Ian Anderson quer que você escreva a mensagem que estará escrita na lápide dele
Por Bruce William
Postado em 03 de janeiro de 2026
Se você pedir pra um artista resumir a própria trajetória em duas ou três frases, a chance de sair uma resposta "arrumadinha" é grande, até porque ninguém quer parecer autoindulgente falando de si mesmo. Com Ian Anderson, o caminho foi outro: ele até aceitou a brincadeira, mas do jeito dele, misturando convicção, implicância e humor.
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Em entrevista ao The Guardian em 2022, Anderson falou desse impulso de não ficar confortável repetindo fórmula. Ele disse: "Ao longo de todos esses anos, o Jethro Tull tentou muito" e completou que alguns podem achar que a banda "tentou até demais", mas que preferia isso e também "cair de cara no chão de vez em quando", do que ficar "sentado confortavelmente, recuando para manter tudo estável".
No mesmo trecho, ele cutucou a ideia de fazer música "genérica" e citou exemplos bem específicos: "Eu ficaria inquieto se fizesse música genérica como os Stones, ou até o The Who, ou os Ramones no mundo do punk", e concluiu que precisa seguir fazendo algo que o aproxime do que ele acha que consegue fazer. Isso conversa com a própria história do Jethro Tull, pois, no fim dos anos 1960 e começo dos 1970, a banda foi juntando hard rock, blues e folk do jeito dela, e ainda achou espaço para tirar sarro de exageros do período em "Thick as a Brick" (1972).
E conforme pontua a Far Out, isto não é mero papo de museu. O grupo voltou a lançar discos nos últimos anos: "The Zealot Gene" (2022), "RökFlöte" (2023) e "Curious Ruminant" (lançado em 7 de março de 2025). Ou seja: quando ele fala em inquietação, não é uma mera lembrança romântica de uma fase antiga, pois tem sequência recente.
Aí vem a parte da lápide. Depois de explicar tudo isso, Anderson largou a provocação final: "Se você conseguir elaborar tudo isso e colocar num epitáfio de três linhas para a minha lápide, eu ficaria muito grato de receber o resultado por e-mail em algum momento."
No fim, o pedido já diz bastante sobre o que ele quer que fique: menos uma frase "perfeita" e mais a ideia de que a inquietação dá trabalho - e que, às vezes, dá errado mesmo. O resto, como ele sugeriu, que alguém escreva em três linhas e mande no e-mail... só não vale entregar como se fosse verdade absoluta.
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