A galera que Pete Townshend percebeu ter ido muito mais longe que o The Who
Por Bruce William
Postado em 06 de março de 2025
Quando o Punk Rock explodiu nos anos 70, Pete Townshend, guitarrista do The Who, inicialmente acolheu a revolução que tomava conta da cena musical. No entanto, ele logo se deu conta de que, apesar de apoiar o movimento, os fãs e as bandas punk o viam como uma figura do passado. Em uma entrevista com transcrição da Rock And Roll Garage, Townshend revelou como a situação mudou rapidamente: "Eu queria que isso acontecesse, queria desafiar o movimento. Aí percebi que a pessoa que eles queriam atacar era eu."

Este momento foi de grande surpresa para Townshend, que esperava ser parte dessa nova onda, mas acabou sendo rejeitado. A ideia de que o Punk Rock representava algo mais imediato e agressivo do que a música do The Who o fez perceber que ele, e sua banda, já não eram mais os protagonistas dessa nova revolução.
Em uma outra conversa, Townshend explicou como os Rolling Stones influenciaram a criação do Punk Rock, destacando o comportamento selvagem e desleixado de Mick Jagger e Keith Richards nos palcos. Para ele, essa atitude irreverente foi o primeiro vislumbre do que viria a ser o Punk: uma forma de expressar a juventude revoltada e sem medo de quebrar as normas.
"Os Stones mexeram profundamente comigo, principalmente por sua ousadia", disse Townshend. Ele reconheceu que o Punk, especialmente bandas como os Sex Pistols, The Clash e The Vibrators, trouxeram uma nova energia ao cenário musical. "Era anarquia pura, tanto dos músicos quanto do público. Não destrutiva, mas uma liberdade ousada e irreverente", afirmou.
Embora sua banda nunca tenha seguido o caminho do Punk, Townshend reconheceu a importância desse movimento, que trazia uma nova forma de expressão para uma geração sedenta por algo mais cru e direto. Ele ainda falou sobre como o álbum "Never Mind The Bollocks" dos Sex Pistols impactou sua visão, comparando a música "Pretty Vacant" a "My Generation", do The Who, como um reflexo da juventude rebelde de suas respectivas épocas.
No fim das contas, o Punk Rock representava um novo tipo de mensagem, um grito de liberdade que Townshend viu tomar proporções que ele jamais imaginaria. Para ele, o movimento punk, com toda sua intensidade e caos, foi algo que ultrapassou o The Who de formas que ele não estava preparado para enfrentar. Como ele mesmo disse, foi um tempo excitante, mas também cheio de dor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
O disco dos anos 70 que David Ellefson comprou por conta da capa
Nova música do Mastodon aborda relação inacabada com Brent Hinds
O disco do rock nacional que "custa mais que o seu carro", segundo Sérgio Martins
Brann Dailor, do Mastodon, imaginou que iria se reconciliar com Brent Hinds
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Somewhere in Time" do Iron Maiden
5 álbuns de rock que são maiores que a própria banda
Jim Root explica semelhança do novo álbum do Slipknot com Pink Floyd
A banda que Bono queria ver na MTV em 2005 incendiando "a imaginação de garotos de 16 anos"

A música de 1966 que fez Pete Townshend elevar o padrão do rock no The Who
O baterista que para Roger Waters só seria igualado por Keith Moon
O integrante mais importante do Led Zeppelin, segundo Pete Townshend
A banda clássica que Pete Townshend criticou por fazer sempre o mesmo álbum
A música do The Who que Keith Moon não conseguiu tocar
O refrão do rock nacional com cinco palavras composto no metrô e inspirado em The Who
A prática pretensiosa que The Who odeia em shows: "Não precisa; que monte de besteira"


