O melhor baterista de todos os tempos segundo Neil Peart
Por André Garcia
Postado em 02 de abril de 2024
Assim como todo mestre é um aprendiz, todo ídolo é também um admirador. Neil Peart, por exemplo, é amplamente considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos, por conta de seu trabalho com o Rush — especialmente por seus trabalhos nos anos 70 e começo da década seguinte.
Apesar de muito influenciado por nomes como Phil Collins (Genesis), John Bonham (Led Zeppelin), Ginger Baker (Cream) e Keith Moon (The Who), o baterista que ele considerava realmente o maior de todos não era do rock, e sim do jazz: Buddy Rich.
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Em 2017 à Music Radar, Peart declarou: "[...] Citação de talvez o único outro candidato a maior herói da bateria de todos os tempos, Gene Krupa disse que Buddy Rich foi 'o maior baterista que já respirou'. [...] Creio que Gene estava certo. Não se trata apenas da musicalidade natural de Buddy, de seu instinto de solista e ouvidos de dançarino — ele tinha isso, sem dúvida, mas seu principal dom era as suas mãos."
Neil garantiu que suas palavras não eram um mero "papo de fã", e deixou claro que jamais foi um "fã" de Buddy Rich, mas "alguém que estudou mais do que qualquer outro sobre sua vida musical: profissionalmente, como artista e como historiador". E esses estudos foram aprofundados a um outro nível em um show feito por ele sem o Rush:
"No início dos anos 90, fui convidado para tocar em um tributo a Buddy Rich na cidade de Nova York. Decidi tocar algumas das músicas tradicionais de Buddy [...]. [Foi] bem desconcertante, mas quanto mais você ouve, mais aprende. Ao tocar repetidamente acompanhando as performances de Buddy, tive a estranha experiência de habitar sua mente."
Nascido em Nova Iorque em 1917, Buddy Rich começou a tocar jazz como baterista na segunda metade da década de 30. Após deixar a música para servir ao exército na década seguinte, no período da Segunda Guerra Mundial, nos anos 60 ele chegou a seu auge como band leader ao formar sua própria big band. Morto em 1987 aos 69 anos, se tornou lendariamente influente por sua virtuosa técnica, velocidade e potência. Avesso à teoria musical, se recusou a aprender partitura, preferindo tocar fazendo uso apenas de sua memória.
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