Sharon rebate críticas sobre IA do Ozzy: "Não preciso justificar nada para ninguém"
Por Emanuel Seagal
Postado em 06 de junho de 2026
Sharon e Jack Osbourne defenderam, no podcast "The Osbournes", a criação de um avatar de inteligência artificial do Ozzy Osbourne, projeto desenvolvido em parceria com as empresas Hyperreal e Proto Hologram. O anúncio gerou polêmica entre fãs, e a família respondeu às críticas.
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O avatar foi descrito por Jack como um sistema fechado, sem conexão com a internet, alimentado exclusivamente por informações fornecidas ou verificadas pela família. "Não é um ChatGPT com o rosto do meu pai", afirmou. "É uma IA fechada. Construímos um banco de dados com informações que meu pai disse, ou que foram escritas corretamente sobre ele." A proposta é que o Ozzy digital possa conversar com fãs, respondendo com sua voz e da forma como ele responderia.
Sharon rebateu as acusações de oportunismo financeiro, lembrando que o casal avaliava a ideia há mais de dez anos. "O meu marido sempre me perguntava: 'Depois que eu for, por quanto tempo as pessoas vão se lembrar de mim?'", disse ela. Sobre as críticas de quem a acusou de "ganho fácil", foi direta: "Você não conhece o meu marido. Conheço o meu marido. E eu não preciso justificar o que fazemos para ninguém." Sharon também descartou comparações com usos comerciais mais triviais da imagem do marido: "Vocês acham que vou ficar exibindo meu marido vendendo cerveja ou cigarros? Acham mesmo que eu faria isso?"
Jack foi na mesma linha ao responder às acusações: "Se manter meu pai vivo e acessível a um fã é um 'ganho fácil', então sou culpado, porque entretenimento não é caridade." Ele também ironizou os que enxergam risco na tecnologia: "Alguém disse ser perigoso, que não dá para controlar. Eu perguntei: 'O que você acha que isso é, O Exterminador do Futuro? Acha que o Ozzy vai ficar senciente e lançar mísseis nucleares?'"
Para Jack, a ideia não é simular que Ozzy ainda está vivo, mas garantir que não seja esquecido. "O mais importante para mim é que, quando criamos essa impressão digital do meu pai, nós a criamos, nós a possuímos e nós a controlamos […] E vamos passá-la para os nossos filhos e netos. É para isso que serve."
Sharon fez analogias para contextualizar a iniciativa: "Por que andar de jato quando existe avião a hélice? A tecnologia avança. É como perguntar por que você precisa de um CD se tem o vinil. Você acompanha os tempos." Ela também citou o ABBA como exemplo: "O ABBA tem três shows em Londres ao mesmo tempo agora, e eles nem estão mortos."
Jack completou o raciocínio com um argumento sobre inevitabilidade: "Ou a gente faz isso, ou alguém vai fazer daqui a 20, 50 anos. Isso vai se tornar o padrão para qualquer pessoa conhecida. É como quando as bandas começaram a criar sites."
A tecnologia utilizada é o sistema Digital DNA da Hyperreal, plataforma patenteada que replica aparência, voz, movimentos e personalidade de uma pessoa a partir de material autenticado. "Cada elemento desse avatar foi construído exclusivamente a partir de material aprovado e autenticado: curado, consentido e controlado pelas pessoas que mais o amam", disse Remington Scott, CEO da Hyperreal. "É uma performance viva, não uma renderização."
O avatar será exibido em dispositivos Proto Luma, painéis holográficos de 86 polegadas com resolução 4K e IA conversacional, instalados no Reino Unido e nos Estados Unidos a partir do final do inverno.
A Hyperreal já utilizou a mesma tecnologia para criar avatares de Stan Lee, Paul McCartney, Notorious B.I.G. e Mike Tyson.
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