Site americano explica por que álbum considerado o pior do Iron Maiden não é ruim
Por Gustavo Maiato
Postado em 15 de outubro de 2025
Durante os anos 1980, o Iron Maiden parecia incapaz de errar. A banda britânica acumulou sucessos com discos como "The Number of the Beast" e "Seventh Son of a Seventh Son", tornando-se um dos maiores nomes do heavy metal mundial. Mas ao chegar aos anos 1990, o cenário mudou - e muitos fãs passaram a considerar "No Prayer for the Dying" (1990) o ponto mais fraco da discografia. Agora, uma análise publicada pelo site americano Metal Hammer, assinada por Rich Hobson, contesta essa ideia e defende que o álbum é, na verdade, um trabalho subestimado.

"Não há consenso sobre o pior disco do Iron Maiden - mas definitivamente não é este", afirma Hobson logo de início. Para o jornalista, o disco surgiu em meio a um período conturbado na história da banda, com a saída do guitarrista Adrian Smith e Bruce Dickinson ensaiando os primeiros passos de sua carreira solo. Mesmo assim, o Maiden ainda era, segundo ele, "uma força criativa formidável".
O álbum marcou um retorno à simplicidade depois dos elementos progressivos que caracterizaram o fim dos anos 1980. E é justamente isso que, para Hobson, torna o disco especial. "Há uma honestidade refrescante no som de No Prayer for the Dying", escreveu. "É direto, agressivo e sem firulas - um disco que corta o excesso e mostra a banda tentando algo novo."
Iron Maiden e "No Prayer for the Dying"
A voz de Bruce Dickinson também ganha destaque. O vocalista, conhecido pelo estilo operático, adotou um timbre mais rasgado e cru. "Há um tom de ameaça no vocal dele que mostra o Maiden tentando soar mais de rua", diz Hobson. Essa abordagem aparece com força em "Holy Smoke", faixa que o jornalista descreve como "uma música que cospe e rosna, algo que o Maiden raramente fez desde então".
Apesar da sonoridade mais direta, o álbum ainda preserva momentos de grandeza. "A faixa-título é uma vitrine brilhante de como Janick Gers se encaixou no molde do Maiden", comenta o autor. Ele também compara "Fates Warning" a "The Clairvoyant", destacando a continuidade da energia épica, "agora reforçada pelo vocal áspero de Bruce".
O artigo também lembra que o disco produziu um marco na carreira da banda: o primeiro single número 1 no Reino Unido, com "Bring Your Daughter... to the Slaughter", escrita por Bruce e Janick Gers. "Sim, é exagerada e teatral, mas é um clássico absoluto do metal - um hino irresistível, com um refrão feito para ser gritado em coro: Let her go!", escreveu Hobson.
Para o jornalista, o verdadeiro "pecado" de No Prayer for the Dying foi ter quebrado a mitologia que o Maiden havia construído na década anterior. "O álbum representou a banda se arriscando em meio à adversidade", afirma. Ele compara o disco a Another Perfect Day, do Motörhead - outro trabalho subestimado que merece reavaliação.
Hobson encerra o texto com uma conclusão direta: "Não é um álbum perfeito, mas é incrivelmente satisfatório ouvir uma grande banda se arriscando. É um triunfo contra qualquer grupo que tenha se acomodado em fórmulas nos anos seguintes."
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