Turnês de despedida - Adeus ou caça-níquel?
Por Michel Sales
Postado em 31 de março de 2025
O anúncio de turnês de despedida por grandes bandas de rock e heavy metal tem gerado reações ambíguas entre os fãs nas redes sociais. Grupos como Kiss, Slayer, Sepultura, Uriah Heep, Journey, Mötley Crüe, entre outros, vêm sendo alvos de críticas e piadas, sob a suspeita de que tais despedidas servem apenas para arrecadar grandes somas de dinheiro com "finais" que nunca se concretizam.

Essa desconfiança também tem alimentado debates acalorados entre os fãs veteranos e os mais novos. Enquanto os primeiros costumam fazer críticas mais fundamentadas com base em décadas de convivência com as bandas, os seguidores mais recentes muitas vezes se sentem incomodados com essas opiniões, interpretando como ataques ao enxergar a paixão da geração nutella.
Entre os exemplos mais emblemáticos está o Kiss, que anunciou sua "Farewell Tour" ainda nos anos 2000, mas continua em atividade após 2003. Em 2019, a banda voltou a prometer um adeus com a "End of the Road Tour", encerrada apenas em 2023. No entanto, rumores já apontam para um novo retorno.
O Scorpions seguiu caminho semelhante: anunciou sua aposentadoria em 2010, mas retornou em 2012. Desde então, segue na estrada lançando novos discos e turnês mundiais. Já Ozzy Osbourne lançou a "No More Tours" em 1992, mas voltou em 1995 com o álbum "Ozzmosis". Em 2018, veio a "No More Tours 2", interrompida por problemas de saúde.
O Mötley Crüe foi mais ousado: em 2015, assinou um contrato jurídico garantindo que nunca mais fariam turnês. No entanto, rasgaram o documento em 2019 e retornaram aos palcos em 2022, junto com Def Leppard, Poison e Joan Jett. O Judas Priest, por sua vez, fez sua "Epitaph Tour" em 2011, mas logo em 2013 retomou as atividades e segue firme, inclusive com novo álbum lançado em 2024.
O Black Sabbath se despediu oficialmente entre 2016 e 2017 com "The End Tour". Mesmo assim, o guitarrista Tony Iommi já manifestou interesse em possíveis reencontros pontuais. Já o Twisted Sister, que parou em 2016 após a morte do baterista AJ Pero, voltou em 2023 para uma apresentação no Metal Hall of Fame, sem descartar outras aparições.
Outro caso recente é o do Slayer, que encerrou sua carreira em 2019, mas surpreendeu os fãs ao anunciar novas apresentações em festivais em 2024. A banda The Who também merece destaque: anunciou o fim em 1982, mas logo retornou e permanece ativa até hoje.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dirk Verbeuren, do Megadeth, agradece Pete Sandoval por ter inspirado "legiões de bateristas"
Como Jason Newsted criou o riff de "Blackened" do Metallica e a reação de James e Lars
Moyses Kolesne manda recado a quem reproduz discursos de Lemmy sobre política
Novo disco de Tony Iommi mantém acesa a chama do Sabbath, segundo resenha da Classic Rock
A humilhação que Ozzy Osbourne sofreu num show e Tony Iommi jamais esqueceu
O roqueiro brasileiro que se queimou com Jô Soares após falar mal de Ayrton Senna
Slayer toca "Reign in Blood" na íntegra no México; confira setlist e vídeos
A música do Iron Maiden que influenciou o Big Four do thrash metal, segundo o Ultimate Guitar
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
"Stairway to Heaven" nem "Comfortably Numb"? O solo que Slash coloca acima de todos
O astro do country de quem Dave Mustaine tem mágoa até hoje: "É uma implicância minha?"
A música do Metallica que desencadeou a batalha contra o Napster
Marko Hietala arrisca palpite sobre o que levou Floor Jansen a sair do Nightwish
Os cinco melhores discos do Megadeth, segundo Mateus Ribeiro
A noite em que Chuck Berry invadiu show de banda punk e deixou todo mundo de queixo caído

O rock e o heavy metal se misturam com a política, sim (e você provavelmente sabe disso)
A declaração de James Hetfield não surpreende, considerando de onde veio
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
O fã não é nenhum idiota, e merece mais respeito
Engenheiros do Hawaii - A reunião que não acontece
Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso
Heavy metal: radicalismo ou preconceito?


