RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Sina Winter relata ameaças da embaixada iraniana e teme não rever a família

Como foi a coletiva que a Legião Urbana teve de dar após a morte de Renato Russo

Matanza Ritual anuncia festival na Audio, em São Paulo, no dia 1º de maio de 2027

Sharon Osbourne revela qual música de Ozzy gostaria de ouvir no próprio funeral

O álbum do Black Crowes que ganhou admiração após recepção inicial morna

O integrante que levou Tolkien às músicas do Led Zeppelin, segundo Jimmy Page

Dave Grohl desabou em lágrimas após tocar "Highway to Hell" com o AC/DC

Rachel Bolan reafirma que o Skid Row nunca se reunirá com Sebastian Bach

Joey Belladonna, vocalista do Anthrax, é detonado por performance do hino americano

A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"

A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris

Confessori traz um trabalho moderno, técnico e ambicioso em "Realm Breaker"

Lost Society conclui sua transformação em "Hell Is a State of Mind"

2 de novembro de 1999 - o dia em que Foo Fighters e RATM lançaram dois clássicos do rock

Para Bruce Springsteen, música e política sempre estiveram interligadas


Bangers

O álbum que quase quebrou o Rush, e fez a banda mudar tudo a partir dali

Por
Postado em 24 de maio de 2026

O Rush passou boa parte dos anos 70 testando até onde três músicos poderiam levar uma música sem perder o controle da própria máquina. A banda já havia sobrevivido ao risco comercial de 2112, ampliado sua ambição em "A Farewell to Kings" e, em 1978, chegou a "Hemispheres" quase como quem tenta escalar a montanha que ela mesma havia construído. O problema é que, em algum momento, até uma banda tecnicamente absurda começa a sentir o peso de sua própria exigência.

Rush - Mais Novidades

Foto: Polygram
Foto: Polygram
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Hemispheres" tem apenas quatro faixas, mas não soa como um disco pequeno. O lado A inteiro é ocupado por "Cygnus X-1 Book II: Hemispheres", continuação da história iniciada no álbum anterior. No lado B, "Circumstances" e "The Trees" oferecem respiros mais curtos, mas "La Villa Strangiato" vira outro teste de resistência, desta vez instrumental. Conforme relata a Wikipedia, o álbum foi lançado em outubro de 1978 e acabou acompanhado por uma turnê longa, de 137 datas, entre Canadá, Estados Unidos e Europa.

A gravação de "La Villa Strangiato" virou um símbolo desse limite. Geddy Lee lembrou no documentário "Rush: Beyond the Lighted Stage" que a banda queria registrar a base da música em um único take, mas passou dias tentando até admitir derrota. A solução foi gravar em três partes. Para uma faixa instrumental cheia de mudanças, passagens rápidas e pequenas armadilhas internas, aquilo dizia muito sobre o ponto em que o Rush havia chegado: a técnica ainda estava lá, mas o custo começava a ficar alto demais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A percepção de Lee sobre "Hemispheres" é que o álbum foi "a gota d'água" em relação às músicas longas. A intensidade daquele processo fez o grupo querer fugir desse tipo de disco, e a fuga veio logo na sequência com "The Spirit of Radio". A escolha da palavra é boa: não foi uma mudança tranquila, de quem apenas decidiu experimentar um pouco. Foi quase uma reação física a uma fórmula que, para eles, havia chegado ao limite.

Essa virada aparece em "Permanent Waves", lançado em 14 de janeiro de 1980. O álbum ainda trazia complexidade, especialmente em "Jacob's Ladder" e "Natural Science", mas a escrita ficou mais compacta, com músicas como "The Spirit of Radio" e "Freewill" apontando para outro tipo de comunicação. O próprio histórico do disco registra essa mudança para arranjos mais concisos e canções mais amigáveis ao rádio, sem abandonar completamente a identidade técnica da banda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A influência de sons mais contemporâneos também entrou nessa fase. Alex Lifeson falou para a Louder sobre como "The Spirit of Radio" marcou uma transição, misturando estrutura mais direta, riffs fortes e até elementos de reggae, em um momento em que o Rush prestava atenção a bandas como The Police e Talking Heads. A faixa chegou ao 13º lugar no Reino Unido e se tornou uma das músicas mais duradouras do repertório.

Mas essa mudança não significou uma simplificação pobre, teoriza a Far Out. O Rush apenas aprendeu a condensar ideias. Em vez de construir outra suíte de vinte minutos, passou a colocar mudanças, detalhes rítmicos e comentários de Neil Peart dentro de formatos mais curtos. "Moving Pictures", lançado em 1981, levaria esse equilíbrio adiante com "Tom Sawyer", "Limelight" e "YYZ", mostrando que a banda podia ser mais acessível sem virar uma versão domesticada de si mesma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Por isso "Hemispheres" fica em um lugar curioso na discografia. É um disco admirado, cheio de momentos fortes, mas também parece o ponto em que a banda olhou para a própria engrenagem e percebeu que não dava para continuar aumentando a complexidade para sempre. O Rush não quebrou porque faltava habilidade. Quase quebrou justamente porque tinha habilidade demais e começou a exigir de si mesmo um tipo de perfeição que podia virar prisão.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp

publicidadeJosé Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS