Metallica e Ozzy Osbourne: Diante de perdas trágicas, restou mais evolução
Por Michel Sales
Fonte: Pesquisas
Postado em 04 de maio de 2020
Em 1986, com a morte de Cliff Burton (B), o Metallica viveu um período de instabilidade durante uma sequencia promissora referida por Ride The Lightning e Master Of Puppets, discos consagrados pela banda e que pouco destacaram características do Kill ´Em All com Dave Mustaine (Megadeth), já que o gênio Cliff havia tomado as rédeas do Metallica, norteando o estilo do grupo com inteligência e habilidade.
Burton tocava piano, entendia de partituras, adorava livros e filmes de terror e tinha como ícones no baixo Geezer Butler, Phil Lynott, Geddy Lee e Lemmy Kilmister, além dos guitarristas Ritchie Blackmore, Alex Lifeson, Jimi Hendrix e Tony Iommi.
Tempos atrás, James Hetfield referiu que a influência de Cliff no Metallica foi fundamental para a ascensão da banda. Durante o acidente fatal com Cliff, o Metallica estava em turnê na Suécia, quando o ônibus capotou e esmagou o baixista, que dormia e foi arremessado para fora da estrada. Nesse período, o Metallica já possuía milhares de fãs no mundo e o sucesso com a venda de discos e ingressos pressionava a banda para prosseguir desbravando fronteiras com sua música agressiva.
Então, em 1987 o Metallica apresentou o sagaz Jason Newsted como substituto de Cliff Burton. E já no primeiro álbum com o novo baixista, a banda presenteou seus fãs com ‘...And Justice For All’ (1988), um disco mais progressivo e mal produzido, diga-se.
Já nos anos 90, o Metallica evoluiu para um conceito bastante comercial, que perdurou até a saída de Jason - antes do fracassado e repugnante St. Anger. No mais, o legado de Newsted no Metallica se resume a uma fase de álbuns bem produzidos, mas com flertes sonoros diversos no Thrash Metal desempenhado pela banda: Black Álbum (1991), Load (1996), ReLoad (1997), Garage Inc. (1998) e S and M (1999), foram discos que evidenciaram um pouco do Grunge, New Metal, Country e Sinfonia, no que fez crescer o cabelo de novos fãs e deixou careca os mais conservadores.
História parecida também viveu Ozzy Osbourne, que após sair do Black Sabbath montou um super grupo com o fantástico Randy Rhoads (Quiet Riot). Com Ozzy, Randy e sua Gibson Les Paul se deram muito bem e logo ele gravou Blizzard Of Ozz (1980) e Diary Of A Madman (1981). Mas em 1982, aos 25 anos, Randy Rhoads morreria em um acidente desastrado de avião, quando a aeronave raspou no teto do ônibus da banda, bateu em uma árvore, caiu e explodiu com ele dentro.
Ozzy Osbourne, Tommy Aldrige e Rudy Sarzo testemunharam o avião em chamas. Desde então, o legado deixado por Randy mudou a história da música influenciando milhares de guitarristas no mundo, dentre eles, Yngwie Malmsteen, Dimebag Darrell, Steve Vai, Zakk Wylde, Michael Romeo, John Petrucci, Alexi Laiho e até mesmo Jake E. Lee (Badlands), seu sucessor.
Usando uma surrada Fender Stratocaster, Jake chamou atenção do ‘Devorador de Morcegos’ e com ele gravou dois novos clássicos: Bark At The Moon e The Ultimate Sin, discos singulares e aclamados pelos fãs. Mas com o tempo, Jake já não suportava mais as loucuras de Ozzy com o abuso de drogas e numa treta e outra o Madman demitiu a lenda viva das guitarras, que foi substituído por Zakk Wylde, outra fera que faria revolução no Heavy Metal, mas essa história você também já está careca de saber.
No mais, não é somente o Metallica e o Ozzy que perderam e revelaram grandes músicos na cena Heavy Metal. O importante é refletirmos que apesar das tristezas findadas na ‘flor da idade’, o legado destas feras persistem na eternidade, demostrando referência, curiosidades e sempre contagiando seu público fiel. Vida longa ao Rock ‘N’ Roll.
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