Como foi o processo de formação dos Titãs, segundo Sérgio Britto
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de fevereiro de 2022
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Os Titãs são conhecidos por serem uma das bandas mais importantes dentro do cenário do rock nacional. Fundada no início dos anos 1980, o grupo equilibrou em um mesmo espaço diversos compositores brilhantes, como Arnaldo Antunes, Sérgio Britto e Nando Reis.
Em entrevista ao canal Corredor 5, o guitarrista Sérgio Britto relembrou como foi o início da banda, que foi formada durante as aulas no colégio Equipe. De acordo com o músico, já nessa época todos queriam ser compositores.
"Eu, Arnaldo, Paulo, Marcelo e Branco estudávamos no colégio Equipe. Vários de nós tínhamos vontade de ser compositores e trabalhar com música popular. O Arnaldo escrevia um pouco, o Paulo fazia shows em bar. Todos nós queríamos ter nossas canções. Na escola, lembro que tinha uns caras que eram músicos mesmo e ficavam solfejando no recreio! (risos). Nós queríamos fazer canções. Isso nos aproximou. No início, já éramos um grupo de pessoas que mostravam músicas uns para os outros. Nós tentávamos parcerias. Isso foi o que nos aproximou. A banda começou assim", explicou.
Em outro ponto, Sérgio Britto disse que começaram a identificar qual seria a melhor linguagem musical a seguir após um show em que se apresentaram como "Titãs do Iê Iê Iê".
"Fizemos um show para a escola, com canções sérias que tocamos com os músicos da escola, mas no meio tinha uma brincadeira que era os Titãs do Iê Iê iê, que éramos nós. Pegamos os instrumentos. O Nando tocava bateria. Mal sabíamos tocar guitarra! Defendemos nossas músicas, muitas eram paródias. Esse show foi um marco porque a galera da escola vibrou com isso! O momento sério ninguém levou a sério. Pensamos que era melhor ir por esse caminho", disse.
Por fim, Sérgio Britto lamentou o fato de hoje em dia os artistas tocarem apenas covers nos bares. Segundo ele, na época da formação dos Titãs, havia espaço para músicas próprias em diversas casas de show.
"Tocávamos literalmente em qualquer buraco! Desde casa de chá até boate gay. Tudo era autoral. Eram outros tempos. Só tocávamos coisas de outros autores às vezes. Uma coisa do Tim Maia. Hoje em dia, a galera que toca em bar é difícil tocar autoral. No geral, você é cover de alguma banda tipo Guns N’ Roses", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
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