Emo: eles poderiam ter salvo o Rock n' Roll
Por Lincoln Gonçalves
Postado em 25 de maio de 2011
As grandes revoluções no Rock n’ Roll ocorreram a partir de revolta. O próprio Rock n’ Roll é uma revolução na música e tem como base a revolta. Sejam guerras, repressão ou o que for, esse estilo musical trouxe algo para a juventude poder se rebelar. Isso sempre fez as coisas mudarem e causou as principais mudanças no estilo. Uma vertente musical com muitas variações, tanto de público como de musicalidade, que é o que torna o Rock n’ Roll tão fascinante.
Acontece que a juventude hoje em dia parece ter estacionado no tempo, acomodou-se. Quando não gostam de algo, simplesmente o deixam de lado ou o detonam. Mas pouco fazem pra que as coisas mudem e voltem a ser de um jeito que os agrade.
Assistindo ao VMB de 2010 percebi o quanto amam odiar o RESTART. A banda mais premiada foi simplesmente vaiada a cada prêmio. Mas o mesmo público que vaiou não se preocupou em aclamar novas bandas com uma identidade Rock n’ Roll e muito menos novas bandas surgiram com essa tal identidade de que todos sentem falta.
O Emo e o Happy Rock (que são vertentes da mesma coisa) incomodam muito os roqueiros, é verdade. Mas até agora não apareceu ninguém com idéias novas que pudesse definitivamente enterrar esse estilo. Simplesmente surgiram mais bandas Emo e Coloridas seguindo a moda atrás de dinheiro e fama. Só não surgiram verdadeiros roqueiros que dessem um basta nisso tudo com música e atitude. Simplesmente por que esses estão ouvindo as velhas bandas de sempre e se ocupando em vaiar os que não gostam.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Esses estilos ingratos de música pop baseado em Hardcore Melódico deveriam servir pra que os verdadeiros roqueiros se voltassem para o verdadeiro Rock n’ Roll. Assim criando novas bandas e estilos, e fazendo essas bandas sumirem ou terem de conviver em igual ou menor espaço com bandas de qualidade. E até existem um bom número de bandas interessantes, mas essas são esmagadas pela quantidade exorbitante de fakes e principalmente pelo desinteresse do público em geral.
Não adianta só culpar produtores, empresários, selos e as hoje raras grandes gravadoras. Eles só investem no que sabem que vai dar certo. E essas bandas dão certo por que o público, principalmente, as fortalece. Essa molecada fica muito tempo na internet seguindo as modas e propagando a coisa toda. O entretenimento em geral é direcionado a esse público teen que é quem consome esse tipo de cultura pobre que temos hoje em dia ("Harry Potter", "Crepúsculo", LADY GAGA, etc.). Se não dermos outra opção, se não nos revoltarmos e só continuarmos vaiando, isso não acaba nunca.
E ainda por cima só piora – depois do Emo vieram os Coloridos e o que vem a seguir até agora não deu esperanças de ser bom. O Emo poderia ser o impulso pra que a revolta gerasse revolução e talvez surgisse uma cena que realmente salvasse o Rock n’ Roll.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Angra celebrará 30 anos de Holy Land com show em Porto Alegre em setembro
A banda que definiu os EUA nos anos 1960, segundo Robert Plant
5 bandas de abertura que roubaram o show e deixaram artistas gigantes sem saber o que fazer
Metallica reúne mais de 90 mil pessoas no primeiro show de 2026
Dave Mustaine descarta ex-membros em turnê e cita "coisas horríveis" ditas por eles
Canal faz pente-fino nas músicas da Legião Urbana e reúne as "inspirações" de Renato Russo
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
Por que Floor Jansen pediu uma bolsa de carne ao tentar comprar item de bebê na Suécia?
Angra era hippie e Megadeth era focado em riffs, explica Kiko Loureiro
O artista do rock nacional que viu Ozzy Osbourne de cuecas no Rock in Rio de 1985
Fã joga disco em Eric Clapton e ele abandona show na Espanha
O melhor integrante dos Beatles de todos os tempos, segundo Roger Waters
Música nova do Anthrax será lançada na próxima sexta-feira (15)
O clássico do Iron Maiden que Bruce Dickinson fica estático no palco para conseguir cantar
James LoMenzo, baixista do Megadeth, fala sobre a saída de Kiko Loureiro
Freddie Mercury: a descoberta do vírus em 1987
Realmente precisamos de um Hall da fama do Rock and Roll?
Falar mal do Dream Theater virou moda - e isso já perdeu a graça há tempos
Como a nova era dos festivais está sufocando os shows menores
Megadeth, "Risk", "Dystopia" e a dificuldade em aceitar a preferência pessoal alheia
Você está realmente emitindo sua opinião ou apenas repetindo discursos prontos?
A farsa da falta de público: por que a indústria musical insiste em abandonar o Nordeste
Metallica: a regressão técnica de Lars Ulrich

