As maldades que os fãs fizeram com Steve Morse no Deep Purple, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de novembro de 2025
A história do Deep Purple é tão marcada por reinvenções quanto por expectativas quase inalcançáveis. Desde os anos 1970, a presença de Ritchie Blackmore moldou a sonoridade da banda a um ponto em que qualquer substituto parecia condenado a uma batalha perdida. Quando Steve Morse assumiu a guitarra em 1994, a missão não era apenas aprender o repertório: era enfrentar comparações, cobranças e até a fúria literal de uma parcela da plateia. Hoje, visto como o guitarrista mais longevo da história do Purple, Morse relembra que os primeiros anos ao lado do grupo foram, no mínimo, turbulentos.
Em entrevista publicada pela Prog, reproduzida pelo Ultimate Guitar, o músico contou que sabia que não seria aceito de imediato. "Para ser aceito por uma porcentagem deles, foi preciso o primeiro álbum e nossa primeira turnê. Mas eu nunca conquistei todo o público. Não dá!", afirmou. Mesmo com sua bagagem gigante no Dixie Dregs, Kansas e carreira solo, parte dos fãs simplesmente não admitia ver outra pessoa tocando riffs imortalizados por Blackmore.

A rejeição, porém, não vinha apenas em forma de olhares tortos. Em alguns shows, o descontentamento era arremessado - literalmente - na direção dele. "Com certeza aconteceu na forma de coisas passando zunindo pelo meu rosto", recordou. O episódio mais chocante envolveu o lendário tecladista Jon Lord: "Uma vez, uma das garrafas atingiu Jon bem na cabeça, quase o nocauteou." Apesar do susto, a banda seguiu tocando, acostumada a lidar com plateias intensas.
Curiosamente, Morse já havia passado por situação parecida no Kansas, quando substituiu Kerry Livgren. "Aos olhos de muitas pessoas, eu tinha tomado o lugar de Kerry Livgren - foi como se eu o tivesse empurrado para fora. Houve muita hostilidade vinda disso também", relembrou. A experiência o ajudou a lidar com a pressão dentro do Purple, onde parte dos fãs ainda vivia na sombra da formação clássica.
Mesmo assim, o guitarrista guarda boas memórias da fase. Ele afirma que tocar com o Deep Purple o levou a evoluir como músico e performer. "Era uma banda de rock poderosa com músicos muito, muito bons. Eu estava realmente ansioso para dar o meu melhor em tudo. Parte disso foi aprender a tocar de forma um pouco menos engessada, porque eu era muito formal e estressado com a minha própria banda." A convivência trouxe mais fluidez e improviso - às vezes até demais. "Acho que os caras se cansaram de eu ficar improvisando e adicionando coisas [risos]. Às vezes eu saía demais do roteiro!"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Alex Skolnick (Testament) lembra audição para o Spin Doctors
Jeff Loomis conta como honrará o legado de Warrel Dane na nova formação do Nevermore
O baterista que nos deixou precocemente e que Elton John disser ser um dos maiores
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
Bill Hudson: "Qualquer coisa que não são essas duas bandas é percebida pelo público como amador"

Como surgiu a incrível sintonia entre Steve Morse e Jon Lord no Deep Purple
Steve Morse admite ter ficado magoado com o Deep Purple
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Hits dos Beatles, Deep Purple e The Doors com riffs "roubados" de outras músicas
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
Deep Purple lançará seu próximo disco em junho, afirma Ian Gillan
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
A lendária banda de Rock que David Coverdale recusou ser vocalista; "não me senti confortável"
George Harrison assistiu show do Deep Purple e achou "muito engraçado"


