13 músicas essenciais do Ghost, de acordo com a Kerrang!
Por João Renato Alves
Fonte: Kerrang!
Postado em 19 de julho de 2025
Em 2025, o lançamento do primeiro álbum do Ghost completa 15 anos. A história do misterioso grupo idealizado por Tobias Forge – o homem por trás dos papas – começou envolta em mistério, logo se tornando um fenômeno do rock/metal que lota arenas e encabeça festivais em todo o planeta.
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A revista britânica Kerrang! elaborou uma lista com 13 músicas essenciais da carreira da banda. Não se trata necessariamente das melhores, mas aquelas que envolvem diferentes características sonoras e ajudam a compreender a proposta do misterioso conjunto. Eis as seleções, com trechos dos comentários da redação inglesa.
1. "Stand By Him"
Escrita em 2006, quatro anos antes do lançamento de "Opus Eponymous", "Stand By Him" forneceu o cerne da ideia que se tornou a história de sucesso mais improvável do rock moderno. Ouvindo-a agora, é interessante perceber quantas dessas marcas registradas que conhecemos e amamos já estavam presentes. Guitarras barulhentas? Certo. Teclados retrô? Certo. Ganchos sedutores? Pode apostar. Letras demoníacas? O primeiro verso é: "O poder do diabo é o maior".
2. "Elizabeth"
Embora "Stand By Him" tenha sido a primeira música do Ghost escrita, seu single de estreia, "Elizabeth", foi o primeiro gostinho que o público em geral teve de seus costumes macabros. Foi também um dos primeiros exemplos da propensão da banda em se inspirar em elementos históricos para suas músicas. Embora inicialmente soasse como um doloroso hino a um interesse amoroso chamado Elizabeth, na verdade é sobre Elizabeth Báthory, uma nobre húngara que, junto com seus servos, foi acusada de matar centenas de meninas e mulheres.
3. "Year Zero"
Grandiosa e propulsiva, "Year Zero" foi a primeira música do Ghost que realmente mostrou a possível amplitude de seu som e a escala de sua ambição. Também é notável por ter sido escrita principalmente pelo então guitarrista Martin Persner, ex-companheiro de banda de Tobias no Magna Carta Cartel. ISe você tivesse que escolher uma música que exemplificasse o que o Ghost representava, "Year Zero", com suas muitas referências diferentes ao lorde das trevas ("Belial, Behemoth, Beelzebub, Asmodeus, Satanas, Lucifer") seria sem dúvida a melhor escolha.
4. "Monstrance Clock"
Batizada com o nome de relógios usados em igrejas durante o Renascimento, essa música, que seguia em ritmo lento, encerraria os shows por muitos anos. E é fácil entender o porquê, considerando o apelo: "Juntem-se pelo filho de Lúcifer" – mesmo que a letra sugestiva convoque atividades em grupo além de meras cantorias. É seguro dizer que uma música sobre um relógio nunca foi tão obscena.
5. "Mummy Dust"
Embora seja uma música com profundidade lírica enganosa, musicalmente reflete perfeitamente o luxo de "Meliora". Sua reta final, combinando êxtase coral, teclados travessos, uma linha de baixo cadenciada e guitarras ritmadas, há muito tempo faz de "Mummy Dust" um destaque dos shows ao vivo, o ponto em que os canhões de confete e os corações disparam.
6. "From The Pinnacle To The Pit"
Esta é uma ótima música sobre aquela história tão antiga quanto o tempo – a queda em desgraça. E, como Tobias nos lembra, "É uma longa descida". Anunciada por uma linha de baixo elástica que esculpe o motivo principal com a aspereza de um açougueiro amargo, a sonoridade de "From The Pinnacle To The Pit" parece ter sido projetada para abalar o ouvinte, para martelar a mensagem de que, embora você possa fazer feno enquanto o sol brilha, se você for e estragar tudo, vai desabar, possivelmente no fogo do inferno.
7. "Absolution"
Esta é a música mais autobiográfica do Ghost? Quase com certeza. Não no sentido de explicar quem é o Papa, mas de revelar muito sobre o homem por trás do Papa. Talvez esse devesse ser o "menino", já que a letra de "Absolution" remonta à infância de Tobias em Linköping. Ele explicou como, inspirado por seus heróis musicais, há muito tempo desejava ir para outro lugar e ser outra pessoa. "Como uma criança com a mente no horizonte" e "Levante as mãos e alcance o céu" capturam lindamente esse desejo pelo intangível.
8. "Square Hammer"
A melhor faixa do Ghost? Há uma grande parcela de fãs que diria que sim – e com razão. Dando início ao EP "Popestar" da banda e escrita como abertura para seus shows ao vivo, cada nota de "Square Hammer" parece projetada para galvanizar – desde a caixa propulsora de sua introdução até um refrão suntuoso. Como resultado, tornou-se uma das favoritas dos fãs e um clássico crossover que conquistou novos ouvintes.
9. "Pro Memoria"
Lembra quando dissemos o quão bom o Tobias era em criar músicas viciantes que tornam coisas difíceis palatáveis? E quanto ao espectro da morte, então, que aguarda para nos abraçar? Embora não seja necessariamente o tema principal para um show de sucesso comemorativo, "Pro Memoria" ainda é absolutamente deslumbrante, com passagens orquestrais e teclados fazendo a maior parte do trabalho pesado.
10. "Mary On A Cross"
Se o título de "Seven Inches Of Satanic Panic" do EP do Ghost te fez corar, então "Mary On A Cross" provavelmente te fez precisar de um banho frio. Ao mesmo tempo sobre crucificação e cunilíngua, é a faixa mais estranha a se tornar uma sensação no TikTok (embora seja uma versão distorcida e mais lenta).
11. "Respite On The Spitalfields"
Um exemplo mais recente do Ghost unindo feitos históricos nefastos a uma melodia de proporções colossais – uma característica sem dúvida inspirada pelos heróis de Tobias, o Iron Maiden. Desta vez, são os notórios feitos de Jack, o Estripador, ainda que capturados por letras irônicas ("Ele fatiou e cortou nossos sonhos em pedaços"). A introdução é puro gótico no estilo The Mission, enquanto os muitos solos de guitarra poderiam ter sido tocados pelo próprio Slash.
12. "The Future Is A Foreign Land"
Lançada de surpresa com o filme "Rite Here Rite Now" do ano passado, "The Future Is A Foreign Land" é da era de 1969, quando Papa Nihil era o vocalista. Uma música nova que soa antiga, portanto, e é o que o Ghost faz de melhor. É uma adição fascinante ao catálogo anterior, misturando guitarras surf e letras que olham esperançosamente para um futuro desconhecido ("Então, vamos rezar por mais em 2024"), no qual regimes sombrios e déspotas são coisa do passado, mas o amor permanece.
13. "Lachryma"
O segundo single de "Skeletá" chegou enquanto Tobias sugeria que o sexto álbum da banda seria "mais introspectivo". Quem se preocupasse com a possibilidade de isso ter resultado em contenção e introspecção, no entanto, poderia ficar tranquilo. Como explicou a resenha de "Skeletá" da Kerrang!, "‘Lachryma’ permite que a tristeza se infiltre, acompanhada por um peso de adoração ao Sabbath".
Leia a matéria completa na Kerrang!.
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