Guitarrista Reb Beach nunca quis que o Winger acabasse
Por João Renato Alves
Postado em 26 de fevereiro de 2026
O Winger realizou sua turnê de despedida em 2025. Porém, como toda banda de rock que se preze, já está de volta. Durante entrevista ao Blabbermouth, o guitarrista Reb Beach deixou claro nunca ter sido a favor do encerramento das atividades – situação que experimentou recentemente com o Whitesnake.
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"Não foi ideia minha. O Winger é a minha banda, é o meu tipo de música preferido. Kip (Winger, baixista e vocalista) é o meu melhor amigo. Conversamos por mais de uma hora ainda hoje. Ontem falamos por 20 minutos. Estamos sempre em contato. Somos opostos completos. Ele é um gênio, sempre o chamo quando tenho algum problema, seja de negócios ou na vida pessoal."
O instrumentista ainda deixou claro ter sido justamente o frontman o responsável pela tentativa de encerramento. "Somos amigos de longa data. Nos conhecemos desde que eu tinha 23 anos. Isso foi em 1983. Eu o entendo perfeitamente. Ele me disse há muito tempo, pelo menos uns seis anos atrás: 'Não quero mais fazer esse tipo de música. É difícil para mim. Não está mais no meu coração cantar essas coisas.' Ele diz que quando sai em turnê, quando faz um show de rock, é tudo concentração, não consegue se divertir de verdade. O tempo todo está pensando: 'Ok, lá vem aquela nota alta. Tenho que segurar, depois tenho que respirar.' Tudo se resume à respiração. 'Preciso respirar depois disso. Talvez eu possa pedir para o John (Roth, tecladista) cantar.' E aponta: 'John, canta isso!'
O show inteiro é uma experiência estressante, porque ele precisa se lembrar constantemente de como respirar, tocar as partes de baixo e acertar as notas. E se distrai facilmente se não acertar. Algumas noites, o show é perfeito, ele chega e diz: 'Cantei muito bem'. Em outras, fica totalmente desanimado porque errou duas notas que ninguém liga. As pessoas estão acostumadas a ver bandas como a nossa com um vocalista ruim, mas quando você vê o Winger, 98% das vezes, o Kip vai acertar todas as notas. É uma banda ótima de se ver. Ainda temos aquela coisa do 'Beavis e Butt-Head', aquele rótulo que nos marca. 'Winger, eles são idiotas. Só tocam músicas pop bobas.' Eu penso: 'Não, não são! Isso representa umas seis das nossas músicas. Nós temos 100 músicas.'"
O Winger volta ao Brasil em breve para show no Bangers Open Air. O evento acontece nos dias 25 e 25 de abril, no Memorial da América Latina, em São Paulo.
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