Rodrigo Oliveira explica por que não passou nos testes para o Angra nem para o Sepultura
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de dezembro de 2025
O baterista Rodrigo Oliveira, veterano do Korzus e figura respeitada no metal brasileiro, relembrou no Ibagenscast dois episódios que poderiam ter mudado radicalmente sua trajetória: os testes para entrar no Angra, em 2000, e posteriormente para o Sepultura, quando o posto acabou ficando com Jean Dolabella. Com sinceridade incomum no meio artístico, Rodrigo explicou por que acredita que não conseguiu nenhuma das vagas - e por que não guarda mágoas.

Segundo Rodrigo Oliveira, o convite para tocar com o Angra surgiu num momento pessoal conturbado. "Eu não lembro bem se foi o Kiko ou o Rafa que me ligou, ou se eu liguei para algum deles", narrou. "Aí eu fui na casa do Kiko, a gente passou uma tarde tocando músicas do Angels Cry, do Fireworks, do Holy Land, e já começamos a cuspir algumas bases, tocar junto." Apesar da química musical, os bastidores não colaboravam. Rodrigo morava em Juquitiba, interior de São Paulo, e vivia um período difícil. "Eu tava num momento bem complicado financeiro… tava muito difícil, muito complicado."
No meio desse processo, surgiu um nome que mudaria tudo: Aquiles Priester. Rodrigo não apenas reconhece como compreende a decisão da banda. "Apareceu o Aquiles… não tem o que falar. Ele é muito mais a cara e estava muito mais bem preparado que eu." Para ele, não houve injustiça. "Os caras escolheram ele porque ele estava mais bem preparado. Ele se dedicou mais."
Essa capacidade de autocrítica também aparece quando fala sobre o teste do Sepultura, vencido por Jean Dolabella. "Naquele momento, eu também tive meus erros… eu consigo enxergar meus erros em todos os momentos que eu não consegui vencer algo ou entrar numa banda." Rodrigo rejeita qualquer narrativa de mágoa ou perseguição. "Eu não sou daquele cara que joga: 'Ah, não entrei porque os caras são traíras'. Não. Eles escolheram por algum motivo, e eu consigo enxergar o meu erro."
O baterista reforça que, além da questão técnica, havia um fator importante: linguagem musical. "Depois da saída do Aquiles, eu toquei de novo com o pessoal do Angra, mas eu não tava preparado. Não é minha praia, não é meu som." Para ele, integrar o Angra exigiria um tempo de adaptação que a banda não poderia oferecer. "Eu teria que gastar muito tempo da banda para fazer parte daquele contexto todo… e eles não tinham todo esse tempo. Essa é a real."
Confira a entrevista completa abaixo.
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