Emo: eles poderiam ter salvo o Rock n' Roll
Por Lincoln Gonçalves
Postado em 25 de maio de 2011
As grandes revoluções no Rock n’ Roll ocorreram a partir de revolta. O próprio Rock n’ Roll é uma revolução na música e tem como base a revolta. Sejam guerras, repressão ou o que for, esse estilo musical trouxe algo para a juventude poder se rebelar. Isso sempre fez as coisas mudarem e causou as principais mudanças no estilo. Uma vertente musical com muitas variações, tanto de público como de musicalidade, que é o que torna o Rock n’ Roll tão fascinante.
Acontece que a juventude hoje em dia parece ter estacionado no tempo, acomodou-se. Quando não gostam de algo, simplesmente o deixam de lado ou o detonam. Mas pouco fazem pra que as coisas mudem e voltem a ser de um jeito que os agrade.
Assistindo ao VMB de 2010 percebi o quanto amam odiar o RESTART. A banda mais premiada foi simplesmente vaiada a cada prêmio. Mas o mesmo público que vaiou não se preocupou em aclamar novas bandas com uma identidade Rock n’ Roll e muito menos novas bandas surgiram com essa tal identidade de que todos sentem falta.
O Emo e o Happy Rock (que são vertentes da mesma coisa) incomodam muito os roqueiros, é verdade. Mas até agora não apareceu ninguém com idéias novas que pudesse definitivamente enterrar esse estilo. Simplesmente surgiram mais bandas Emo e Coloridas seguindo a moda atrás de dinheiro e fama. Só não surgiram verdadeiros roqueiros que dessem um basta nisso tudo com música e atitude. Simplesmente por que esses estão ouvindo as velhas bandas de sempre e se ocupando em vaiar os que não gostam.
Esses estilos ingratos de música pop baseado em Hardcore Melódico deveriam servir pra que os verdadeiros roqueiros se voltassem para o verdadeiro Rock n’ Roll. Assim criando novas bandas e estilos, e fazendo essas bandas sumirem ou terem de conviver em igual ou menor espaço com bandas de qualidade. E até existem um bom número de bandas interessantes, mas essas são esmagadas pela quantidade exorbitante de fakes e principalmente pelo desinteresse do público em geral.
Não adianta só culpar produtores, empresários, selos e as hoje raras grandes gravadoras. Eles só investem no que sabem que vai dar certo. E essas bandas dão certo por que o público, principalmente, as fortalece. Essa molecada fica muito tempo na internet seguindo as modas e propagando a coisa toda. O entretenimento em geral é direcionado a esse público teen que é quem consome esse tipo de cultura pobre que temos hoje em dia ("Harry Potter", "Crepúsculo", LADY GAGA, etc.). Se não dermos outra opção, se não nos revoltarmos e só continuarmos vaiando, isso não acaba nunca.
E ainda por cima só piora – depois do Emo vieram os Coloridos e o que vem a seguir até agora não deu esperanças de ser bom. O Emo poderia ser o impulso pra que a revolta gerasse revolução e talvez surgisse uma cena que realmente salvasse o Rock n’ Roll.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Mötley Crüe realiza trollagem com Extreme em último show de tour conjunta
Como surgiu a ideia de formar o Heaven & Hell, de acordo com Geezer Butler
A melhor introdução de bateria de todos os tempos, segundo Gastão Moreira
Roger Waters e filho criam o Legacy, projeto que celebra a obra do Pink Floyd
Hammerfall anuncia turnê latino-americana 2027 e confirma três sideshows do Bangers Open Air
Jim Root admite que último álbum do Slipknot não foi bom
Tony Iommi (Black Sabbath) fala sobre seu melhor amigo, Brian May (Queen)
O metal do Angra respira: Alírio Netto e banda em noite iluminada.
Por que Lobão foi expulso da Blitz às vésperas do estouro, segundo o próprio
Site indica que Pantera fará turnê latino-americana em 2027
Guitarrista do Paradise Lost acha que falta tédio no mundo atual
O álbum definitivo do Dream Theater, na opinião do vocalista James LaBrie
Bill Ward não quis participar da turnê de despedida do Black Sabbath
O disco dos anos 70 que David Ellefson considera perfeito
O erro que Erasmo Carlos cometeu, mas que Roberto Carlos driblou pra se tornar maior do Brasil
O megahit do Ultraje a Rigor inspirado em polêmico discurso do saudoso Pelé
6.000 palhetas, 64 guitarras, a gigantesca logística que acompanha o Metallica

Cinco subgêneros do metal que despertam amor e ódio
De 40 mil para 9 mil lugares: Sepultura poderia ter evitado choque de realidade?
Onde vende a régua para medir se uma música é boa ou ruim?
Não gostar do "Black Album" é uma coisa, negar sua importância é outra
O heavy metal continua proporcionando momentos inesquecíveis
A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?



