O melhor álbum que o Rush fez ao longo da sua carreira, na opinião de Geddy Lee
Por Bruce William
Postado em 28 de agosto de 2023
Após um ano cheio de compromissos em 2007 e mais de um trabalho honesto em 2008, o Rush tirou um ano e meio de folga, não fazendo shows ao vivo entre julho de 2008 e junho de 2009. Dezembro de 2009 chega, e a banda realiza uma cúpula na Califórnia, território de Neil, para discutir o que fazer a seguir. Planos vagos para um álbum conceitual começam a se formar lentamente, e Geddy e Alex voltam para casa para trabalhar nas músicas.
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Conforme Alex Lifeson explicou a Jeb Wright: "Nós espalhamos esse processo ao longo de alguns anos, e acabou sendo uma maneira muito boa de trabalhar. Isso nos deu um pouco de espaço, já que escrevemos em grupos de músicas. Acho que isso sempre ajuda a obter um pouco de variedade.(...) Quando penso nas músicas do álbum, penso nelas nos pequenos grupos em que as escrevemos. Mas, no geral, tentei ao máximo mantê-lo simples. Essa é uma das coisas refrescantes do álbum. Ele tem muito espaço e você pode ouvir a bateria claramente, pode ouvir o baixo e a guitarra - tudo pode estar alto ao mesmo tempo."
Lançado em 12 de junho de 2012, "Clockwork Angels" é o vigésimo e último álbum de estúdio do Rush, tendo sido gravado no Tennessee (EUA) e em Toronto (Canadá), durante a turnê de comemoração aos 30 anos de "Moving Pictures". As canções, baseadas nas interpretações steampunk de Júlio Verne e H.G. Wells, narram a jornada de um rapaz através de um universo de imaginação, alquimia e fantasia. A trama abrange cidades esquecidas, piratas, elementos anárquicos, um carnaval de caráter exótico e um observador que exige rigor em todas as facetas da existência.
De onde o Rush teve a ideia de fazer o álbum conceitual "Clockwork Angels"
Quando perguntado pelo The Guardian durante entrevista de 2018 se ele já conseguiu compreender álbuns conceituais, Geddy respondeu que nunca conseguiu, e ao ser questionado sobre os álbuns gravados pela própria banda, ele explica: "Cresci ouvindo Yes. Ainda não consigo dizer do que se trata nenhum daqueles discos, honestamente. Acho que não importa, porque a música e as letras criam um som, e isso lhe dá uma ideia de significado. Às vezes, isso é suficiente para fazer você amar aquilo".
Daí o entrevistador pergunta se ele já pensou que a única coisa que tornaria esse álbum melhor seria uma adaptação para um romance, Geddy responde emendando e rindo: "... Ou um romance gráfico, e depois o filme, e depois a série de TV, e depois o desenho animado. Não foi minha ideia. Eu gostei do conceito daquele disco e acredito que ele seja o nosso melhor trabalho. Foi um disco difícil de fazer do ponto de vista lírico, reduzi-lo a algo que Alex e eu pudéssemos concordar, que contasse o suficiente da história para satisfazer o conceito de Neil".
Sobre a decisão de fazer um álbum conceitual, Geddy disse a Chris Neal: "Foi uma ideia que surgiu através de Neil e que achamos intrigante. Começamos a falar sobre a estética steampunk e o quanto gostamos disso. Achamos que seria divertido fazer um cenário em torno disso, e isso levou a algumas reflexões que ele teve sobre a história. A ideia era interessante, e quando Alex e eu começamos a escrever a música, nos certificamos de que era um tipo diferente de álbum conceitual - mais uma ópera rock, de certa forma. Queríamos que cada música tivesse sua própria identidade, que tivesse um ponto e algo a dizer que pudesse ser retirado do contexto das outras músicas e ainda ser válido".
Com informações do The Guardian e do livro "Rush Através das Décadas" de Martin Popoff, que está em pré-venda aqui no Brasil através da Editora Belas Letras.
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