Rush: como eles dividiam grana das composições e como eram os egos, segundo Geddy Lee
Por Igor Miranda
Postado em 07 de julho de 2021
O Rush existiu por quatro décadas praticamente sem mudar sua formação. Depois da passagem de outros integrantes em seus anos iniciais, a banda se estabeleceu em 1974 com Geddy Lee no vocal e baixo, Alex Lifeson na guitarra e Neil Peart na bateria, permanecendo dessa forma até o fim, em 2015.
Parte do segredo para manter o Rush por tanto tempo, sem mudanças na formação, está na divisão financeira justa e na ausência de egos inflados. Muitos grandes grupos de rock e até de outros estilos têm problemas relacionados a dinheiro e ego, mas o trio canadense nunca sofreu com isso.
Quem garante é Geddy Lee, em uma entrevista em vídeo, transcrita pelo Ultimate Guitar. O vocalista e baixista disse que sente-se "abençoado" por ter conhecido "duas pessoas que eram muito atenciosas".
"Não consigo me lembrar de nenhuma ocasião de egos inflados de qualquer um dos meus parceiros. Fomos abençoados com personalidades agradáveis. A 'maldição' de ser canadense é ser uma pessoa legal, certo? Sempre pedimos 'desculpas' e tudo. Isso ajudou bastante, honestamente", afirmou.
De acordo com Lee, ter uma formação em trio também fazia a banda funcionar melhor. "Somos apenas três - e dois contra um não é algo justo. Nunca juntamos dois contra um. Mesmo quando fazíamos isso, mesmo para fazer alguma brincadeira, nos sentíamos com a consciência meio pesada depois", disse.
A divisão dos lucros de composição
Acima de tudo, Geddy, Alex e Neil - que faleceu em 2020 - eram grandes amigos, o que também facilitava conversar sobre temas considerados espinhosos, como a divisão dos lucros em torno de direitos autorais. Desde o início, a banda sempre dividiu a renda obtida com royalties, o que inviabilizava brigas ligadas a grana e egos.
"Discutíamos no início sobre, por exemplo, quando apenas dois dos três compunham uma música, tipo Alex e eu, e precisávamos dividir a música para publicar os direitos ou coisas assim. Entrava em debates tipo: 'bem, você compôs essa parte, eu compus aquela'. Parecia idiota", comentou.
Em seguida, ele completou: "Decidimos lá no início que seria da seguinte forma: os três estão trabalhando nessas músicas igualmente, então, se a música germinou da ideia de um ou dois, quem se importa? É um produto dos três, então, vamos concordar agora que vamos dividir tudo em três e nunca mais falar sobre isso. Concordamos e nunca tivemos essa discussão de novo. Tirou um peso dos nossos ombros, pois focamos na música".
A entrevista completa pode ser assistida, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
O erro que James Hetfield admite ter cometido com Jason Newsted no Metallica
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
Cantora canadense Sass Jordan morre aos 63 anos
O rockstar que Ozzy Osbourne considerava o "meu Deus do rock"
A banda que tentou trabalhar com Kurt Cobain, mas ele mal conseguia parar em pé
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
A categórica resposta de Regis Tadeu sobre se há álbum brasileiro clássico de rock pós-2000
Floor Jansen garante que novo álbum solo é mais metal que o Nightwish
"Ed Sheeran não é uma vítima", diz Tom Morello sobre recente polêmica
O disco solo que Roger Waters coloca no mesmo nível dos maiores clássicos do Pink Floyd
Eleições 2026: e se os astros do metal disputassem todos os cargos?
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Rush: o segredo para durarem tanto sem mudar de formação, segundo Geddy Lee
O guitarrista extraordinário que Alex Lifeson admirava, mas cuja banda não o emocionava
O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
O disco ao vivo que mostrou ao mundo o que o Rush realmente era capaz de fazer
O álbum em que Geddy Lee acredita que o Rush finalmente encontrou seu equilíbrio
O show do Pink Floyd que Neil Peart colocou entre os melhores que já viu
O baterista idolatrado por Neil Peart e Stewart Copeland; "o auge inalcançável"
O baterista que conseguiu a façanha de ser tratado como deus por John Bonham e Neil Peart
A banda amada pelo Ira! que irritou o produtor, que mandou ouvirem Rush para se inspirar


