Caravan e Soft Machine: rock progressivo com levadas de jazz
Por Flávio Siqueira
Postado em 26 de junho de 2013
Em 1968, o prog rock tem sua primeira divisão, tendo como elemento principal na sonoridade progressiva o jazz. Surge então a Canterbury scene, vertente do rock progressivo cujos maiores expoentes foram as bandas Soft Machine e Caravan. O jazz então passou a ter destaque entre alguns músicos da cidade de Canterbury, sudeste da Inglaterra — por isso a denominação "Canterbury scene" ou "cena Canterbury" para a primeira divisão do prog. O Soft Machine tinha em sua formação uma lenda do Canterbury, Robert Wyatt, baterista e vocalista do grupo que fatalmente, em 1973, sofreu um acidente que o deixou paraplégico. A banda gravou o primeiro álbum, The Soft Machine, durante uma turnê em que abriam shows para Jimi Hendrix Experience. No entanto, no primeiro disco da do Soft Machine, o jazz ainda não estava tão impregnado.
Já no segundo álbum, Volume Two, de 1969, o jazz é mais presente: improvisações e complexas harmonias davam tom ao álbum. Em Volume Two, a utilização de saxofone acentuou ainda mais o clima jazzístico da banda. Mas é inegável que já no primeiro disco o Soft Machine tinha o jazz como uma das bases de suas músicas. Os instrumentais "Priscilla" e "Plus Belle Qu’une Poubellee", por exemplo, são os exemplos mais claros dessa nova forma de fazer música e, sobretudo, fazer rock progressivo. O ritmo da bateria nessas canções é jazz. Puro jazz. Também é patente tanto em The Soft Machine quanto em Volume Two que a banda conservava o teor psicodélico que caracterizou grupos que fizeram parte da fase proto-prog do rock progressivo.
A exemplo do Soft Machine, o Caravan, outra grande banda de Canterbury, lançou o primeiro álbum, o autointitulado Caravan, com sutis referências de jazz, seguido de If I Could Do It All Over Again, I'd Do It All Over You, disco com influências mais incisivas e perceptíveis da sonoridade jazzística. O primeiro data de 1968. Já o segundo é de 1970. No disco autointitulado, a canção "Love Song With Flute" permeia entre acordes ternos e acolhedores até culminar numa inebriante levada jazzística a partir de dois minutos e 40 segundos.
Em If I Could, a música "Can’t be long now" é o exemplo mais evidente da junção do rock psicodélico do grupo ao jazz, explícito sobretudo através das linhas melódicas de saxofone nessa canção. E aí nota-se mais uma coincidência entre Soft Machine e Caravan: a utilização de instrumentos de sopro a partir do segundo álbum que produziram. Contudo, as coincidências não param por aí. Essas duas bandas se originaram a partir da fragmentação do The Wilde Flowers, grupo da cidade de Canterbury formado em 1965 que se dividiu nas duas bandas mais representativas da primeira vertente do rock progressivo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Guns N' Roses vai gravar novas músicas em 2027, garante Slash
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Slash e banda moraram juntos para escrever músicas do novo álbum
Ian Hill, ex-Judas Priest, diz que vida na estrada custou dois casamentos
Agora é oficial: Dream Theater começa a trabalhar no próximo álbum
Sharon Osbourne explica ausência do Megadeth em "Back to the Beginning"
Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
O disco do Dream Theater em que o primeiro verso é cantado por Mike Portnoy
Uriah Heep se manifesta após entrada de baixista no Judas Priest
A opinião nada lisonjeira de Ronnie James Dio sobre o Blackmore's Night
As 10 melhores músicas do Metallica nos anos 1990, segundo a Metal Hammer
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
A música do Venom inspirada em um dos grandes clássicos do Kiss
O dia em que Ozzy Osbourne quis montar um bar de Guinness na casa de Tony Iommi
"Acho que o brasileiro se odeia, aqui parece que o cara só pode chegar a um certo nível"
A reação de Charles Gavin, dos Titãs, ao encontrar seu grande ídolo do rock inglês
O disco de "rock cafona" que iludiu Max e Iggor Cavalera pela capa macabra



Rock Progressivo: Os 10 álbuns mais underrated da década de 70



