A superbanda rejeitada pelos Beatles, e que pode ter sido ajudada pelo quarteto de Liverpool
Por Bruce William
Postado em 06 de julho de 2025
Na segunda metade dos anos 60, David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash uniram forças em um novo projeto que misturava folk, rock e harmonias vocais altamente elaboradas. Cada um deles já trazia bagagem de grupos bem conhecidos como The Byrds, Buffalo Springfield e The Hollies, respectivamente, e acreditavam que estavam prontos para algo maior. E antes mesmo de lançarem um disco, eles buscaram um selo à altura da ambição.
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A Apple Records, criada pelos Beatles, parecia o lar ideal. O trio chegou a viajar até Londres para apresentar seu trabalho pessoalmente. Como revelou Crosby em entrevista ao Fret Board, George Harrison e Peter Asher foram até onde eles estavam hospedados para ouvir algumas músicas. A recepção foi educada, mas distante: "Disseram 'ah, muito bom'. Depois ligaram dizendo: 'Acho que não é bem o que queremos'."
A recusa pareceu ser estranha, considerando a amizade prévia entre os Beatles e os Byrds, e o interesse que os Fab Four tinham em expandir seu selo com nomes fora da Inglaterra. Mas a questão é que aquele momento não ajudava. Os Beatles estavam mergulhados nas gravações do "White Album", enquanto a Apple ainda se organizava. Talvez não fosse a melhor hora para apostar em mais uma banda nova.
O trio, então, assinou com a Atlantic Records, gravadora que também lançava os discos do Led Zeppelin. Com liberdade criativa e uma equipe focada em trabalhar nos álbuns e não apenas em singles, Crosby, Stills & Nash lança seu disco de estreia em 1969, considerado um marco do folk rock. Pouco depois, Neil Young entrou para o grupo, e o quarteto se tornaria ainda mais influente ao lançar "Déjà Vu".

A rejeição da Apple não afetou o trabalho do trio, que mandou canções como "Suite: Judy Blue Eyes" e "Helplessly Hoping", combinando sofisticação melódica com temas introspectivos e políticos, e com isso se conectando com um público que buscava mais do que apenas diversão. Se tivessem sido aceitos na Apple, talvez tivessem sido moldados a seguir em outra direção, e perdido justamente o que os tornaria únicos.
Dá pra dizer que, de certa forma, a recusa funcionou como um teste, pois o mesmo tipo de "não" foi ouvido pelos próprios Beatles da Decca em 1962. Às vezes, não ser escolhido é o que garante a liberdade criativa que uma banda precisa. No caso de Crosby, Stills & Nash, pode ter sido o melhor favor que os Beatles jamais imaginaram ter feito.
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