Outros Bárbaros e Experimental Humanus: colab entre artistas vira novo single
Por Maurício Peixoto
Postado em 29 de março de 2021
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Experimental Humanus é um projeto colaborativo de Nei da Berta. Integrante fundador da lendária Primavera nos Dentes, ele é o compositor da canção "O Que Ficou de Nós". Nesta colab, Nei se junta a um dos grupos expoentes da geração atual do rock/indie catarinense, os Outros Bárbaros. O casamento entre o folk praiano com toques de surf music de Nei, que fala de amizade e recordações, cai como uma luva nos arranjos mais urgentes, calcados na sonoridade de guitarra e órgão dos Outros Bárbaros. Nei e Peixoto (Outros Bárbaros) dividem os vocais da música, que passeia por climas amenos até variações mais pulsantes e dançantes. Um solo de gaita à Bob Dylan/Neil Young se junta à respostas de guitarras bluseiras pra dar clima às imagens nostálgicas da canção, que tenta responder: o que ficou de nós?
Segundo o compositor da canção, "essa música fala essencialmente de amizade. Aventuras, noitadas, discussões sobre a vida, sobre o mundo. A descoberta das coisas que a gente tem com os amigos".
"No fim de 2020, o Nei entrou em contato comigo, me convidando pra gente produzir essa música juntos, com toda a galera dos Outros Bárbaros. Aceitei prontamente e repassei o convite pra banda, que também topou na mesma hora", conta Maurício Peixoto. É a primeira vez que os músicos trabalham juntos.
O tecladista Diego Stecanela acrescenta: "O Primavera é referência pra toda uma galera que veio depois deles. É uma grande honra pra gente fazer esse trabalho com ele. Nós também estávamos meio parados, num processo de troca de baterista, com o Quinho voltando pra banda depois da saída do Douglas, e foi um bom motivo pra retomarmos os trabalhos".
Por sinal, o baterista Quinho Mibach também fez parte de uma formação do Primavera nos Dentes. Segundo ele mesmo, "foi uma feliz coincidência poder voltar aos Outros Bárbaros e, no primeiro trabalho, voltar a colaborar com o Nei".
Toda a pré-produção foi feita à distância, com reuniões virtuais e cada um gravado suas ideias em casa: "a gente fez uma conversa inicial. Então cada um foi gravando ideias de suas partes na sua casa mesmo e fomos juntando tudo. Depois discutíamos o que funcionava e o que não e assim montamos a estrutura e arranjo da canção. Provavelmente é um processo mais demorado, em tempos normais poderia ser resolvido em um ou dois ensaios. Mas foi o jeito que encontramos pra fazer sem ter encontros presenciais. Depois de tudo acertado fomos cada um por sua vez ao estúdio, pra gravar valendo", diz o baixista Eduardo Lehr.
A música versa basicamente sobra a amizade e a passagem do tempo. Evoca imagens de um passado ainda vivo em fragmentos da memória. Inclusive, este "fragmentos" foram a faísca inicial pra capa do single: "Eu estava folheando um livro do Alan Fletcher, um artista e designer gráfico que trabalha também com colagens, e achei que esse coisa de palavras sendo montadas a partir de fragmentos de outras tinha tudo a ver com a letra da música, que cita literalmente ‘o tempo em folhas soltas de papel’, ‘milhões de pistas pra você me achar’, ‘ecos das palavras’... E isso acabou guiando todo o projeto gráfico de capa, video, etc", relata Maurício. Seguindo o mesmo conceito da capa, a música ganhou um lyric video, animado por Stecanela.
FICHA TÉCNICA:
Experimental Humanus Nei da Berta: voz e gaita.
Outros Bárbaros:
Diego Stecanela: hammond e rhodes. Eduardo Lehr: contrabaixo.
Maurício Peixoto: voz, violão, guitarra e backing vocals.
Quinho Mibach: bateria e percussões.
Produzido por Maurício Peixoto e Nei da Berta. Gravado por Maurício Peixoto no Bárbaro Estúdio. Mixado e masterizado por Alexei Leão.
Capa: Maurício Peixoto.
Fotos: Quinho Mibach.
Direção de arte lyric video: Maurício Peixoto.
Animação lyric video: Diego Stecanela.
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