O álbum do Rush que fez banda perder fãs: "Não foi uma decisão inteligente de nossa parte"
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de julho de 2024
Quase toda banda que apresenta uma longa carreira em algum ponto decide arriscar, mudar a sonoridade e tentar propor uma novidade para oxigenar não só a própria vontade de tocar quanto reaquecer o interesse dos fãs.
No caso do Rush, entretanto, essa tentativa, que ocorreu no álbum "Signals", de 1982, não foi muito bem vista nem pelos admiradores dos canadenses nem pelo próprio grupo, como revelou o baixista e vocalista Geddy Lee em entrevista resgatada pela Far Out.
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"Signals" marcou uma ruptura com o som inicial do Rush, incorporando a nova influência dos sintetizadores e da eletrônica. "Provavelmente não foi inteligente", lembrou Lee, "mas era como uma atração fatal. Fiquei encantado quando Hugh Syme tocou um pequeno sintetizador ARP na abertura de ‘2112’. Eu precisava ver se era uma maneira de trazer mais música para a nossa música."
Aparentemente, Lee não foi o único que teve sentimentos mistos em relação à era dos sintetizadores do Rush, mas, como ele explica, "Estávamos todos ávidos por novas ideias, embora Alex me lançasse olhares estranhos. Sua guitarra era a única forma de melodia instrumental, e agora tínhamos outra. Em um momento, até falamos sobre adicionar um quarto membro para tocar teclados." O vocalista revelou ainda que "Signals nos fez perder alguns fãs".
Eventualmente, o Rush decidiu abandonar o som que haviam criado em "Signals" em favor dos clássicos do rock progressivo. "Seguimos por esse caminho até chegarmos a um ponto em que Alex estava extremamente infeliz, e estávamos nos afogando em tecnologia", lembrou, "E Deus, como eu queria parar de fazer três trabalhos ao mesmo tempo e apenas tocar meu baixo, cara."
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