Soundgarden: as coisas positivas começam a pesar mais que o resto
Por Fernando Portelada
Fonte: Brave Words
Postado em 22 de janeiro de 2013
O guitarrista do SOUNDGARDEN, Kim Thayil, é o destaque de uma nova entrevista com o Ultimate-Guitar.com, discutindo sua reunião com a banda para o novo álbum, "King Animal". Trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.
Thayil: "Eu li estúpidas reviews que diziam: ‘Oh, isto é obviamente para ganhar dinheiro, é por isso que fizeram este disco. ’"
UG: Os fãs realmente sentiram que isto era só pelo dinheiro?
Thayil: "É como: ‘Claro, porque há um grande mercado para álbuns ao vivo e discos de maiores hits’. Eu acho que nosso serviço é realmente pelo nosso legado e nosso catálogo. Ninguém precisa de dinheiro e todos estão muito bem. Ninguém esperava nada da indústria musical, que hoje é um terço do que costumava ser quando nós estávamos juntos, ninguém esperava que isto fosse nos carregar financeiramente, mas só dependia de nós curtir isso. O que as pessoas esquecem e precisam se focar é, acredite ou não, existem 4 seres humanos que precisam ver o valor de sua relação. Quero dizer, você sabe quão difícil é para duas pessoas gerenciar uma relação, e todos sabemos que mesmo no contexto de um comprometimento civil e legal elas ainda fracassam."
"Agora imagine uma parceria com quatro caras que estão envolvidos em algo que é muito emocional e sensível como composição musical, aonde você compartilha tudo de você. Quando você tem esta partilha e percebe que não está sendo aceito ou talvez você se sinta rejeitado, bem, isto é algo difícil para duas pessoas. Com quatro pessoas na banda, nós não estamos fodendo o outro, estamos fodendo uns com os outros. Ainda assim você tem certeza que o amor está lá, e ele estava, e isso é uma coisa boa."
UG: Quando vocês se reuniram para trabalhar em "King Animal", como você se sentiu?
Thayil: "Às vezes você ganha perspectiva com a distância. Algumas vezes em uma banda, ou em um relacionamento você pode ter pensamentos ou sentimentos negativos, e às vezes eles podem ser reforçados quando vocês se olham de novo. Mas com o tempo você ganha uma melhor perspectiva e o estímulo inicial que dispara esta resposta meio que some. Você começa a ver o plano geral e as coisas positivas começam a pesar mais que todo o resto. Aí vocês se juntam e têm uma experiência positiva. Você começa a relembrar todas aquelas histórias engraçadas e os fraternais incidentes e experiências do estúdio, ou da estrada, ou ainda extra curriculares, ou histórias da banda e outros evento com os amigos. Você percebe: ‘Wow, nós meio que crescemos juntos’, e você tem uma grande biografia coletiva aqui."
Para a entrevista completa, em inglês, visite o Ultimate-guitar.com:
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