Rock: Seu auge e decadência
Por Andre Chasseraux
Postado em 13 de janeiro de 2020
O rock foi o estilo musical mais poderoso e sedutor que surgiu no planeta. Todos sabem o seu impacto e a sua importância na cultura mundial, por isso não entrarei em detalhes aqui. Com o seu surgimento, os jovens imediatamente se sentiram representados e abraçados por esse estilo, pois não se tratava apenas de música, mas também de um novo estilo de vida, rebeldia, liberdade, individualidade, revolução cultural, ou seja, empoderamento.
Sua decadência começa a partir do final dos anos 90. A juventude começou a ser empoderada pela Internet, a nova liberdade dos telefones celulares, os grandes avanços nos videogames e, finalmente, os smartphones em 2008. Os jovens não precisavam mais de rock para empoderamento ou rebelião. O rock parou de representar os jovens e sua rebeldia da maneira como havia feito no passado.
No auge, os músicos de rock faziam mais do que música, eles faziam "declarações", faziam manifestos, promoviam a mudança de comportamento e paradigmas do jeito que as grandes massas precisavam fazer. Agora é apenas um gênero musical como qualquer outro, nenhuma "declaração" feita e nenhuma "declaração" necessária.
Nos tempos atuais os jovens podem acessar o YouTube e as redes sociais para expressar suas opiniões, sua rebeldia e sua individualidade, mesmo não tendo o mesmo impacto se fosse feito por grandes músicos de rock.
Sem querer generalizar, o garoto "cool" da geração milenar (anos 2000 em diante) não se importa com o rock. Ele se importa com quantas curtidas sua conta no Facebook e no Instagram teve depois de enviar uma foto, com seu novo Iphone, em quantos "frags" ele conseguiu ontem à noite jogando Call of Duty.
A mudança na cultura jovem é a outra metade dessa equação. O rock foi uma saída para a rebelião e a individualidade por décadas. Quando os meados dos anos 90 chegaram, os adolescentes começaram a ver o rock como a música de seus pais: algo velho e desinteressante.
Claro que ainda existem muitos jovens/adolescentes que consomem rock. Não estou dizendo que a geração milenar é idiota e totalmente desprovida de gosto musical. A questão é que o rock não dita mais as regras na música e não seduz mais tanto os jovens como seduzia décadas atrás.
Ao perceber todas essas questões, as grandes corporações e os executivos das grandes gravadoras chutaram o rock para os porões, não quiseram mais arriscar e pararam de apostar em bandas de rock. É mais barato e mais seguro apostar (e lucrar) investindo em uma única pessoa no palco cantando músicas sintetizadas, eletrônicas e "plásticas". Não é mais vantajoso e lucrativo apostar no talento, na criatividade, nos verdadeiros artistas.
Muitos pensam que a decadência do rock foi culpa das próprias bandas, ou dos próprios rockeiros consumidores, ou do hip hop, etc. Eu também cheguei a pensar nisso no passado. Mas na verdade a junção de vários fatores foram determinantes para a queda do estilo. E alguns desses fatores são perturbadores.
O rock ainda vive e sempre viverá. O rock está como um vulcão adormecido pronto para um dia explodir novamente. Acredito que é uma questão de tempo. Quanto tempo? Eis a questão!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
Canal crava a tier list definitiva do Iron Maiden e joga um disco no fundo do poço
A carteirada de Tom Morello sobre Jimmy Page para ajudar o próprio filho
John Baizley (Baroness) fará a próxima tour do Mastodon como membro convidado
Os mestres que moldaram Jimi Hendrix antes de ele se tornar o maior nome da guitarra
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
O dia em que músicos do Red Hot Chili Peppers entraram nus no show dos Ramones
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Cinco inesperados músicos famosos que odiavam o saudoso John Lennon
A resposta do Sepultura quando insistiram para saber exatamente quanto ganhavam
O gesto de Renato Russo na carreira solo que fez Lulu Santos expressar sua gratidão

Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
De 40 mil para 9 mil lugares: Sepultura poderia ter evitado choque de realidade?
Onde vende a régua para medir se uma música é boa ou ruim?
Não gostar do "Black Album" é uma coisa, negar sua importância é outra
O heavy metal continua proporcionando momentos inesquecíveis
A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?



