Rolling Stones: Ian Anderson relembra a última apresentação de Brian Jones
Por André Garcia
Postado em 29 de agosto de 2022
Em 1968, os Rolling Stones já estavam mais que estabelecidos como a maior banda de rock do mundo, atrás apenas dos Beatles. E, no final daquele ano, eles produziram e filmaram o Rock and Roll Circus, um show que reuniu bandas como The Who e Jethro Tull, então com Tony Iommi na guitarra. Teve ainda a primeira (e única) apresentação do supergrupo Dirty Mac, formado por John Lennon, Eric Clapton, Keith Richards e Mitch Mitchell.
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Para os anfitriões, que na época não faziam mais turnês, aquela foi a primeira apresentação ao vivo em mais de um ano — e acabou sendo também a última com seu guitarrista e fundador Brian Jones. Cada vez mais prejudicado pelo uso de drogas, o músico já vinha cada vez menos fazendo parte da banda, e pouco havia contribuído para o álbum "Beggar's Banquet" (1968). Para piorar, sua presença mais e mais comprometia o futuro da banda que ele próprio formou.
Conforme publicado pela Far Out Magazine, em entrevista à Mojo, Ian Anderson relembrou que Jones apareceu visivelmente grogue e confuso, sem nem sequer saber o que estava acontecendo. "Brian Jones estava bem mais pra lá do que pra cá na época", disse ele. "Nós falamos com Brian, e ele parecia nem saber muito bem o que estava acontecendo. Ele estava bem isolado dos outros — rolava um grande silêncio constrangedor. Mas [ele era] um cara bacana, nós lamentamos muito por ele."
Em sua biografia, o baixista Bill Wyman relembrou que os Rolling Stones tocaram os covers "Confessing the Blues" and "Route 66", além de uma segunda tomada de "Sympathy for the Devil" com Brian na guitarra. Sem condições de tocar adequadamente, na versão final do filme ele é visto se limitando a tocar maracas.
Sete meses após as filmagens do Rock and Roll Circus, Brian Jones foi encontrado morto na piscina de sua casa, dias após ser demitido da banda.
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