Tecladista do Dream Theater Compara dois Mikes em entrevista
Por Fernando Portelada
Fonte: BraveWords
Postado em 23 de outubro de 2013
O tecladista do DREAM THEATER, Jordan Rudess é o novo entrevistado do Classic Rock Revisited. Um trecho desta conversa está disponível abaixo.
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Vamos começar falando sobre como o novo álbum do DREAM THEATER se formou.
Jordan: "Bem, a forma que o DREAM THEATER geralmente controla todo este processo é, nós nos começamos nos sentando e discutindo onde todos estamos e aonde todos queremos ir musicalmente - o que nós queremos criar. Nós vemos onde estamos pessoalmente, e musicalmente, e decidimos o que queremos criar. Nós sempre fomos muito conceituais sobre as coisas antes de começarmos o processo de composição. É desta forma desde que eu estou no grupo, e imagino que mesmo antes disso. Há muitos intricados planos quando se trata de fazer um álbum do DREAM THEATER."
Deve ser uma experiência incrível estar em uma sala com tantos compositores e ver tudo aquilo tomar forma.
Jordan: "É super excitante. Neste álbum em particular nós tivemos a adição de nosso novo baterista, Mike Mangini. Foi realmente legal tê-lo envolvido no processo de composição pela primeira vez. É uma experiência muito intensa, motivada pela energia, que nos move muito rápido quando estamos compondo juntos - algumas vezes nós ficamos impressionados com a velocidade que as ideias aparecem, até o lado mais lento e analítico do processo, quando estamos tratando dos detalhes. As partes mais lentas de fazer um disco são geralmente quando eu escrevo uma música no papel, com a caneta, bem devagar, e os outros caras fazem suas próprias coisas, dão uma pausa ou algo assim."
Eu suponho que eu deva perguntar como os dois Mikes se comparam um com o outro.
Jordan: "Bem, os dois Mikes. O novo Mike (Mangini) e o velho Mike (Portnoy), são pessoas muito diferentes e eles são também diferentes músicos. Ambos são grandes bateristas, mas muito de fato mudou, tanto pessoalmente e musicalmente para nós. Musicalmente, o novo Mike tem certas habilidades que outras pessoas não tem. Por exemplo, ele é incrível com matemática, especialmente relacionada à música. Ele conseguiu nos trazer uma arquitetura estrutural que nós nunca tivemos com esta tamanha extensão, de como os instrumentos vão interagir - este é um elemento totalmente novo que temos para utilizar agora. Além disso, Mangini tem uma técnica de bateria diferente de qualquer outro ser humano no planeta, então isso traz um elemento de mudança. Ele também é realmente divertido no estúdio e tem vária energia, que nós utilizamos para nos alimentar. Não estou dizendo de qualquer forma isso rebaixa nosso ex-baterista, Mike Portnoy, que também é excepcional, talentoso e um dos melhores do mundo, mas estou dizendo que algumas novas coisas foram adicionadas ao grupo."
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