven" (Led Zeppelin), cantada mal e porcamente pelo insistente Tony Mitchell. Ainda bem que em seguida apareceu o vocalista Jon Anderson (Yes) e melhorou as coisas com uma boa execução de "Long Distance Runaround" (Yes), sucedida por "State Of Independence" (de sua parceria com Vangelis), "Owner Of A Lonely Heart" (bastante ovacionada) e "Roundabout", clássicos de sua banda. Solos esparsos de metais apareciam sem serem convidados.
Após a saída de Anderson, chegou a grande estrela da noite, Alice Cooper, o único americano dos vocalistas. Recebido ruidosamente pela platéia, Cooper disparou com "Another Brick In The Wall", do Floyd, seguida por "Start Me Up" (Stones) e "My Generation" (The Who). Nesta, a guitarra-solo cometeu um deslize que obrigou todos a mudar o andamento da música. Logo depois, o ápice do show, "School’s Out", classicaço de Alice, que deixou todo mundo com gosto de quero-mais. Quando todos esperavam mais uma música do americano, veio o final com "With A Little Help From My Friends" (Beatles), versão Joe Cocker. Cada verso era cantado por um dos vocalistas, mas o público só aplaudia as intervenções de Cooper, mesmo prejudicado por falhas no microfone. Era quase uma da manhã quando a festa acabou, para sorte de uns e azar de outros.
Fotos: Site Oficial
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Ouça Sebastian Bach cantando "Man on the Silver Mountain" em tributo ao Rainbow
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Após revelar primeiras atrações, Bangers Open Air abre venda de ingressos; veja os preços
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Os ícones do metal que faziam Robert Plant sentir vergonha da própria influência
Dimmu Borgir confirmado no Liberation Festival em São Paulo
Copenhell vem aí com 76 bandas em 4 dias de shows; veja o line-up aqui
A música de um disco seminal do Metallica que James Hetfield nunca quis tocar ao vivo
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
Gangrena Gasosa, Hatefulmurder e Facing Fear no Heavy Beer
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
A melhor música do Anthrax de todos os tempos, segundo Scott Ian
Carcass ironiza estar abaixo de banda tributo em cartaz de festival
"Mike Shinoda sempre colocava meu filho para baixo", diz mãe de Chester do Linkin Park
Quando Erasmo Carlos desdenhou do "poder demoníaco" de Ozzy Osbourne no Rock in Rio
A opinião de Lucinha, mãe de Cazuza, sobre o atual vocalista do Barão Vermelho


Resenha e fotos do show da banda Dogma em Porto Alegre
Wolf Alice e Lykke Li transformam o Vivo Rio em ponto de encontro do indie europeu
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Bandas impressionam, mas repetem padrão com público no segundo dia do C6 Fest
Nação Zumbi celebra 30 anos de Afrociberdelia no Circo Voador em noite de celebração coletiva
Mesmo com chuva, Korn preenche o Allianz Parque em apresentação única
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



