Inside Loud: a premiação do Grammy Awards e o choro

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Por João Vitor Hatum de Mendonça, Fonte: Inside Loud
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Aconteceu na madrugada de Sábado para Domingo (12 de Fevereiro), a 54a edição do famigerado (e controverso) Grammy Awards. Como em todos os anos, há muita discussão sobre os artistas nomeados e, mais ainda, sobre os vencedores.

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Analisando friamente, o que o evento tenta fazer é reunir os principais artistas do ano anterior e isso envolve, além da qualidade (muitas vezes, discutível), o quão grande e relevante um artista é. A sua banda pode ter lançado o melhor disco do ano, segundo votação do site "x", mas não é isso que o levará ao Grammy.

Por essa razão, muitos artistas, principalmente no meio Metal, não levam (ou fingem não levar) o evento muito a sério e nem se preocupam com ele. De um certo ponto de vista, eles têm razão. A premiação, de forma alguma, avalia a qualidade de um artista (até porque, isso é bem relativo). Eles não estão preocupados se fulano compôs uma música que utiliza-se de inúmeros conceitos e arranjos musicais, se algo é mais complexo ou mais "completo" que outro ou se realmente há uma qualidade muito superior na música de tal banda. Nada disso. Basicamente, o que o evento faz, é tentar premiar o que houve de mais relevante na música. E isso envolve singles, vendas, etc. Goste você ou não.

Agora vamos falar dos indicados desse ano. Pegando os que nos interessa aqui, temos as seguintes nomeações:

Best Rock Performance

"Every Teardrop Is A Waterfall," Coldplay
"Down By The Water," The Decemberists
"Walk," Foo Fighters
"The Cave," Mumford & Sons
"Lotus Flower," Radiohead

Best Hard Rock/Metal Performance

"On The Backs Of Angels," Dream Theater
"White Limo," Foo Fighters
"Curl Of The Burl," Mastodon
"Public Enemy No. 1," Megadeth
"Blood In My Eyes," Sum 41

Best Rock Song

"The Cave," Mumford & Sons
"Down By The Water," The Decemberists
"Every Teardrop Is A Waterfall," Coldplay
"Lotus Flower," Radiohead
"Walk," Foo Fighters

Best Rock Album

"Rock 'N' Roll Party Honoring Les Paul," Jeff Beck
"Wasting Light," Foo Fighters
"Come Around Sundown," Kings Of Leon
"I'm With You," Red Hot Chili Peppers
"The Whole Love," Wilco

Ok, então vamos lá. Não precisa ser nenhum gênio para, ao menos, chutar quem poderia levar qual categoria. A mais fácil de todas (e também a que gera mais falação) é a Best Hard Rock/Metal Performance. O Foo Fighters era, sem dúvida, o maior cotado a levar. Porque é melhor? Não. Claro, há quem ache Foo Fighters o melhor. Há quem ache Mastodon o melhor, há quem prefira o Megadeth e por aí vai.

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Mas é realmente isso que está sendo avaliado? Como eu disse, essa premiação envolve fatores que vão além da música. O Mastodon está numa fase excelente de sua carreira, mas, em minha opinião, ainda não a ponto de bater o Foo Fighters. O Megadeth já esteve melhor em sua carreira e, mesmo assim, não levou. E a conversa se prolonga...

Não preciso dizer que poderia estar errado em meus chutes. Mas a lógica do evento, é essa.

De qualquer forma, a cerimônia serve, no fim das contas, como uma "curiosidade" e uma avaliação dos artistas mais "bem-sucedidos" do ano. Isso é só. Não é medidor de qualidade e nem tem a intenção de ser. Portanto, antes de criticar, tente entender.

Um grande abraço!




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Sobre João Vitor Hatum de Mendonça

Nascido no interior de São Paulo em 1988, hoje graduado no curso de Bacharelado em Ciência da Computação, fanático por Rock e Heavy Metal desde pirralho, sendo, hoje, um dos responsáveis pelo site Rust In Page e criador do blog Inside Loud. A paixão pelo Rock surgiu lá pelos 10 anos de idade com um álbum do Aerosmith e, desde então, teve (e ainda tem) entre seus músicos e bandas favoritas nomes como Iron Maiden, Judas Priest, Megadeth, Rush e Van Halen. Mas, independente de rótulos e conceitos pré-definidos, seu gosto musical viaja desde o som mais pesado de um Carcass, até os experimentalismos de um Mr. Bungle e o som mais moderno de um Stone Sour, apenas ouvindo o que lhe agrada e soa bem aos ouvidos. Hoje, além de trabalhar na área de Computação e ser um 'músico' casual, despende parte de seu tempo no blog Inside Loud, em homenagem a uma de suas maiores paixões: a boa e velha música.

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