Jeff Hanneman achava que "Diabolus in Musica" lembrava os primeiros discos do Slayer
Por Mateus Ribeiro
Postado em 26 de novembro de 2025
O Slayer é reconhecidamente um dos maiores nomes da história do thrash metal. Ao longo de sua carreira, o quarteto lançou clássicos absolutos do estilo, como "Reign in Blood" (1986), "South of Heaven" (1988) e "Seasons in the Abyss" (1990).
A discografia da banda, no entanto, também inclui registros que dividiram opiniões. O exemplo mais notório é "Diabolus in Musica" (1998), álbum que flerta com elementos do nu metal - estilo em ascensão na época - e acabou desagradando não apenas fãs, mas também o guitarrista Kerry King.

"Diabolus in Musica" foi tema de matéria especial publicada no site da Metal Hammer. Um trecho do artigo, retirado de entrevista que o baixista/vocalista Tom Araya concedeu à Kerrang! em 1998 - e reproduzido abaixo -, traz uma revelação curiosa:
"Jeff [Hanneman, guitarrista e fundador do Slayer] achou que era como as músicas antigas do 'Show No Mercy' e do 'Hell Awaits'. Definitivamente existe uma correlação."
Lançados em 1983 e 1985, "Show No Mercy" e "Hell Awaits" são, respectivamente, o primeiro e o segundo disco do Slayer. Ambos são celebrados por muitos fãs da banda, ao contrário de "Diabolus in Musica", que chegou a ser chamado por Kerry King de "Turbo" do Slayer, em alusão ao controverso álbum do Judas Priest.
"Olhando para trás, estávamos apenas pensando: 'Certo, como fazemos para que o Slayer se encaixe na sociedade atual?'. Mas esse é provavelmente o meu álbum menos favorito da nossa história", disse Kerry, durante entrevista ao programa Metal Evolution.
Na opinião de Paul Bostaph, baterista que gravou "Diabolus in Musica", duas músicas do álbum "se desviam" do thrash metal habitual do Slayer. Durante entrevista concedida ao Metal Rules em 2007, o músico declarou:
"'Love to Hate' é uma daquelas músicas do álbum que as pessoas diziam ser meio nu metal. Eu diria que 'Stain of Mind' tem aquele tipo de scratch de hip-hop. Se você tirar essas músicas do disco, não consigo ouvir nenhum outro elemento de nu metal."
Mesmo envolto em controvérsias, "Diabolus in Musica" segue despertando debates entre fãs, músicos e críticos. O fato de Jeff Hanneman enxergar paralelos com os primórdios do Slayer apenas reforça como o álbum, goste-se ou não, ocupa um lugar singular na discografia da banda.
E você, o que acha de "Diabolus in Musica"? É bom ou uma bomba?
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