Rush: membros comentam três décadas de "Permanent Waves"
Por Cleyton Lutz
Fonte: Rush is a Band
Postado em 04 de fevereiro de 2010
Lançado no início de 1980, "Permanent Waves" acaba de completar 30 anos. O álbum é um marco na carreira do power-trio canadense. Após lançar discos como "Caress of Steel" (1975), "2112" (1976), "A Farewell to Kings" (1977) e "Hemispheres" (1978), notadamente de orientação experimental/progressiva, o RUSH apresentou uma abordagem totalmente diferente em "Permanent Waves".
Com músicas mais curtas e simples – abandonando, de certa forma, a complexidade dos trabalhos já citados – a banda apareceu pela primeira vez com um álbum entre os cinco mais vendidos nos Estados Unidos. Também pela primeira vez desde que iniciou a carreira, o RUSH demorou dois anos para lançar um disco de estúdio.
"‘Permanent Waves’ foi um avanço. Ele mudou nossa forma de gravar, nos ensinou a ir com mais calma, o que pode ser percebido em ‘Spirit of Radio’ e ‘Frewill’. Aprendemos a ser mais concisos também. Muitas coisas foram aprendidas com esse álbum", afirma o baterista Neil Peart à Classic Rock Magazine.
Os outros músicos também se surpreenderam com o resultado do trabalho, ficando em dúvida quanto à escolha das músicas para as apresentações da turnê do álbum. "Fiquei realmente surpreso com ‘Permanent Waves’. Músicas como ‘Jacob’s Ladder’ e ‘Entre Nous’ são ótimas", afirma o baixista/vocalista Geddy Lee. "Foi muito bom tocar essas músicas nas apresentações, ter contato com elas, experimentá-las", concorda o guitarrista Alex Lifeson. "Eu sei que Geddy ficou impressionado com ‘Permanent Waves’. Na verdade, nós dois ficamos", completa.
Apesar de a música do RUSH ficar menos complexa com "Permanent Waves", para algumas pessoas certas canções são impossíveis de se tocar. "Havia uma banda britânica chamada Catherine Whell que fez uma boa versão para ‘Spirit of Radio’, mixando alguns trechos. Mas em uma entrevista vi um membro da banda dizer que ele deixou de fora as partes que não conseguiu tocar", comenta Peart.
No geral, "Permanent Waves" mudou a forma com o RUSH era visto por fãs e críticos, abrindo espaço para trabalhos posteriores como "Moving Pictures" (1981), "Signals" (1982) e "Grace Under Pressure" (1984), entre outros. "Tornamos-nos a atração principal em teatros de pequenos porte, para 3 ou 4 mil pessoas. Estávamos começando a ficar grandes, fazíamos três, quatro, cinco noites em alguns lugares, o que não era prático, pois havia muitas pessoas que não estavam conseguido nos ver", afirma Peart, sorrindo, em um programa de rádio disponível na página InTheStudio.Net.
"As pessoas queriam ver o Rush e não conseguiam, algo que não podia mais acontecer. Não poderíamos dizer que tocar em grandes locais foi algo planejado. Muitas pessoas queriam nos ver e isso era algo que fugia do nosso controle . Assim, fomos empurrados para as arenas, basicamente, pelas leis da oferta e demanda", encerra o baterista.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Iron Maiden em que Bruce Dickinson alcançou a nota mais alta da carreira
5 coisas que todo fã do Iron Maiden precisa ficar explicando toda hora
O álbum do Megadeth que Dave Mustaine considera um desastre
O disco que David Gilmour afirma servir como introdução ao Pink Floyd
Rafael Bittencourt e o problema dos guitarristas brasileiros: "Nos EUA não tem isso"
Confirmada a turnê reunindo System of a Down e Faith No More em 2027
Floor Jansen salvou a carreira do Nightwish, segundo Tuomas Holopainen
5 músicas de metal que todo mundo conhece, mas quase ninguém sabe do que falam
5 clássicos do rock vítimas do próprio sucesso, segundo a Far Out Magazine
O melhor solo da história do thrash metal, segundo guitarrista do Machine Head
Beatles marca grande anúncio para amanhã com contagem regressiva e mensagem misteriosa
Uma das melhores canções do Rush para Neil Peart; "Estávamos aprendendo a ser concisos"
O disco do Nightwish que salvou a saúde mental de Tuomas Holopainen
A canção do Pink Floyd que Roger Waters acha que teria cantado melhor que David Gilmour
O disco do Judas Priest que Dave Mustaine considera uma das maiores obras do heavy metal
A banda de rock que Xuxa adorava: "Ela pedia pessoalmente para a Marlene Mattos levar"
O clássico do Pink Floyd que deixa David Gilmour constrangido; "Fico sem graça"
Santana lista suas bandas preferidas de rock pesado e heavy metal

Rush foi a banda que mudou tudo para John Petrucci, do Dream Theater
O baterista que Lars Ulrich coloca acima de Neil Peart na história do rock
A música do Rush que virou um pesadelo para Geddy Lee
13 bandas que sobreviveram por mais de 40 anos sem separar, segundo a Loudwire
Rush deve ser a próxima banda a confirmar temporada no The Sphere
O álbum dos anos 60 que Neil Peart disse reunir tudo o que amava na música
O baterista que estava fora do alcance de Dave Grohl; "fisicamente nem musicalmente capaz"
A opinião de Neil Peart sobre Stewart Copeland; "toca com simplicidade"
Ivete Sangalo: "Ouço muito SOAD, Linkin Park, Slipknot e Rush"
Rush: Alex Lifeson surpreende ao revelar seu guitarrista favorito em entrevista



