O integrante que não deveria ter participado do AC/DC; "nunca quisemos ele", disse Malcolm
Por Bruce William
Postado em 27 de março de 2025
Manter uma banda coesa é como manter um casamento funcional: exige confiança, entrega e muita química. Malcolm e Angus Young sabiam disso desde os primeiros passos do AC/DC. Para eles, não bastava ser bom de palco: era preciso ter a química e o encaixe certo, principalmente no que diz respeito ao ritmo. E quando esse encaixe falhava, mais cedo ou mais tarde, o elo mais fraco era cortado.
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Foi o que aconteceu com o baixista Mark Evans, que entrou para a banda no meio dos anos 1970 e participou de discos importantes como "T.N.T.", "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" e "Let There Be Rock". Apesar de estar presente em momentos decisivos, Evans nunca foi plenamente aceito por Malcolm. Em declaração publicada pela Far Out, o guitarrista revelou que a entrada do baixista foi uma decisão imposta: "Mark foi escolhido pelo nosso empresário. Nunca quisemos ele, achávamos que ele não tocava direito. Pensamos que, quando tivéssemos mais moral, poderíamos derrubar a decisão e colocar um baixista de verdade."
Na prática, Evans até entregava o básico, e o AC/DC sempre teve um som direto e calcado em riffs e batidas marcadas. Mas, segundo Malcolm, isso não bastava. Para ele, o baixo precisava dialogar com a bateria e a guitarra base de maneira precisa, com swing, pegada e controle. Coisa que só foi acontecer com a chegada de Cliff Williams, em 1977.
O vocalista Bon Scott também tinha a mesma opinião: "Mark tocou com a gente por dois anos, e toca baixo faz uns três anos. Enquanto Cliff já toca faz uns 12 anos, sabe? A técnica dele tem um poder, eu diria, avançado em comparação a Mark. Mark estava mais naquela coisa de rockstar, o que é legal também. Cliff simplesmente nos dá um maior escopo, dá para fazer mais em termos musicais. Agora dá para fazer mais coisa na música além das guitarras de Angus e Malcolm, antes não."
Com Cliff, o AC/DC ganhou mais musicalidade sem perder a simplicidade. Ele sabia onde tocar, quando manter a nota e quando variar discretamente, dando ao som da banda uma profundidade que muitas vezes passava despercebida. Basta comparar faixas como "Let There Be Rock" e "Back in Black" para perceber a diferença: no primeiro, Evans segura a onda; no segundo, Cliff está absolutamente no ponto.
Mark Evans acabou seguindo outros caminhos, mas seu breve período na banda mostra como nem sempre estar em grandes álbuns significa ter sido peça essencial no processo. Para os irmãos Young, tocar no AC/DC exigia mais do que energia - exigia precisão, constância e personalidade no groove. E, no caso de Evans, essas qualidades ficaram devendo.
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