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Dream Theater 2022

Dinossauros desdentados e a música fast food

Por Daniel Jr
Em 21/03/08

Ver Paulo Ricardo com uma banda com sei lá que nome, cantando e fazendo pose para os "heróis" enfurnados na casa da oitava edição do BBB, foi para mim, um retrato bastante fiel do que hoje é, a geração BRock. E antes que alguém acuse o texto de nostálgico, aviso que historicamente a geração 80 teve uma grande importância para a música popular brasileira. E de que forma podemos medir a relevância de uma era? Com as canções.

Nem Titãs, nem Engenheiros, nem Barão, nem Legião, nem muito menos Paralamas do Sucesso ou Plebe Rude. Os grandes fanfarrões do rock no Brasil hoje são NXZero, Charlie Brown Jr e CPM22. Os dinossauros não produzem discos relevantes desde o final dos anos 90. Caíram na armadilha fácil da indústria: discos ao vivo, que renderam dvds com mais do mesmo. É certo que a qualidade das composições antigas são inquestionáveis, mas, será que o fã só quer saber do passado glorioso destas bandas? Pergunta difícil de responder, mas se questionarmos, ao novo ouvinte de rock, o que ele prefere, a negativa será certa. Afinal de contas, o público de hoje, não está muito afim de letras cheias de metáfora, muitos metais ou mesmo, experimentações pop, cheias de conteúdo subliminares. A "molecada" quer música fast food. E este menu não pode ser oferecido por bandas como Barão Vermelho e Engenheiros do Hawaii. A rara exceção é o Capital que resolveu fazer músicas para o intelecto e o coração de um menino de 15 anos - que deve ser respeitado - mas que nada tem a ver com seu passado de grandes canções como Fátima e Veraneio Vascaína. Talvez para que sobreviva no meio dos novos tubarões.

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Legião acabou por motivos óbvios. Titãs não jogou a pá no caixão. Paralamas tem uma história á parte, bonita e que pode render algum caldo. Engenheiros do Hawaii preferem os violões ao vivo do que as composições em estúdio e no Barão... bem no Barão, Frejat é cada dia mais ele e menos banda. Para quando quer e obriga a Rodrigo Santos (excelente baixista da banda e que substitui Dé, da formação original) a cometer enganos graves como seu disco solo, sem repercussão alguma e de fraca divulgação.

Já não dá mais para sentir saudade porque mesmo estas bandas de calibre alto, não apostam mais em suas carreiras nem nos campos midiáticos. Não se ouve mais acerca de seus projetos, quando não são uma pura reprise do que já foi feito tempos atrás. Caso de Titãs e Paralamas que gravaram uma série de shows e que renderá um dvd. Ou seja, a criatividade está tão nula, que o recurso é fazer de novo o que já foi feito. Para quem não sabe, Titãs e Paralamas fizeram uma turnê há uns tempos atrás (1999), que rendeu um cd promo produzido por uma marca famosa de absorventes e que deu nome ao evento.

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Não bastasse o hiato criativo dos dinossauros do Brock, no mundo do metal, a coisa não é muito diferente. Os grandes representantes do metal brasileiro lançam discos de qualidade duvidosa e colhem o fruto da ausência de divulgação de seus trabalhos. Sepultura coloca notas no site do tipo: "Estamos mais vivos do que nunca", "Ninguém acaba com a família Sepultura", mas o carro da dupla Cavaleira, vem chegando a olhos vistos, diminuindo a vantagem que era de alguns minutos...

Edu Falaschi parece estar entregue, de coração a banda Almah, interessante projeto que merecia uma audição melhor do público roqueiro. E o que dizer do Shaaman? Muda de formação, sai André Matos e entra Thiago Bianchi, fica Ricardo Confessori e saem os irmãos Mariutti... A impermanência dos times dão bem a dica de que as coisas não estão nada bem.

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Não dá para ser totalmente pessimista e dizer que nada de novo surge no Brasil. Surge sim e algumas com pedigree que lhes rende fama internacional, caso do Torture Squad e o Thuata de Dannan. Vale lembrar também que a tecnologia facilitou as coisas para quem gostaria de ter um espaço no mercado. Dentro de um quarto, com um computador com uma boa placa de som, se produz demos ou discos de qualidade. Com um tempinho e alguém que capriche no layout, pode se colocar o trabalho, como se fosse um portfolio, na Internet, com informações básicas sobre a banda. Desde de datas de show até novas composições.

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MAS... E as bandas tradicionais, por onde andam? O que fazem e qual o fim de cada uma? Por onde anda o Dorsal Atlântica (banda de metal dos anos 80, uma das precursoras do movimento de heavy no Brasil)? E o Viper? Será que o disco novo All My Life retomará a carreira da banda que deu origem ao Angra? E o Angra, dará prosseguimento a sua caminhada?

Tais perguntas são respondidas com silêncio. Silêncio este que simboliza um momento de transição entre o rock produzido nos anos 80 e 90 e a sonzeira do século XXI. Tempos dos downloads, dos Ipod´s e da falência das rádios rocks. Tempo da devastação dos dinossauros sobre a Terra. Deste Big Bang o que virá?

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