A reflexão de um cantor italiano de metal sobre Angra com Fabio Lione e Andre Matos
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de junho de 2026
Massimo Bottiglieri, ex-vocalista do Elvenking, elogiou o trabalho de Fabio Lione no Angra, mas disse que, para ele, a banda brasileira continuará ligada à figura de Andre Matos. Em entrevista ao canal do Gustavo Maiato, o cantor italiano falou sobre a diferença entre os dois vocalistas e destacou a forma única como Andre usava a própria voz.
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A pergunta surgiu a partir da ligação entre Brasil e Itália criada pela passagem de Lione pelo Angra. Bottiglieri, que gravou apenas um álbum com o Elvenking, "Wyrd", de 2004, disse que admira o cantor italiano desde os tempos de Rhapsody, Labyrinth e Vision Divine. Ele também afirmou que ainda recebe mensagens de fãs sobre sua passagem pelo Elvenking e que sempre se viu mais como intérprete do que como compositor. "Voz fantástica. Fantástica", disse Bottiglieri sobre Fabio Lione. "Fabio tinha um jeito operístico de cantar, uma forma lírica, muito poderosa."
O cantor citou discos clássicos da fase de Lione no Rhapsody, como "Legendary Tales", "Symphony of Enchanted Lands Part I" e "Dawn of Victory". Para ele, esses trabalhos são "obras-primas". Bottiglieri também elogiou a passagem de Lione pelo Angra. "No Labyrinth, no Vision Divine e no Angra, acho que ele fez um trabalho fantástico. Um trabalho fantástico", afirmou.
Apesar dos elogios, Bottiglieri disse que sua imagem pessoal do Angra permanece associada a Andre Matos. Para ele, Lione seguiu uma busca artística natural depois de vários anos na banda brasileira.
"Acho que ele está em uma busca interminável por si mesmo, por expressar sua voz", disse. "Depois de vários anos no Angra, decidiu seguir em frente. Para mim, o Angra continuará sendo Andre Matos."
Bottiglieri também comparou os dois estilos. Segundo ele, Lione tem mais potência e uma voz mais lírica. Andre, por outro lado, cantava de forma mais instrumental, com uma delicadeza difícil de reproduzir. "A voz é um instrumento orgânico. Nós somos diferentes", afirmou. "Lione tem mais poder, mais voz lírica. Andre Matos, quando cantava, era como um instrumento."
O ex-Elvenking disse concordar com uma avaliação feita pelo próprio Lione sobre Andre. Para Bottiglieri, o brasileiro conseguia fazer a voz soar quase como uma flauta em certos momentos, com doçura e alcance muito alto, sem depender apenas da força. "Você conseguia ouvir uma flauta na voz dele", disse. "Muito doce, muito alta e depois poderosa, mas não tão baseada em potência."
Bottiglieri citou ainda a versão de Andre para "Wuthering Heights", de Kate Bush, como exemplo dessa característica mais aguda e quase feminina. Também lembrou faixas antigas do Angra, como "Stand Away", "Queen of the Night" e "Reaching Horizons", ao falar desse lado épico e melódico. "Andre Matos era quase como uma voz feminina", afirmou.
Mesmo deixando clara sua preferência afetiva pela fase de Andre Matos, Bottiglieri fez questão de reforçar o respeito por Fabio Lione. "Fabio é um cantor fantástico. Até hoje. Um cantor fantástico. Não há dúvida sobre isso."
Confira a entrevista completa abaixo.
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