A opinião de Marcelo Barbosa sobre uso de playbacks em shows de rock e metal
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de agosto de 2022
O guitarrista Marcelo Barbosa, do Angra, foi questionado em seus Instagram a respeito de sua opinião sobre o uso de playbacks em shows de rock e metal. O músico explicou que existem dois tipos de playbacks: um que complementa o som tocado no palco e outro que é como se fosse um fingimento. Confira a explicação.
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"Tenho recebido essa pergunta muitas vezes por dia, mas não sabia se respondia ou não. Não quero criar nenhuma polêmica. Acho que é uma pergunta qualquer e quero dar minha opinião pessoal. Não quero ditar regra nenhuma nem para o mercado e nem para outros músicos. Para responder de maneira honesta, preciso me aprofundar um pouco.
Se eu responder só se é certo ou errado, seria leviano. Primeiro, precisamos definir o que é playback. Muitas bandas hoje em dia, inclusive de rock, usam o que chamamos de VS. É assim: a banda está no palco tocando e tem um coro que foi gravado com 30 pessoas. É impossível soar assim com poucas pessoas no palco. Ou tem uma orquestra que foi gravada, com violino, e não tem violinista no palco. Ou mesmo a percussão... Esse VS dispara o som, e a banda toca junto. Esses sons fariam falta na estrutura da música e complementam a sonoridade da banda. Acho esse um recurso incrível. A galera está tocando de verdade e tem outros sons que não estão sendo produzidos sendo tocados. Algumas pessoas podem chamar isso de playback".
Esse recurso é usado por muitas bandas e engrandece. Agora, se você fala de playback no sentido de ter gravado instrumentos e o cara finge que está tocando violão, com ele desligado, e o playback sai de um violão gravado, ou piano... Um pianista fica fingindo mexendo os dedos. Ou mesmo vozes, a voz principal e tal.
No estilo de música que eu toco, que é o rock e metal, acho particularmente ruim. Não gosto, não faria, me sentiria mal de estar fingindo, mas isso sou eu. Não quero ser o dono da razão em nada. Cada um sabe da sua vida, o que tem que fazer e o que acha certo ou errado. Eu sou um músico que preza por performar em alto nível ao vivo, não me sentiria confortável de me colocar nessa situação. Tem que fazer essa distinção".
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