Raul Seixas: memória dos 50 anos do golpe militar de 1964

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Por Vitor Cei, Fonte: Novo Aeon
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O ano de 2013 evoca não apenas os 50 anos do golpe militar de 1964, aniversário que alguns brasileiros comemorarão em 1 de abril, dia da mentira, como também os 25 anos da morte do cantor e compositor RAUL SEIXAS. O legado do maluco beleza e a sua relação com a ditadura civil-militar já foram abordados em minha dissertação de mestrado, "Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo", defendida em 2009 no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo, e publicada em 2010 pela editora Multifoco, do Rio de Janeiro.

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As canções de RAUL SEIXAS revelam uma memória das tensões que ocorriam no Brasil dos anos de chumbo, além de abordar uma discussão premente e indispensável sobre as causas e os efeitos do golpe militar e do processo de redemocratização, com a nova forma de capitalismo que então surgia.

Nos anos 1970 a discografia de RAUL SEIXAS foi marcada por composições utópicas e afirmativas, cantando em nome de liberdade, mudança e emancipação. Diante do autoritarismo, o maluco beleza se apropriou da ideia de Novo Aeon apresentada pelo ocultista inglês ALEISTER CROWLEY para formular o seu próprio projeto de uma Sociedade Alternativa.

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A década de 1980 jogou para escanteio a insatisfação radical que existia por trás do desejo utópico presente nas sociedades capitalistas durante as décadas de 1960 e 70. Nesse contexto, a obra de RAUL SEIXAS passou a apresentar um caráter melancólico, de certo modo resignado, marcando o aspecto traumático das suas experiências. Ele passou a abordar temas como frustração, internação, doença e alcoolismo. Entre o tom melancólico e o irônico, a obra do compositor produzida nos anos 1980, apesar de manter acesa a quase apagada chama da utopia, projeta um mundo dilacerado e de valores degradados, manifestando instabilidades, como tudo que é reprimido ou contestado.

As canções de RAUL SEIXAS tocam em pontos nevrálgicos dos problemas políticos, sociais e culturais do Brasil das décadas de 1970 e 1980, contribuindo para a construção de uma memória contra o esquecimento da ditadura civil-militar de 1964-1985.

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Sobre Vitor Cei

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