RPM se divide em PR.5 e LS & D
Fonte: Terra Música
Postado em 04 de agosto de 2004
O sonho de reviver os tempos áureos do RPM já apontava para o derradeiro fim quando os integrantes da banda recentemente encerraram suas atividades. Agora, com o anúncio da formação de dois grupos compostos por remanescentes do RPM, o sepultamento parece ser definitivo. O grupo - que fez sucesso nos anos 80 com hits, como Olhar 43 e Loiras Geladas - ressuscitou em 2002, para a gravação de um especial para a MTV. Segundo o vocalista e baixista Paulo Ricardo, os motivos que levaram para um novo fim da banda não foram premeditados.
Ele conta que retornou à banda cheio de influências e sonoridades que queria agregar ao tradicional repertório pop-rock. Todas aquelas novas idéias encontraram a cumplicidade do baterista Paulo P.A. Pagni. Já os outros companheiros, o guitarrista Fernando Deluqui e o tecladista Luiz Schiavon, não receberam a proposta com o mesmo entusiasmo, assegura o vocalista.
"Eles não se interessaram muito pela guinada que eu e o P.A. estávamos propondo, estavam posicionados em prol da sonoridade tradicional", diz. "Queríamos algo mais moderno, usando música brasileira, hip hop, suingue." Para ele, o tempo que a banda havia ficado separada lhes dava liberdade para se reinventar. "Eu estava estimulado pela volta do RPM, pela turnê 2002/2003 e queria colocar as coisas que tinham me influenciado."
Sem acordo entre as partes, cada um foi para um lado. Deluqui e Schiavon formaram a banda L.S. & D., chamaram o músico André Lazzarotto e devem lançar o primeiro CD, Madrigal, ainda este mês.
Já Paulo Ricardo e Paulinho P.A. criaram o PR.5, ao lado de Yann Lao (ex-grupo Metrô), Jax Molina (ex-De Falla) e os músicos Juninho e Paulinho Pessoa. O novo grupo já está na estrada trabalhando seu primeiro álbum, Zum Zum.
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Com seu PR.5 devidamente na ativa, Paulo Ricardo pôde dar vazão às suas inquietudes diante das amplas possibilidades musicais que experimentou, especialmente no período em que se dedicou à carreira-solo. Queria extrair o máximo da música brasileira e da herança pop-rock, e fazer um grande imbróglio sonoro, com elementos do funk, do hip-hop.
"Ao mesmo tempo, eu buscava um tipo de som vivo, quente e dançante", define. Para o vocalista, tudo isso faz parte de uma tal de música brasileira urbana contemporânea. Ou, como ele cita, da "zumzum music". "Zum zum é uma expressão que se refere ao rumor e, enquanto canto da capoeira, é o estágio mais rápido da luta. Era o nome também de uma boate, considerada o templo da bossa nova. Há uma série de referências." O próprio gosto musical de cada integrante contribui para essa diversidade toda.
O CD Zum Zum agrupa 11 faixas, inéditas e de autoria de Paulo Ricardo. Com exceção de Miss Ness, música de Jorge Ben Jor. "Foi um presente do Jorge, a canção tem características próprias, mas nós a fizemos diferente." O disco foi lançado pelo selo da banda, o Bola 8, que, para Paulo Ricardo, veio para dar mais liberdade e autonomia ao trabalho deles. A banda segue uma tendência do mercado. "São importantes os grandes investimentos das gravadoras, mas não se tem controle de como esse dinheiro é gasto. Por isso, são importantes também as pequenas gravadoras, as mais modestas."
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